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171- Fui

Hahaha… Família…
A vontade que eu tinha era levar todo mundo junto…

Tudo bem, eu vou puxando um de cada vez…
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Tá tudo pronto, não falta mais nada!
Até o cofrinho da minha mãe a gente quebrou!

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Meu Deus, quanta ansiedade.
Chega até a afundar o corpo.
É tanta coisa que nem os olhos aguentam… Parece que a visão tá fora de foco, que o dente dói, a garganta seca, a barriga ronca mesmo com comida dentro…
Caos total! Delícia pura.

Eu chamo isso de estar vivo! É indescritível.

Pois é, só fui conseguir meus euros e minhas libras hoje.
Depois de tanta confusão, desde ontem tentando resolver essas paradas, finalmente eles estão aqui e bem guardados.

Tudo separadinho.
As libras do albergue em Londres, os euros do hotel de Paris e do albergue em Veneza…
Na Suíça ficaremos hospedados na casa da Gabis e do Phil em Berna. Tratamento e acompanhamento VIP por toda rede ferroviária do belo país.
Em Roma já tá tudo certo.

Muito trabalho.
O meu sábado começou muito cedo com o aviso de que a Eletropaulo iria cortar a energia das 8hs30 até às 14hs30.
Deixei todas as baterias pra carregar na última hora…
Acordei muito cedo pra garantir o banho quente…
Terminei a lição de japa minutos antes de sair pro curso.
De lá, fui pro Shop. Paulista na casa de câmbio.

Good Save The Queen!

Libras

Até o dinheiro dos ingleses é mais charmoso que os euros da comunidade.

Cheguei em casa exausto e estou até agora ligado no 220v.
É incrível como este dia foi imensuravelmente cansativo.

O dia antes da viagem é sempre surreal.
Uma mistura de adrenalina com anestesia e olhos tensos…
Um frio na barriga que não cessa nunca. Uma canseira tão monstruosa…

Passei o dia todo flutuando.
Da hora que voltei do Shop., quase desmaiando no banco do metrô… Imaginando que daqui algumas horas eu estaria desmaiando no banco dos trens europeus…
Subindo a ladeira da Parada Inglesa com meus poderosos fones de ouvido, ouvindo o Top Ten London, Rome & Paris e me desenhando entre a Torre de Londres e o Coliseu…

Memory Stick, mapas, ipod, fones, protetor labial, tripé, cartões, boa caneta, agasalho, inspiração, pernas e boa companhia.
Amanhã vou arriscar uma missa pela manhã…
É engolir algo leve no almoço, agarrar os penduricalhos, separar a máscara para os olhos e ir para o aero.

10 minutos para o dia 4 de Outubro de 2009. Como sonhei com esse dia!

Eis que anuncio o começo oficial das minhas melhores férias.
Ouso dizer que esta será a primeira de uma série de grandes viagens fantásticas que irei fazer. Daquelas que sempre desejei e que agora ganham cor e sabor.

Como disseram há pouco pra mim, é bacana demais olhar pra tudo isso e compreender que cada parte desse sonho é resultado de uma coleção de sacrifícios pessoais. Por mais bacana que isso possa soar, é muito mais gostoso quando é fruto do nosso esforço.
Desejo isso pra todos que por aqui passarem, do fundo do meu coração.
Nada traz mais experiência de vida do que viajar pelo nosso planeta.

Estarei sem celular, mas resgatando meu email (joaoeliasdebrito@gmail.com).
Isso não quer dizer que não darei notícias.
Entre uma cidade a outra, entre uma estação de trem a outra, tentarei dar notícias.

Vou ficando por aqui, completamente esgotado, mas totalmente fora do corpo de tanta felicidade.

Fui.
E volto!

Ps1: Na busca pelo sagrado, nada pode dar errado!
Ps2: Gabis e Phil, nos encontramos em Paris!
Ps3: Até quando não há mais no que ajudar, vc encontra uma maneira de ajudar e faz toda a diferença! Muito obrigado!

101- Mini Vacationes

Estava eu jogando Dead Space no Xbox 360:

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Estava minha mãe tirando fotos, mexendo no Pc:

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Estava eu jogando Prince Of Persia no Xbox 360:

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Estava minha mãe se preparando pra fazer bagunça com a câmera:

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Estava eu jogando Bioshock no Xbox 360:

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Estava minha mãe escolhendo pra assistir um dos Dvds da Madonna que o Filipe havia emprestado:

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Ai, ai, ai…
Até então tava tudo certo, ela ouvindo o show bem alto, caixinhas 5.1 bem espalhadas pela casa…

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Ai ela começa a dançar e botar a câmera pra funcionar…

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Fotos de tudo. Da bagunça ao nosso redor…
Até a Namie Amuro foi clicada.

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E eu tentando me concentrar, jogando com os fones de ouvido…

Foi então que ela veio me tirar pra dançar…
Æ não resisti…

Guerra!
Guerra de pelúcias!

Macaquinho pra lá…

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Sonic pra cá…

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“-Eu quero jogar!”…

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Sai daqui… Hehehe…

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“-Não quero dançar!”…

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“-Olha! Num vem que não tem!”…

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Hahaha…

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Todo mundo louco aqui em casa!

Ps1: No fim das contas, deixei ela assistir o Drowned World Tour. Showzaço!
Ps2: Depois do show, ela ficou me assistindo no Dead Space. Jogaço!

100- Nuvens Natalinas

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Estava eu aqui na minha sala/quarto jogando 360, comendo panettone, beliscando chocottone, bebendo suco de guava, baixando filme no torrent, conversando alternadamente com meia dúzia de queridos no Msn e minha mãe me chama de lá de fora:
“- Traz a câmera aqui pra tirar uma foto do céu!”…



Lá fui eu subir a escadinha da minha tia, cheia de tapetes úmidos, de plantas esquecidas e bicicletas velhas penduradas.

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“- Tira foto! Tira foto!”
“- Tá bom, mãe! Tá bom, mãe!”

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A gente daqui de casa é tudo doidinho mesmo.
Estamos sempre nas nuvens.

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É.
O céu de Dezembro tava foda!

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Parecia um cogumelo nuclear.

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72- Sakura No Horto

E lá fomos nós para o IV Festival da Cerejeira no Horto Florestal.

O domingo não poderia estar mais belo. Aquele típico clima fresco de Julho, aquele céu azul, sol dourado…

O Horto Florestal é um ótimo lugar para abrigar um Festival desse tipo, porém, os organizadores não contavam com tanta gente. As barracas de comes & bebes não deram conta do tanto de visitantes.

Os amigos, apenas os voluntários do Koshukai.
Programa pra levar mãe e pai.

Subimos até o Arboreto.
A florada da cerejeira podia ser apreciada ali.
Meus pais piraram!

De todos os lados, as pessoas com suas máquinas faziam poses e distribuiam sorrisos.
As 50 sakuras plantadas pareciam despertar nas pessoas uma felicidade inexplicável.
Meus velhinhos jardineiros se revigoraram com aquele portal florido sob suas cabeças.

Para aqueles assim como eu, que acreditam na lenda da princesa que caiu dos céus sobre uma cerejeira – de que Sakura é uma modificação do nome Sakuya, proveniente da princesa Kono Hana Sakuya Hime, a qual os japoneses veneravam no topo do Monte Fuji – estar rodeado por tanta beleza e magia, parecia mais ser presente dos deuses.

No caminho de volta, meus jardineiros compraram uma muda de esperança. Um pequeno pé de possibilidades.
Não resisti a brincadeira entre a sombra e a luz. Os raios do sol pareciam fazer cócegas entre as folhagens das altas árvores do Horto.

Ainda comemos um ótimo Yakisoba.
Meu pai, após ficar quase uma hora na fila do Tempura, encontrou-se conosco.
Compramos aquele famoso suquinho de soja, Muppy e provamos o tal Karepan.
Claro que não deu pra evitar a Melona de melão, porque a de banana estava esgotada.

Tiramos muitas fotos, andamos muito.
Visitamos o museu da madeira, percorremos todos os caminhos verdes, circulamos o lago…

Quando o sol já ia caindo lá no horizonte e o som do Matsuri ecoava longe, fraco, deixamos o Horto e seguimos caminho Cantareira acima.
Ainda tive a sorte de encontrar o Mr. Zeh (Ber’s friend) na saída do Horto. Ele e sua turma estavam chegando enquanto íamos embora. Grande Zeh!

Se acertaram em trazer essa grande festa pro Horto, um lugar arejado, amplo, verde e cheio de paz, esqueceram de pensar melhor no transporte.
Voltar pra casa by bus foi quase uma piada de mau gosto.

Quem ainda não apreciou as sakuras, tem até o dia 29 de Julho para fazê-lo.
A entrada é gratuita e a satisfação também não tem preço.