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48- Tigarah, Dia 3: O Último Show

O último dia de Tokyogaqui estava bem cheio.
Cheguei um pouco cedo demais. Queria aproveitar pra dar uma última passada pelas áreas da exposição, relembrar o primeiro dia que eu havia posto os pés lá com a Luana e a Patris…
Aquelas cores, aqueles painéis, aquele universo iria deixar saudades.

Desci para o térreo e ao sair do elevador, dei de cara com a Yuko-chan e a Bárbara.
Cumprimentei-as.
A japa não conseguia esconder a felicidade de me encontrar pela terceira vez. Definitivamente, ela deveria ter se convencido de que eu era realmente um super fã.

Tava doido pra pegar um ingresso gratuito pra assistir a última apresentação de butô. Cheguei até colocar meu nome na lista de espera, mas depois pensei melhor… O que eu estava fazendo? Com certeza eu não conseguiria ficar nem 2 minutos sentado.
Aquelas horas seriam as últimas ao lado da tigresa e eu não poderia perdê-las!

Já estavam retirando o pessoal do 5º andar para montarem o palco…
Novamente haviam me dado carta branca…

Aquela mesma funkeira famosa do primeiro dia estava lá. Dessa vez eu já sabia o nome dela: Deize Tigrona!
Elas tavam ensaiando um música juntas.
Foi improvisação mesmo. Coisa de 15 minutos.
A Deize cantava o Funk Da Injeção com a base eletrônica da Tigarah. Foi uma piração total!
Toda a galera que estava nos bastidores, povo da produção, monitores, faxineiros… Até eu… Ninguém conseguia ficar parado.
Ia funcionar.

A música é algo que rompe qualquer barreira.
A Tigarah não entendia uma palavra do que a Deize dizia.
A Deize precisava chamar o seu produtor a todo instante pra traduzir a conversa.
Uma não entendia a hora que a outra ia entrar, mas mesmo assim, as duas chegaram numa conclusão.

Antes de se dirigir ao camarim, ela passou por mim e perguntou se a passagem tinha sido boa. Eu confirmei com um sinal positivo!

O público invadiu a área.
Eu já estava no meu lugarzinho estratégico, só esperando o Mr. Ber chegar.

Dessa vez eu tinha que filmar! Eu não podia esquecer!
Tirei a máquina do bolso e fiquei com ela na mão pra não esquecer.

Mr. Ber me apresentou a bela Rhaiane e o Eidi: grande figura!

DJ Yugo abriu o show, eu estava com a câmera na mão. Até avisei para um marinheiro de primeira viagem que a Tigarah iria descer a rampa e…

… quando ela começou a cantar, o DJ Yugo errou o botão e tudo parou!
Bah!!! Não teve nem como disfarçar!
Como uma rainha japonesa, a Tigarah riu, pediu desculpas, subiu a rampa de volta e recomeçou!
Æ a galera foi ao delírio com Japanese Queen! (Detalhe pro Mr. Ber cantando)

Ela estava muito à vontade. Falou bastante, agradeceu o carinho.
A galera estava impossível, cantando todas, dançando todas.
O mais incrível foi ver o número de crianças que tinha nesse dia, assim como obaa-chans também. Tiozões, tiazinhas… Era quase um programa familiar.

Foi o máximo todo mundo gritando o refrão de “Matila” e “Brazilian Girl” em Roppongi-Dori.
Tinha até uns marmanjos barbados gritando “gostosa”, fazendo coro de torcida quando ela se aproximava.
Ela desceu do palco e foi cantando no meio da galera! Surreal!

Ela falou muito, agradeceu o Sesc, os organizadores e cantou a tal inédita.
Delícia dançar isso! Não dá nem pra começar a descrever a sensação! Pancadão! “Hands in the air”…

O Ber já sabia a letra de cór… Hehehe…
O povo gritava, dançava, foi a maior diversão!

O momento mais divertido da noite foi a participação da funkeira brasileira. Eu não tinha dúvidas de que seria explosivo.
Nessa hora o show da japa pegou fogo!
Eu falei que ia ser infalível.
Elas não tinham ensaiado mais do que uma vez.

Era a Deize gritando “Ai, ai, ai”…
Era a Tigarah gritando “Ai, ai, ai”…
Era a platéia, os marmanjões e acho que dá até pra me ouvir gritando o “Ai, ai, ai”…
Ninguém conseguia acertar o tempo certo de gritar esse refrão. Foi uma confusão que deu certo!

Falei pra Deize no final do show, que essa alegria toda se deu pela improvisação das duas.
Se fosse combinado não teria sido tão divertido.

No fim até dancei o tal do créu. Deus me livre…
Só quero ver o que a Globo filmou! E olha que a Globo filmou quase o show inteiro!
Pontos pra Deize Tigrona. Ganhou todo mundo ali.

O show foi o mais demorado dos três.
A tigresa estava feliz demais, DJ Yugo parecia estar bastante aéreo, pois soltou dois repetecos que a japonesa não estava esperando. Hehehe…
Sorte nossa!

A Globo prendeu a tigresa depois do show.
Ficamos esperando ela vir entregar os bottons e nada.
Eu tinha avisado aos novos fãs, os quais não tinham estado nos outros shows, que ela sempre aparecia no meio da galera.
Já tinha se passado quase dez minutos e nada dela aparecer.

O pessoal da produção já estava pedindo para que desocupássemos o espaço, pois os funcionários já estava começando a desmontar o cenário da exposição.

De repente, a mulher me aparece.
Aquele tsunami de fãs a engoliu em questão de segundos.
Os produtores pediram pra ela descer ao térreo.

A cena a seguir foi uma confusão dos diabos.
Aquele bolo de gente acumulada com a tigresa no corredor dos elevadores, a Globo filmando…
A última cena que tive antes de perdê-la de vista: uma dúzia de fãs entrando com ela no elevador e o repórter global se apertando pra entrar com a filmadora.

Aproveitei pra agradecer os produtores, Olívia, Jussara, Natália, Juliana, o fotógrafo, a loira, todos esses anjos que me aturaram, abriram tantas portas e me trataram tão, tão, tão bem!
Um beijo pra cada um! Muito obrigado!

Aproveitei que a graciosa Bárbara (A Amiga) estava dando sopa e pedi uma foto.

Da mesma forma com a caríssima Laís.

Quando descemos ao térreo e vimos que aquela turma estava lá na Paulista, na frente do Sesc, surtamos.
Lá estava a japinha naquele frio cortante dando autógrafos, distribuindo os bottons…
Alguns fãs eram tão fanáticos, que eles ainda escolhiam qual bottom eles queriam.
E a Tigarah com uma paciência budista ainda ficava procurando os bottons repetidos! Ahhhhhhhhhhhh… Que santa!

Ela sorria pra todos, até para o carinha sem graça que se declarava incansavelmente.
Ela recusou o convite para ir ao Mc com uma galerinha, mas os encheu de autógrafos.
Ela fez pose com todos, até aqueles que insistiam em tirar fotos com seus celulares VGA.
Alguns ali, mereciam uma foto melhor. Eram educados e eu me ofereci pra fotografá-los.

Esperamos o tsunami de fãs se dissipar um pouco.

Eu ainda tirei fotos pro grande Eidi.

E pra Camila e sua amiga.

Foi assim que conseguimos falar mais um pouquinho com essa queridíssima artista. Esperando todo mundo ir embora.

Coisas de Bernardo:

Agradecemos a Yuko-chan pela última vez e nos despedimos com uma última foto.

Pela terceira vez, varamos a noite lá no italiano comendo massas.
Dessa vez quase que não chego em casa!

Antes de deitar na cama, peguei minhas revistinhas…

Meus ingressos…

E guardei-os no coração.

Ps: E mais uma pro meu mural da fama. Dessa vez no blog da redação do site Nippo-Jovem (link aqui).

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47- Tigarah, Dia 2

O segundo dia começou bem cedo, quase de madrugada.
A imagem da senhorita tigresa distribuindo bottons para seus fãs ainda circulava em meus pensamentos.

Pulei da cama com um plano: um projeto de último momento.
Eu podia vê-lo pronto na minha mente. Ficaria legal, mas tomaria muito tempo…
Eu precisava pelo menos tentar…

Rapidamente comecei a rabiscar algumas folhas, desenhar algumas idéias e muitas horas depois consegui criar a capa do cartão que eu entregaria pra Yuko-chan como forma de agradecimento.

A idéia era fazer uma japa-baiana com kimono e turbante à la Carmem Miranda na cabeça, pra celebrar essa fusão do Brasil-Japão.

Decorei o kimono com motivos da bandeira dos dois países e preenchi todo o espaço em volta com traços abstratos.

Quando fui assinar Tigarah, comecei a fazê-lo em hiraganá e depois passei pro katakaná! Não sei o que houve comigo!
Sim, eu havia errado e não daria pra recomeçar! Nomes estrangeiros são sempre escritos em katakaná, mas não havia tempo pra consertos! Era consertar e perder o concerto.

Tentei imaginar uma explicação. A única que encontrei foi que esse “Ti” poderia remeter a “Tiisai” ou “Chiisai”, pequenina.
É, pequena tigresa até que tem a ver. A Yuko-chan é pequenina, mas poderosa!
Assinei meu nome, anotei e-mail, site, MSN…

A parte de dentro foi um pouquinho mais complicada.
Queria transcrever a letra de uma música dela em japonês.
Pra mim, não há coisa mais gostosa do que escrever em japonês.
Escolhi Girl Fight!

A carta (tegami), eu iria escrever em inglês.
Já tinha até começado a escrevê-la, mas foi quando meu amigo Storm!, que mora no Japão, apareceu no MSN…
Não pensei duas vezes, perguntei se ele topava me ajudar na tradução da carta pro idioma japonês e ele me ajudou sem pestanejar. Traduziu tudo sozinho. Valeu, Storm!

ユウコさん へ

私、ジョンと申します。ブラジルにようこそ!

あなたに会えてそして、コンサートに行ったことを一生忘れられない出来事です。本当に幸せでした!
私はイラストレーターですので、ユウコさんのアルバムのカバーアートを是非!っと本気で書きたいと思います。
ユウコさんの曲を毎日聴きたり、パソコンでリミックスしたり、いつか一緒に歌えるように夢でもみています。
日本語あんまりわからないので、日本にいる友達に頼まれて、この手紙をかいています。すみません!近いうちに日本に行けるため、日本語の勉強をしています。

ユウコさん日本に帰ったら、メールのやりとりしましょう!コンサートで歌った新曲も送ってください!おねがいします!

これからも頑張ってください!

応援しています!

ジョンより

O conteúdo da carta ficaria mais ou menos assim em português:

Yuko Takabatake

Eu sou o John.
Muito prazer em conhecê-la.
Seja bem-vinda ao Brasil.

Eu quero dizer que adoro o seu trabalho e que estou muito feliz em poder ver seus shows.
Sou ilustrador e gostaria de poder criar um desenho para a capa do seu álbum.

Eu também gosto de remixar suas músicas e gostaria muito de algum dia poder cantar com vc.

Espero um dia ir para o Japão, por isso estudo um pouco. Mas não consigo escrever tão bem assim, meu amigo no Japão, Kaminishi, está me ajudando com este texto.

Gostaria muito que vc me mandasse um e-mail pessoal para mantêrmos contato.

Por favor, me envie as músicas novas que vc cantou no show.

Sucesso,

João.

Eu estava atrasadíssimo.
Não esperei nem a tinta secar. Bati algumas fotos, botei o dito cujo dentro de um plástico transparente e voei pro Sesc.

Cheguei lá e acampei no 5º andar.
Aqueles monitores e produtores maravilhosos do Sesc que já viam em mim alguém familiar, permitiram novamente que eu ficasse por lá durante a passagem de som.

Bah, mal pude acreditar na hora que vi a Tigarah, pois quando ela sobe ao palco, não há nem vestígio da Yuko-chan. Ela se transforma, ganha poderes!
A Tigarah tava com aquele seu uniforme brasileiro verde-amarelo curtíssimo. Estava linda!
Assim que me viu, me cumprimentou, passou umas três músicas com o DJ Yugo pra testar o som e poucos minutos antes de liberarem o público, me chamou lá no camarim.
Pude finalmente entregar o cartão.

Só quem viu e ouviu ela falando português pode entender o quão simpática ela é.
Deu-me um abraço e me beijou de novo, agradeceu, disse que o desenho era kawaii, passava a mão em cima dos ideogramas e não conseguia acreditar que eu tinha feito tudo aquilo em tão pouco tempo.
Eu disse que tive ajuda do amigo Storm! através do Messenger e ela quis saber todos os detalhes.
Falei sobre meu interesse em ilustrar algum futuro projeto dela. Capas para cd, logos para T-shirts, esse tipo de coisa.
Agradeceu-me em japonês, fazendo aquela típica reverência e eu fiquei muito encabulado.
Foi uma batalha de agradecimentos.
Ela me agradecia pelo carinho, eu a agradecia pela simpatia, pela paciência.

Sai do camarim meio atordoado.
O povo já havia dominado os melhores lugares do palco.
Contentei-me com o que havia sobrado.

De repente, começa a chover conhecidos: Griffith, Jun, Ber, Cauuuuuuuuuuuuu!!!
Pirei! Pirei!
Não conseguia me conter de tanta felicidade.

O segundo show foi mais poderoso ainda que o primeiro.

A japa já estava bem familiarizada com o palco, com aquele público aos seus pés.
O som estava muito mais nítido, assim como a voz estava mais alta.

Dessa vez tinha muita gente pra dançar comigo. A festa foi geral.

Eu acabei esquecendo de tirar fotos de novo. Não tem jeito. Eu realmente mergulho de cabeça e se não fosse o Griffith filmar e fotografar, eu teria apenas uma ou duas fotos desse show.

Mesmo tendo consciência de que eu deveria aproveitar cada segundo, o show voou mais uma vez.
Quando estávamos pegando fogo, já era hora do Bis.

A japa foi ovacionada.
Rapidamente ela deixou o palco, deu a volta pelo camarim e apareceu no meio da galera pra entregar os bottons!

Que carisma!
Era impossível resistir àqueles olhos doces e aquele sorriso brasileiro.
A japa mais uma vez se mostrou atenciosa com todos os tipos de fãs: dos mais comportados aos mais escalafobéticos. Posou para todas as câmeras, abraçou todos os fãs, deu todos os autógrafos possíveis, conversou, distribuiu mais bottons e se despediu.

Até o Criko eu encontrei por lá.

Fui apertar sua mão para me despedir e ela me puxou pra um último abraço.

Disse-lhe apenas “Mata ashita” (até amanhã) e ela arregalou os olhos surpreendida:
-Ashita mo? (vc vem amanhã tb?)
-Of course! – respondi!

A noite acabou mais uma vez no restaurante italiano. Dessa vez nada de panquecas, eu fui de Zucotto e o Mr. Ber de torta de limão.
Discutimos os dois shows e ficamos imaginando como seria o último dia.
Mais uma vez quase perdi o horário do último metrô!

Continua…

46- Tigarah, Dia 1

Encontrei as portas do 5º andar fechadas.
A monitora loira do Sesc estava por lá:
-Oi, menino! Sua japonesa já está æ dentro dando entrevistas pra Record e MTV!

Meus olhos se arregalaram, aquele arrepio bom percorreu a espinha e um segundo depois estava eu tentando convencê-la a me deixar entrar.
Ela, muito educada e totalmente profissional, disse que eu não poderia participar. Normas da casa coisa e tal…
Ela sabia que eu era comportado…

Eu tenho o repertório de ter participado da coletiva da Björk, da Miho Hatori…
Sou fã, não sou fanático.

Em minha última tentativa, eu prometi ficar quietinho, na minha, sem qualquer tentativa de aproximação ou registros fotográficos…

Ela sumiu portas adentro com a minha possibilidade.
Em poucos segundos, ela voltava com a minha permissão.

Entrei naquele tão familiar espaço e um monte de repórteres, jornalistas e câmeras já estavam posicionados na região dos banners dos kanjis. A entrevista acontecia ali.

Fui arrastando os pés, para não dar a sensação de deslocamento e me aproximei. Eu não sabia até onde poderia ir.

Rapidamente localizei três japonesas que estavam sentadas num cantinho. Acabei descobrindo que trabalhavam para o Nippo-Brasil. Como boas jornalistas que são, não perderam tempo em fazer uma entrevista comigo.
Respondi travado algumas curiosidades sobre a carreira da tigresa, dei o site do meu zoológico, meu e-mail, mas ainda estava anestesiado demais com os fragmentos da beleza da japonesa na minha frente.
Digo fragmentos, pois ainda tinha dificuldades em enxergá-la completamente.

A coisa mais bacana do mundo foi estar quietinho lá na minha esquininha, contemplando a Tigarah de longe, em silêncio e de repente, um senhor japonês com cara de artista me abordou:
-Vc é aquele menino que escreve sobre o Tokyogaqui no seu blog?
-O Sr. está se referindo ao Zôo Do Jôo? – engasguei.
-Sim! – completou ele: -Vc fez uma séries de boas fotos e escreveu de uma maneira muito bacana sobre o Tokyogaqui… Eu sempre faço pesquisas no Google e acabei chegando no seu blog. Muito bom o jeito como vc escreve…

Hehehe…
Já tinha ficado todo honrado… Fiquei mais ainda quando soube quem ele era.
Bem depois eu fui descobrir que esse senhor, o Hideki Matsuka, era o responsável, junto com o Ricardo Muniz Fernandes e a Christine Greiner, pela concepção e curadoria do Projeto Tokyogaqui.
Nem tive chance de agradecê-lo à altura do seu projeto, mas conversando sobre os posts que escrevi, sobre as apresentações e performances que assisti, ele percebeu o quanto esse seu projeto havia me tocado.

O Hideki-san é um desses caras que sabia de tudo um pouco!
Quando eu falei pra ele que eu era fã de Pizzicato Five e que havia me emocionado com Gomuñiquetan da Patrícia Noronha, ele ficou muito contente.
Ele me disse que ela iria ficar muito honrada em saber disso.

Nisso, a atual entrevista termina.
A japonesa passa por mim e sobe ao palco.
Vislumbro-a pela primeira vez em sua plenitude. Congelei só um pouquinho.

Uma funkeira famosa do Brasil fez uma participação especial.
Juntas, elas gravam um duo para a Record ou MTV. Enquanto a funkeira carioca cantava, a funkeira japonesa encantava com sua dança sensual.

Eu queria sacar minha câmera do bolso nessa hora, mas tinha prometido pra monitora loira que não faria qualquer movimento suspeito de fã.
Fiquei na minha contemplação silenciosa.

Linda!
A Yuko-chan é linda!
Sua presença de palco é gigantesca.
As batidas de Tokyo Cool Kids arrebentaram as caixas e meu coração acelerou descontrolado.

Assisti toda a passagem de som.

Uma das três japonesas do Nippo-Brasil veio me pedir se eu não me importaria em tirar uma foto com a Tigarah.
Claro que eu não me importaria, mas até então eu ainda não tinha conseguido me apresentar.

Cheguei bem de mansinho e a chamei:
-Yuko-chan!
Ela se virou com aquele seu sorrisão brasileiro, (pois de japa a guria herdou apenas os traços, a alma dela é brasuca, o sorriso não poderia ser diferente) e me encarou pela primeira vez:
-Olá!
Eu rapidamente me apresentei em japonês.
Disse que era um grande fã, que conhecia todo o trabalho dela, que estava ansioso…

E não é que a tigresa me abraçou e me deu um beijo?
Quase desmontei…
Ela falou pra eu não ficar nervoso, que estava muito contente por estar finalmente fazendo show no Brasil e mais tantas coisas que se apagaram completamente da minha memória…
Desejei bom show e então fui saindo de fininho, com o coração tão inchado de felicidade que nem cabia no peito.

Então, uma galerinha bacana se aproximou de mim:
-Fiquei sabendo que vc é fã dela. – disse uma menina muito bonita.
-Sim, sou fã absoluto. – respondi com convicção.
Eu ainda não sabia, mas a minha sorte me aprontava uma outra surpresa: eu estava falando com uma das responsáveis pela criação do que a Tigarah é hoje, a Bárbara.
Eu estava falando com a famosa amiga da Yuko-chan, a amiga brasileira da Tigarah!
Sim, sim. A amiga de intercâmbio cultural, que conheceu a Yuko-chan antes da transformação em Tigarah.

As duas estudaram juntas nos EUA e se tornaram muito amigas.
Mesmo tendo terminado o intercâmbio, uma aqui no Brasil e outra lá no Japão, as amigas nunca perderam contato.
A idéia de apresentar o Brasil à amiga japonesa era uma idéia constante, que se realizou como fábula, tecendo conexões aqui e ali. Nada realmente é por acaso! O destino está sempre a pregar peças. Boas peças no caso.
A japonesa veio ao Brasil passar férias na casa da amiga.
Como mandam as regras da hospitalidade paulistana, é de responsabilidade do anfitrião programar roteiros turísticos pela cidade, fazendo com que a passagem do visitante seja inesquecível.
As duas acabaram ultrapassando os limites do estado. Fizeram o passeio até a cidade maravilhosa e por força maior, acabaram num baile funk.
O resto é história conhecida, pois foi assim que nasceu a sementinha que iria se transformar em Tigarah.
A japonesa voltou para o Japão com aquela paixão crescendo no coração. Ela já tinha desenhado em sua mente o seu futuro.

Criei imagens como numa história em quadrinhos enquanto a Bárbara contava a história da Yuko-chan.
A estudante japonesa, como nas histórias de super heróis, havia encontrado a fórmula para se tornar Tigarah.

Eles me apresentaram novamente pra tigresa, dessa vez com mais histórias pra contar.

Outros repórteres me pediram para eu posar ao lado da japa de novo! A reportagem da Marianne Nishihata pode ser encontrada no site da Globo.com, o G1, link aqui.
“-Bah! Isso tá ficando fora de controle!”.- pensei comigo.
Todo mundo tirando fotos… Fiquei vermelho que nem pimentão.

Tinha até esquecido do show!
A parte criativa ainda nem tinha começado e eu já estava realizado.

Como sempre, encontrei o Mr. Ber lá na fila e corremos pra pegar um bom lugar.
Não poderíamos ter escolhido melhor lugar. Estávamos literalmente a um esticar de mãos da cantora.

O show foi explosivo, poderoso, sensual.
A guria canta pra caramba. Tocou umas três músicas novas.
Dancei muito.

O funk da Tigarah não é um funk qualquer.
Eu não sou muito chegado nessa cena de bonde do tigrão, dança da motinha, popozudas, cachorras, potrancas, lá, lá, lá… Também não desmereço o brilhantismo popular chiclete-maníaco que há incrustado nesse tipo de manifestação.

O funk como levada musical é algo que funciona muito bem: tem uma batida boa, é cativante, gruda no cérebro…
É uma diversão instantânea infalível.
O problema é a mensagem que certos funks carregam.

Eu sou daqueles que defendem a propagação de ideais positivos.
Creio que não importa a mídia que se use, o bom artista é aquele que consegue levar reflexão nem que seja num refrão. É aquele que faz bom uso do poder que tem. É aquele que compreende a influência que pode exercer para com os demais e faz isso de uma maneira saudável.

O funk da Tigarah é politicamente correto.
Tem-se um cuidado com a pesquisa sonora, a coleção de samplers de instrumentos tipicamente brasileiros, a pegada do Miami Beat… Há toda uma preocupação em se fazer música dançante onde o bate-estaca da música eletrônica não seja tão maçante a ponto de ser minimalista.
Todas as 11 músicas da Tigarah, disponíveis gratuitamente em seu site oficial, tem momentos onde a batida principal dá uma trégua.
Fazer uma música dançante continuar dançante sem batida é realmente muito inteligente. É nesse momento que ela se mostra mais sensual.
Aliás, a sensualidade e não a “sexualidade” é assinatura no trabalho da tigresa.

Suas letras não seguem os ideais das mensagens do funk carioca.
Ela estudou ciências políticas na Keio University em Tokyo e isso é bem evidente em suas letras.
Ela está interessada em transmitir sua visão de mundo, a que se contrasta com os valores da sua sociedade, a nova sociedade de jovens japoneses que se transforma a cada dia. Onde as mulheres ainda sofrem com o machismo dos homens, onde cada indivíduo busca a diferença, onde o consumismo desenfreado para se atingir o visual perfeito ainda tem tanta importância… O Japão que dita tendências, o Japão que idolatra as manias ocidentais…
Ela ressalta como é fazer parte desse Japão.
Ela critica o consumismo.
Mostra-se sábia ao dizer que não há raças mais importantes que outras, que não há culturas mais importantes que outras. Se ainda insistem em pensar que há, ela se mostra humilde o suficiente para dizer que não há o que discutir, que sua única arma é continuar repetindo esse refrão.
Conta-nos a história de Matila, a brasileira que se divertia nas noites dançantes de Roppongi, enquanto seus pais, dekasseguis, trabalhavam para sustentar seus caprichos e alimentar a família que ficou no Brasil.
Levanta a questão do amor e da mentira. É tão fácil dizer “eu te amo” hoje em dia que se perdeu o valor.
Discute o capitalismo.

Abriu mão de uma carreira política para fazer música.
Poderia ter feito parte dessa fatia milionária que é o mercado fonográfico japonês… Mas não, divulgou sua melhor essência gratuitamente pela net.
Isso dá grana? Não importa.
O importante é fazer o que se gosta. É se curtir diariamente.

Provoca-nos para lutar por nossos objetivos, pelo que ainda acreditamos. Diz que ninguém tem o poder de nos aborrecer, que precisamos lutar sempre, pois a batalha nunca terá fim.
A caneta está na sua mão, o papel está na sua mão, a chave, a arma, o dinheiro, o jogo… Tudo está em suas mãos. O que vc está esperando? Não perca as coisas que são importantes, senão alguém as pega por vc!

É sensual sim.
É em japonês sim!
As pessoas podem até usar isso como desculpa para não se aprofundarem na mensagem principal e apenas curtir o ritmo.

A apreciação mais inteligente nem sempre é aquela que enxerga o todo.
Talvez seja isso que tenha aproximado a japonesa ao funk carioca.
É irrefutável dizer que o mérito é todo dela ao conseguir associar mensagens tão importantes a esse tipo de música.

Dançar Tigarah em casa já era bom demais, ao vivo então…

Mr. Ber e eu dançamos e cantamos todos os refrões.
Só tinha uma turminha mais animada que a gente: a turma de funcionários do Sesc. Mas eles estavam bem escondidos no meio da platéia.

O show passou voando.
Quando percebi, já estávamos no Bis.

A funkeira japonesa havia cativado todos ali com seu jeito sensual.
Ela cantou seus sucessos e nos apresentou algumas inéditas.
Conversou com a platéia, falou português, dançou por todo o palco e voltou para nos presentear com um Bis de Super Girl.

Assim que ela deixou o palco, correu até seu camarim para apanhar um saquinho cheio de bottons personalizados e invadiu a platéia ainda cheia de gente.
A galera ficou louca com a presença dela ali.
A japa entregou os bottons um por um, conversou com fãs, tirou fotos com todos, distribuiu autógrafos… Mostrou-se mais brasileira que muitos artistas brasileiros!

Quando as coisas se acalmaram, eu e o Ber chegamos até ela pra parabenizá-la. Ela nos abraçou e nos beijou e conversamos bastante.
Eu queria saber das músicas novas, umas três delas, que pelo refrão parecia ser “Afro” alguma coisa, “Super Girl” e “Iti, Ni, San”…
Ela disse que iria me passar por e-mail! Anotou meus dados, conversamos mais, tiramos mais algumas fotos e só então nos despedimos.

Saí de lá com a certeza de voltar pro próximo show.

Acabamos conhecendo a Laís e a amiga. Fomos andando até o Mc tomar um café.

Deixamos as meninas no metrô e fomos andando até as mediações da Consolação.
Mr. Ber conhecia um restaurante italiano bacana nos Jardins e fomos lá jantar.
Nhoc, panquecas e muita Tigarah pra finalizar a noite!
Quase perdi o último metrô.

Continua…

45- Tigarah Em Dose Tripla

BREVE

Ps: Tokyo Cool Kids, para os que tiraram fotos com minha máquina: mandem e-mail para joaoeliasdebrito@terra.com.br que eu redireciono as respectivas fotos!

42- Tigarah No Tokyogaqui

Pois é, por essa eu realmente não esperava.
A funkeira japonesa toca no Tokyogaqui dias 02, 03 e 04 de Maio.
Alguém em sua sã consciência criativa vai perder uma dessas?
Eu espero não perder as três!

A garota que veio ao Brasil e se apaixonou pelo funk carioca, voltou para o Japão e se transformou em Tigarah, a funkeira japonesa.
Com músicas lançadas e veiculadas pela internet e com uma proposta outra no seu funk nipo-brasileiro, não falar única e exclusivamente sobre sexo, mas discutir o egocentrismo da sociedade capitalista, choque cultural na globalização e o girl power.
Muitas de suas letras falam da vida cotidiana no Japão. Exemplo claro de antropofagia contemporânea cultural. Japas também são altos antropófagos.

Quem não conhece o embalo da tigresa, pode conferir todos os sucessos no ***Site oficial***.
O site abre automaticamente um player em flash e as 11 faixas são carregadas e tocadas sem maiores complicações.

Quem não se contentar em ouvir as músicas apenas pelo site, um atalho: quando carregadas pelo player, as músicas ficam guardadinhas na pastinha de arquivos temporários do Windows. O caminho para encontrá-las é C: Windows: Temp:. Æ é só organizar os arquivos por tamanho e as 11 mp3s aparecerão. É só arrastar para seus documentos e renomeá-las.

Abaixo, um recorte de um artigo interessante que saiu no São Paulo Shimbun:

A divertida entrevista dublada da tv brasileira:

Algumas versões acapella:

***Tigara Vocals***

E algumas das letras que eu tirei a partir das músicas acapella (são pra efeito de acompanhamento, já que tirei de ouvido):
______________________________

Girl Fight (Oficial)

zettai ni makerarenai
korekara hajimaru tatakai
i never let you get me
i never lose myself

tsuini kono toki ga yatte kita
tatakai no kongu ha nari hibiku
saa jumbi wa sudeni dekiteru
ima kono tobira wo akeba subete hajimaru

tatakai wa owaranai
tatakai wa owaranai
tatakai wa owaranai
tatakai wa owaranai

mou keshite dare ni mo jyama sasenai kara
mikata no tsurujya nante hitori mo inai
buki ni naru mono nante nani hitotsu nai
jyounetsu ga yuiitsu no power

tada kazoe kirenai hodo no teki ga iru
tada kazoe kirenai hodo no omoi ga aru
mou nani mo boku wo hiki tomeru koto wa
dekinai tokoro made kiteru

dadadadada dadadadada
dadadadada dadadadada
tatakai wa owaranai
tatakai wa owaranai

tokyo, rio, l.a, new york, london, paris milano, shanghai
kyou mo arayuru machi de tatakai wa kuri hirogerareru
doko ni itemo donna toki mo
jibun dake ni wa maketakunai kara
dare ni mo mane dekinai
dare ni mo kowasenai
dare ni mo yuzurenai
dare ni mo watasenai mono
sono tame ni tatakai tsuzukeru

nigeba wa doko ni mo nai kedo
kokoro ni wa mayoi wa nai
tada tachi mukau

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Roppongi Dori (Oficial)

roppongi – dori ha kyou mo ugokidasu
atarashii deai o nose te
sorosoro minna koko he atsumaru
nichijou ni nai shigeki o motome

brazilian girl ” matila ” ga konya mo
mata kono street ni yatteki ta
hosoku te nagai ashi ni pretty face
kuuru na pants o ki te sawagitateru

chorus :

matila matila matila matila
matila matila matila matila
matila matila matila matila

kono machi ni yatteki ta shoujo no ohanashi

sou, kanojo ha zasshi de ninki no moderu
wakai ko minna no akogare
machi o aruke ba surechigau hito no chuumoku o atsume teru

sutajio de shuutingu no nochi ha
oshare na suport de chiruauto
vip paarii ni kao o dashi
kawaii ko o kantan ni getto

( chorus )

sonna tanoshii exciting tokyo life okuru
look na matila da kedo
ryoushin ha inaka no koujou de hataraki tsutsu
burajiru no kazoku no seikatsu ima demo sasae teru

tsuyoi raten no kizuna
burajiru no karera ha sore tayori ni
kon nisshoku

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Fake Out (Oficial)

“i love you” nante

yoku shiri mo shi nai hito ni ieru kotoba ni naru no?
watashi no koto anata ha tekitou ni omotteru
kocchi mo onaji

anata ha hontou no koto iwa nai
tada naisu ni furumatte
kokoro no nai kotoba ha imi ga nai
enji teru anata ga mieru

hontou no shinjitsu ha doko ni motomere ba ii ?
minna sou yatte heiki na kao shi teru

chorus :

what you wanna see ?
what you wanna get ?
what you wanna be ?

zenbu kakusu

what you wanna see ?
what you wanna get ?
what you wanna be ?

sou fake darake

eien uso no naka de iki tai ?
sorede anata manzoku mitaseru ?
demo baka mitai
koko ni ha detarame na sekai bakari ga mawaru

shinjitsu ha genjitsu ja nai no ?
jaa nani o shinjire ba ii ?

doko ni mo nani no utagai mo nai ka no you ni
furumau anata ha…..

( chorus )

kudaranai media no hanashi
jibun dake umaku yatte ku koto
sonna koto mou ii
junsui na hito

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Everything (De ouvido)

ten ga kimi no tani
kami ga kimi no tani
kagi ga kimi no tani
jyu ga kimi no tani

sono kara ga kimi no tani
sono toki ga kimi no tani
sono shoobu kimi no tani
soo subete kimi no tani

tsukamu beki mono
minna gasa naide

they’ll gonna get’cha (4x)

tsukamu beki mono
minna gasa naide

they’ll gonna get’cha (4x)

inno ga kimi no tani
shonen ga kimi no tani
kane ga kimi no tani
switch wa kimi no tani

sono naze wa kimi no tani
sono hime wa kimi no tani
sono soki wa kimi no tani
soo subete kimi no tani

nen nani osoko
dema deru subetega
umedato mada
shinjiteru no

you’ll got to be strong enough
you’ll got to be smart enough
you’ll got to be cool enough
you’ll got to be wild enough

tsukamu beki mono
minna gasa naide

they´ll gonna get’cha (4x)

watashi wa koko ni iru
moyo i dekita no
itsudemo
gama warai watashi wa
ri aru dakara
nanimo kowai kunai

doko de sunde
doko de magatte
doko de tachi domaru
kara de subete ka waru

you’ll got to be strong enough
you’ll got to be smart enough
you’ll got to be cool enough
you’ll got to be wild enough (2x)

tsukamu beki mono
minna gasa naide

they’ll gonna get’cha (4x)

tsukamu beki mono
minna gasa naide

they’ll gonna get’cha (4x)

tsukamu beki mono
minna gasa naide

they’ll gonna get’cha (4x)

tsukamu beki mono
minna gasa naide

they’ll gonna get’cha (4x)
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Boys Girls (De Ouvido)

boys get busy
girls get busy
boys get busy
girls get busy now (2x)

kore kara sa
cho doki doki na
kotoga ima
okori sonamudo

zettai ni
minoga senai
koko dakeno
kagira reta toki

boys don´t be shy
boys be ambicious
girls don´t be shy
girls be ambicious

jyonen tsukaki
seki wo michi biku
saigo made
akiramenaide

boys get busy
girls get busy
boys get busy
girls get busy now 2x

boys get busy
girls get busy

otoko bossa
kadaru keredo
betsuni so jya
nakute mo ijyanai

dakedonerai
sadame tanara
susumu dake
negai kannaete

wagagama na koten
mani kawarui
ten ni iretai mono
ten ni ireru

tada tanoshii mitai
kono game ti ini
naru koto motarare ijyanai

boys get busy
girls get busy
boys get busy
girls get busy now (4x)

boys get busy

girls get busy

ichido kirino
michinori dakara
yappata no shimeta
hito no kachi

boys don´t be shy
boys be ambicious
girls don´t be shy
girls be ambicious

hayamaru
kodo soshite
odoru mune
atomerare nu shojo

boys
girls (3x)

boys get busy
girls get busy
boys get busy
girls get busy now 3x

boys get busy
girls get busy

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Money (Escrevendo ainda)

nan ni yo yatteru on
gakku tsuku uteru
sore wa bakana ni nara yo
kimi wa ita

tashika ni sone betsu no
koto oshina yo
soshite hoga ikamo ne
so onna ga shita

watashi wa tada
kudarana irisu kan shyon
shitaku nakatte
son nano iminai

nan denwa tashiga
komano kashitai
just cause i don’t wanna be like you

all you think is about money
it’s all about money
all you think is about money
it’s all about money
all you think is about money
it’s all about money
all you think is about money
it’s all about money
… (Continua)

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Japanese Queen (Escrevendo ainda)

mazu shai na kanji de ki tara hanashikake te yo
soshite tsugini
” kun mitai ni suteki na hito ha mi ta koto nai ”
to sotto itte

mada ricchi datte koto o mise nai de
ta no ko ni me ga iku you ja dame
sou, deatta shunkan kara ga shoubu
honki de koreru kakugo ha ii ?

( chorus )

i ‘ m a japanese queen
issho ni ireru wa
i ‘ m a japanese queen
moshi zenbu ga umaku ittara
i ‘ m a japanese queen
ima ni wakaru wa
i ‘ m a japanese queen
kono watashi ga nozomu koto

watashi ha japanese queen
anata no mono yo
anata no tame nara nani demo suru wow wow wow
watashi ha japanese queen
demo anata shidai
issho ni nareru ka ha ne wow wow wow

mazu sugu ni denwa o choudai
tsugini hatsu deeto ni ha
chotto chiisana purezento o soe te
oyasumi no denwa mo ureshii
dakedo sumi kara sumi made hanasa nai de
mada karada no koto home nai de
sex ni … (Continua)

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Ps: Precisando de muita ajuda pra terminar de escrever as letras restantes. Por favor, se alguém puder corrigir, aceito todo o tipo de ajuda!