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53- Fragmentos De Tokyogaqui

Por João, Lemy & Bernardo.

Ps1: Domo arigatou, Hideki-san;
Ps2: Atenção Taubaté, o Tokyogaqui está chegando por æ!

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40- Peregrinação Cultural

1. Haru No Umi

O dia 19 de Abril começou bem cedo.
Eu precisaria estar às 11hs na Caixa Cultural para assistir Mar De Primavera de Camilo Carrara e Tamie Kitahara.

A casa estava cheia.
O hype era grande!

O show começou com uma música que eu não conhecia.
O violão de Carrara-san e o kotô de Kitahara-san eram puro equilíbrio.
O dedilhar de dedos entre o ocidente e o oriente teceu uma atmosfera hipnotizante que me fez esquecer de registrar a primeira música.
Talvez seja culpa da riqueza de harmonia ou da felicidade explícita reverberada nos quatro cantos da casa. A única certeza que eu tinha, é que aquela primeira música havia me desestruturado.

As demais músicas repassaram aquela atmosfera mágica encontrada no Cd solo de Carrara-san, Canção Do Sol Nascente. Músicas mais atmosféricas, aquela poesia sonora para se elevar o espírito.

Enquanto o violão improvisa, a mestra focaliza a tradição. O casamento não poderia ser mais feliz. Em pouco tempo estávamos todos num estado de graça e paz.

Violão, kotô, shamisen… As cordas se misturavam em sons etéreos.

Como se não bastasse ser um músico formidável, Carrara-san se mostrou excelente professor.
Ele tem ótima didática para comentar suas evoluções, explicar alguns termos técnicos de suas criações musicais e, entre uma canção e outra, contar como conheceu a música tradicional e folclórica japonesa.
Coincidências ou não, Camilo Carrara foi apresentado a este tipo de música, através de uma coletânea emprestada por um amigo. Foi amor a primeira audição.
Ele também ganhou aquele fantástico catálogo de compilações da música infantil e tradicional do Japão, presente da exposição de Taizi Harada em São Paulo e suas ilustrações sobre as 100 mais famosas canções japonesas de todos os tempos. A partir deste catálogo, que trazia as 100 partituras, Camilo começou a tocar as 100 canções em seu violão.
Por não ter tido outro tipo de contato com este universo, tudo o que ele tinha eram as partituras.
Apesar das informações anotadas e todos os detalhes que acompanham a música escrita, ele acabou desenvolvendo uma nova maneira de tocar aquelas canções, ora mudando o tempo, ora improvisando… A questão é que ele desenvolveu um jeito único e totalmente novo de interpretar aquelas tradicionalíssimas canções.

Conversando com ele mais tarde, expliquei que tínhamos uma história parecida para com estas canções.
Apesar de não ser músico, eu também fui apresentado a estas canções através de uma coletânea infantil: Yu – Yuyake Koyake; e havia ganhado os catálogos do Taizi Harada e me inspirado a criar um dos meus futuros projetos, fazer exatamente “o caminho oposto” ao Taizi Harada em suas ilustrações.

Pela primeira vez, conversar sobre kodomo no uta (músicas infantis japonesas) não era um bicho de sete cabeças.
Eu nunca soube explicar direito porque essas músicas me emocionavam tanto…
A verdade é que pela primeira vez na vida, eu não precisava me explicar, o Camilo me entendia perfeitamente.

Ele ficou surpreso ao constatar que eu não era músico, muito menos tivesse qualquer descendência japonesa.
Foi uma conversa muito simpática.
Grande figura, o Camilo Carrara!

Careimi me disse que após o espetáculo, quando eles foram almoçar no patrocinador, Kitahara-san falou de mim. Disse que ficou realmente honrada em saber que Nanatsu No Ko havia me emocionado daquele jeito.

Eu não resisti. Assim que terminou o show e a Globo liberou a Kitahara-san da entrevista, fui lá agradecê-la.
Poder ver e ouvir alguém cantando e tocando lindamente uma das minhas kodomo no uta preferidas, não é algo que se vê todos os dias.
Comentei o quanto essa música era importante, falei do meu projeto de desconstrução do Ukiyo-ê para com as canções brasileiras e cantamos um trechinho de Chinsagu no Hana, uma das mais tradicionais canções de Okinawa.

Despedi-me de todas essas figuras talentosas e agradeci demais a anfitriã Careimi.

Guardei tudo no coração, mas consegui registrar o momento de maior emoção:

2. Koinoboris no CCBB

Da Praça da Sé até o Centro Cultural Banco do Brasil é um pulinho.
Como eu ainda tinha que passar até alguma papelaria pra comprar grossas canetas pretas pra desenhar a noite, resolvi esticar a perna até o “Gringotes” (apelido carinhoso que a Veresa deu ao edifício do CCBB).

Apesar das interessantes exposições de Foujita e Kaminagai, gostei apenas da expo do jovem Mori, o garoto de 14 anos que era um prodígio na pintura na década de 40.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção estava pendurado na clarabóia.

Um móbile de Koinoboris, as birutas japonesas em forma de carpa que são hasteadas por todo o Japão para comemorar o dia dos meninos.

3. Florescer Das Cores na Pinacoteca

Desci até a 25, comprei minhas canetas (que usaria no Tokyogaqui), vi o preço do Ds pro Ber (R$360,00 Lite), passei no apartamento da minha irmã pra almoçar, descansei 30 min., atravessei a passarela da Luz e cheguei à Pinacoteca.

Fui ver a exposição dos kimonos e cerâmicas do período Edo, aproveitar que de sábado a entrada na Pinacoteca é gratuita.

Aquilo tava apinhado de estudante de moda…
Não pude fotografar os kimonos. Tive que sossegar com a foto do site! Que crime!

Aquilo é um tesouro! Doeu só de olhar.
Séc. XVII!
Como eles podiam vestir aquelas obras primas naquela época?
O japonês estava a anos luz de distância fashion dos outros povos!

Cada kimono é divino.
É até falta de educação imaginar um homem usando tal perfeição.
Inacreditável como são confeccionadas as costuras, seus motivos… Os kanjis saltam aos olhos em seus fios de ouro. A direção da linha, o movimento…

Fui então conferir as cerâmicas e percebi muita influência chinesa.

As caixas decoradas com os brasões circulares em ouro fazem a imaginação da gente ir longe. Impossível não pensar que tipos de tesouros elas guardavam, como se vestiam seus donos, em que tipo de armário eram guardadas…

Saí de lá frustrado por não ter podido fotografar. Não mais frustrado, pois aquilo é de uma delicadeza tamanha e se todos os visitantes que por lá passassem, metralhassem flashes e mais flashes, era certo que esses tesouros não durariam mais alguns séculos…

A frustração evaporou-se ao me deparar com a “Contaminação” da portuguesa Joana Vasconcelos dentro do Projeto Octógono.

Putz! Sei que isso não tem nada a ver com o Superflat, mas meu, era totalmente Superflat!

A massa disforme tentacular com suas imensas tetas e sua genitália colorida contaminava as paredes e os dois andares da Pinacoteca.

Afundei-me em suas curvas. Só depois me toquei que não podia afundar do jeito que eu afundei. Eu literalmente mergulhei na contaminação da Joana.

Gomen ne?

4. Sumô X Huka-Huka

Desci voando a escadaria da passagem subterrânea em frente à Pinacoteca para tomar o metrô. Aquele mundo underground de transferências, corredores, baldeação e confusão da Estação da Luz ficou coisa de primeiro mundo! Lembrou-me o agradável caos do aeroporto de Milão.

Desci no Trianon. Queria pegar a expo de azulejos portugueses no Sesi, mas já havia passado das 18hs.
Segui o velho caminho até o Sesc Paulista e o Festival Tokyogaqui.

Retirei meu ingresso para a apresentação do Versus.

O ringue provisório já estava esquematizado.

Foi muito interessante ver uma luta de Sumô, mesmo que de projeção menor.

Já a luta dos índios Xingu foi muito mais que interessante, foi realmente cativante. Os índios conquistaram todo mundo.

Quando eles fizeram Sumô X Huka-Huka, não houve quem não reparasse que a torcida era unânime para os sólidos índios!

5. Gomuñiquetan

Santo Deus!
Falar de Butô é algo novo pra mim.
Faltam-me adjetivos pra ilustrar justamente.

Após ter vagado como um fantasma por vários dias no espaço Ohno 101 + Kusuno, após ter conferido as inúmeras fotos da exposição, após ter lido alguns artigos nos jornais em painéis nas paredes e ter visto alguns vídeos de apresentações de Takao Kusuno, após e somente após eu crio coragem pra tentar falar um pouco sobre esse tema.
A gente percebe que apesar da primeira estranheza, o Butô é de uma originalidade artística completamente fodástica.
Acho que por isso, e apenas por isso que eu posso dizer que estava preparado para a performance da inacreditável Patrícia Noronha.

Estava tudo lá, desde a performance daquela mulher semi nua que se equilibra com as nádegas, até A Argentina!

A coreografia forte, poderosa, infalível, quase mumificava a artista. Seu olhar vazio era profundo, como se pudesse ver o fundo da alma e nada lá houvesse.

Não sei falar muito bem sobre o Butô, mas sei sentir.
A descentralização do palco, os movimentos acontecendo longe dos nossos olhos, a escuridão e os certos focos de luzes… O suor, o nu, a carne, o vestido, a música…

Saí de lá com um encantamento perturbador.

6. Fragmentos De Qioguem?!

Desci até a recepção prevendo que os ingressos estariam esgotados. Nas últimas duas horas eu estava em constantes apresentações…

Não deu outra. Dos 40 lugares disponíveis, 40 a mais foram arranjados de última hora em almofadas no chão! Não caberia nem metade da mim…

Bah, não custava nada tentar com os chefões do Sesc. Eles sempre me vêem ali, sabem que eu sou um cara do bem, nada bagunceiro, apreciador, respeitador…
Quem não arrisca, não petisca!

Hehehe… A sorte mais uma vez estava do meu lado. Finalizei a minha noite com muitas risadas.

Qioguem foi uma colagem de boas idéias.
Foi como se eu estivesse assistindo aquela apresentação de Kagura ou Nô no Bunkyo, tendo a tecla SAP pressionada.

7. Banda Sinfônica Jovem no Memorial

A Peregrinação Cultural que se iniciou no dia 19 e terminou na noite do dia 20 desse final de semana fechou-se com chave de ouro. Fui assistir mais uma apresentação da irresistível Banda Sinfônica Jovem com regência de Mônica Giardini.

O programa da vez foi um apanhado de vesuvius, zimbos, samba 40º, fantasias espanholas, batukes e até uma rapsódia dividida em alegro, moderato, andante e presto! Dia 18 de Maio estarei lá de novo!

Não sei da onde tirei tanta disposição, mas em dias assim, temos que aproveitar a saúde das nossas fortes pernas e deixá-las nos conduzirem.
Outra dessas, sabe-se lá quando!

39- White Sky

In a happy sky, friends play like angels of light…

36- Paradise Kiss & Tatata-me!

A Globo invadiu o espaço Tradição Pop, pouco antes da nossa sessão começar.
Como se não bastasse eu ter dado entrevistas sobre Miho Hatori no Resfest e sobre vida a bordo na Infinity, os globais ainda tiveram a elegância em pedir minha autorização para gravar a minha diversão…

“-Já falei que vcs podem gravar o que quiserem. Minha vida é um Big Brother!”.

Após assistirmos os dois episódios do apimentado animê, o debate da Careimi caiu como uma luva.

Como tínhamos tempo, decidimos gastá-lo no estilo Ohno 101 + Kusuno (se é que vcs me entendem)…
O resultado, poupa-me de detalhes escritos. A diversão em imagem fala mais do que qualquer palavra.

32- Patris-sama & Luana-chan In A Violently Happy Day

Dia 27 de março foi dia de conhecer amigos com algo em comum: Björk.
Quando a “islandeusa” é desculpa suficiente pra marcar encontrinho pela Paulista, por mais que o tempo se zangue, a garoa se transforme em chuva torrencial, a reunião é sempre um programa inesquecível.

O que dizer, se a pessoa a se conhecer então vem de Bê-Agá?
Não há como esse dia ser um dia comum!

Os amigos björkianos são em sua maioria, amigos internautas, aqueles que habitam os avatares do messenger ou ilustram as comunidades do orkut.
Alguns deles, a gente acaba conhecendo pessoalmente: Wandson, Érico Björk, Fafá Mc Mullan, Kyle Blinder, Mr Grosso, Sabbag
Cada um, de uma maneira ou de outra acaba modificando um pouquinho da minha vida…

Quando o motivo do encontro é Björk, a certeza de passar um dia inesquecível é absoluta.
A fórmula é sempre infalível. A islandesa com sua música sempre consegue tocar e reunir as pessoas mais brilhantes.

Amanda Patris, uai, trem!
Depois de conhecer o goiano-prodígio, foi a vez de conhecer a mineirinha-experimental.
Esse povo björkiano é cheio de talento e atitude!

A Patris já chega chegando com aquele sorriso grandão, aquele sotaque simpático, que só os mineiros dominam. Impossível não se derreter com o charme da mulher de Minas…
Compositora, produtora, cantora, designer…
A moleca vive fazendo suas pinturas sonoras.
O seu projeto m-ut é arte em forma de experimentalismo musical.

Amigona do Sabbag, do J. Lucas… Moderadora da comunidade Björk no Orkut, amiga do pernambucano Rômulo, do carioca Pedro Modesto, cujo curta-metragem teve três remixes meus…

A Patris esteve sempre muito próxima, mesmo sem saber… Foi apenas uma questão de tempo conhecê-la pessoalmente…

Encontrei a mineirinha abrigada da chuva lá no Itaú Cultural.
Não foi nada difícil reconhecer-me, já que eu estava com o Post Book e aquela discreta flor de lótus me anunciando…

Há tempos a guria me disse que viria à Sampa para alguns dias de trabalho e tentaria conciliar o nosso encontrinho na Paulicéia Desvairada.

Em pouco tempo, outra convidada mais que especial se juntou a nós: Luana; outra moderadora da comunidade.
Até então, eu nunca havia reparado no tanto de moderadores que tem a comunidade: Patris, Davi, Victor, Luana, J. Lucas. Falta pouco pra conhecer todos pessoalmente!

Como se não bastasse ter me encontrado com a famosa mineirinha, estava de quebra conhecendo a famosa Luana como bônus.

A Luana chegou com seu jeitinho tímido, sua pastinha de desenhos e projetos no colo e constatamos de repente, que todos os três sabiam desenhar.

Não deu outra.

Após mostrar pras duas os documentos, autógrafos e fotos do encontro com a Björk em 1996, sentamo-nos confortavelmente no chão do instituto cultural e preenchemos uma folha A3 com um pouco de arte.

Ficamos horas viajando na maionese.
Quem passava, reparava.

O céu caia lá fora num mar de pesadas gotas d’água.
Nem demos muita bola.
O papo estava bom demais. Porém, o relógio era inimigo e nos bombardeava sem piedade. Era preciso mostrar muita coisa pra amiga, mas pelo menos eu teria a ajuda da Luana.

Assim que a chuva parou, não hesitei em mostrar a Casa das Rosas.

Esse local é tiro certeiro quando o assunto se relaciona a turismo pela Paulista.

Incrível a coincidência que aconteceu lá. A Patris me pediu pra fotografá-la deitada no chão, da mesma forma que o Sabbag, em passagem pela mesma casa, pediu.

Basta alguém dançar a minha música e embarcar nos meus cliques, para eu transformar a simples visitação à Casa das Rosas num ensaio fotográfico indiscreto.

Passamos algumas boas horinhas ali brincando de fotografar.

As meninas se descontraíram.

Mal sabíamos que esse seria apenas o aquecimento para a próxima etapa: Sesc Paulista.

Vi uma reportagem na Tv divulgando o Festival Tokyogaqui no Sesc Paulista. Exposições, instalações, palestras, workshops e tudo mais sobre a cultura popular de Tokyo…
Claro que eu daria um jeito da mineirinha tirar uma casquinha dessa situação.

Não tenho vergonha em dizer que acertei em cheio.

Adentramos as instalações do prédio do Sesc Paulista, que mais parecia um Zôo do Japôon.

O espaço “Tradição Pop” apresentava paredes peludas cor-de-rosa nos corredores dos elevadores, enormes cubos de origami, karaokês, bandeirinhas e bandeirolas em kanjis, luzes negras, projeções em quimonos, videogames, mangás, todo aquele universo Shibuya-kei que tanto admiro…
O espaço “Ohno 101 + Kusuno”, ambiente oposto à explosão colorida: um salão fúnebre, escuro e negro, com cheiro de morte, chão irregular, bilhões de imagens do butô japonês e com um nível de bizarrice que eu jamais poderia imaginar: perfeito, absolutamente perfeito!

A passagem do goianinho Sabbag pela Paulista resultou uma sessão à la Big Time Sensuality; a passagem da mineirinha Patris gerou um ensaio bem Violently Happy!

Simplesmente não dava pra assimilar tudo. Tive certeza de que precisaria voltar lá mais vezes.

Ampliamos nossa sessão fotográfica a níveis surreais.

Aquelas luzes, aquelas texturas, aquela atmosfera… Tudo contribuiu para nossa máxima diversão.

Demos até canja no karaokê na esquina da instalação.

Eu queria mostrar a Paulista vista de cima para a mineirinha, mas eu sabia que isso seria difícil, pelo simples fato de não conhecer um único ponto para apreciação panorâmica lá na região.
Pois é, esse Festival era tão bacana que trouxe até uma “Beer Garden” na cobertura do instituto. Pela primeira vez pude ver e mostrar a Paulista lá de cima.

Tá certo que a mineirinha vem da cidade que tem o horizonte mais belo do Brasil, mas ver aquela selva de pedra paulistana iluminada ao cair da noite, sob aquele ângulo é emocionante até pra paulistano!

Decidimos continuar o Festival Japonês do nosso jeito, esticando o passeio até o singular bairro da Liberdade.
Fomos jantar um suculento lamen no Asuka.

Era a primeira vez das meninas, a julgar pelos elastiquinhos no hashi.
Em instantes, as duas dominaram a arte de comer com os pauzinhos e devoraram a santa sopinha japonesa como manda a tradição.

A noite nos engoliu.
Quando percebi, já estávamos nos despedindo.

A incerteza de uma data exata para um próximo encontro pesou na hora do adeus.

Fico realmente tocado ao saber que existem pessoas iluminadas, distantes da gente, vivendo suas vidas em suas cidades, longe de qualquer influência ou reflexo… Vidas independentes, perfis irresistíveis, estrelas de luz…
E num dia qualquer, as engrenagens do destino dão um jeito e unem esses universos, essas vidas por algumas horas…
Isso não tem preço.

Se tem algo que eu não me canso de fazer nessa minha humilde vida é conhecer pessoas notáveis.