178- 03) Day At The Museum

Como o dia prometia, engolimos o café da manhã e saímos pra rua.
Caminhamos alguns poucos quarteirões e caímos dentro do Science Museum.

O dia estava chuvoso, e acho que por este motivo, escolher o dia para visitar museus foi uma sábia decisão.
Vc pode ir quantas vezes quiser nos grandes museus da cidade e não pagar absolutamente nada por isso.

Se há algo a aprender com o londrinos é que chuva não é desculpa para não se divertir.
A chuva em Londres é charmosa.
As pessoas continuam a caminhar na rua, continuam fazendo seus exercícios e suas compras.
A chuva em Londres é uma garoa fina, despretensiosa, que às vezes acontece apenas de um lado da rua.
Ela chega e vai embora sem avisar…

E assim entramos no gigantesco e colorido Science Museum.

Science

Science-Museum

Science-Airplane-Jo

Vc nem bem entra e já se vê rodeado por pequeninos e pequeninas falando sem parar um inglês carregado de sotaque.
É o cúmulo da “kawaiice” ouvir aquelas crianças completamente malucas expondo suas exclamações naquele idioma tão cinematográfico.

Eu e a Ju ficamos maravilhados com a luz daquelas criancinhas.
Apesar de muito educadas, eram por demais curiosas e questionavam seus professores a todo instante.

Era dia de excursão escolar e crianças pipocavam por todos os corredores e salões.
Para qualquer um sem paciência com crianças a experiência poderia ser traumática, para nós que adoramos foi excepcional.

Fossem as criancinhas em sua cidade natal ou os dois turistas brasileiros, éramos todos pequenos exploradores à se perder nesse enorme museu.

Vimos coisas que nem sonhávamos encontrar por ali, entre elas, a cápsula Apollo 10, lançada ao espaço em 68…

Capsula

Durante o regresso da Lua em 26 de maio de 1969, a Apollo 10 conseguiu atingir a mais rápida velocidade de um veículo tripulado, viajando a 39.896 km/h em relação à terra. Os membros da tripulação foram Thomas Stafford, John W. Young e Eugene Cernan:

apollo-10

Mas o mais impressionante, eu fui ver depois, pesquisando sobre na internet:

Apollo-10-Shield

É quase impossível imaginar algo tão fantástico.
Eu já fico maluco por andar de avião, que só de imaginar a viagem dessa cápsula e todos os fenômenos naturais que ela sofreu ao entrar na atmosfera…

Vimos algumas locomotivas…

Trem-1868

Entre elas, a primeira locomotiva a operar comerciamente, em 1813.

Puffing-Billy

A Puffing Billy, construída para atender a mina de carvão Wylan Colliery de Christopher Blackett, em New Castle.

will_hedley_puffing_billy

Adoro trens, adoro trilhos, túneis e mais ainda histórias de ferrovias!
Estar ali era bem especial.

Aviões pendurados no teto, carros de ponta-cabeça, um gigantesco faról…

Science-Airplane

O-Farol

… Peças industriais monstruosas, foguetes, mísseis, motores do tamanho de uma sala de aula, relógios, derivados do plástico, da borracha, satélites, bússolas, rádios, computadores, liquidificadores…

Horoscopo

Plastico

Rockets

Bussolas

Vitruviana

Borracha

Borracha-Joao

Tudo o que um dia fora inventado pela ciência podia ser encontrado em exposição, devidamente em ordem cronológica, com placas informativas e detalhes curiosos…

O museu é impecável.
Desde a sinalização aos cartazes e material gráfico de apoio ao visitante, tudo é de um bom gosto tremendo.

Halo

É muito mais que um SESC é, e olha que o SESC é referência mundial de coisa boa.

O Science Museu chega a ser até chato de tão legal que é.

Painel-Joao-Jussara

Painel-Joao

E assim, depois de percorrer e descobrir todos os andares, salões, corredores, gastar mais algumas horas no interessantíssimo shopping do museu (cheio de invenções caras para crianças de todas as idades), lutei contra a vontade de comprar um Skyhawk 1145 PM…

Ponderava matematicamente a futura aquisição, pesando arduamente a decisão de levar um trambolho desses pelo resto da viagem vs a satisfação que eu teria ao chegar em casa com um passaporte tão barato para as estrelas.

Por um lado o tamanho da caixa, do outro a convidativa bagatela de £140,00.
Por um lado o melhor investimento que eu poderia fazer com o meu suado dinheirinho, do outro a certeza de gastar minhas amadas libras até a última cédula numa única compra.

Havia brinquedos malucos que desafiavam a gravidade e todas as leis da física…
Mas não! Mil vezes não! Não era o momento de levar o Skyhawk 1145 PM mais barato que eu sequer imaginaria encontrar…
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… Tão perto e tão longe…
Despedi-me dele, prometendo pra mim mesmo que voltaria para comprá-lo.

Tudo bem, deixa pra lá… Eu não teria um lugar para abrigá-lo mesmo…
Deixa eu arrumar uma sacada bem bacana pra ele que eu volto pra buscá-lo!

Tentei encontrar um robô como prêmio de consolação, mas só o Rovio custava £250,00, o I-Sobot £175,00…

Devia ter trazido um Hex Bugs Crab…
Pelo menos eram baratinhos e pequenininhos…

Eu estava maravilhado pelos brinquedos maravilhosos do Science Museum, mas também quem resiste?
Saquem só o que eles vendem lá na humilde lojinha deles:

Science-Site

Sai de lá com uma certeza: voltar nas próximas férias… Com muito mais libras no bolso.

Expo

Andamos alguns outros quarteirões do nosso bairro e encontramos o Natural History Museum.

globe_logo

Ao atravessar aquele portal dimensional, um sentimento de pena e perda se formou em meu coração. Fui atingido por uma vontade incomum em voltar a ser criança.
Queria poder ter tido a oportunidade de vivenciar este museu com meus cinco anos de idade.

Escada-Rolante

Ser criança ali naquele momento, com uma mente ainda intacta e cheia de espaço para se guardar experiências impressionantes, certamente poderia ser considerado um puta pontapé inicial para alguém se tornar ímpar em sua sociedade.

Terra

O Natural History Museum em uma realidade paralela, definitivamente seria o meu lugar favorito.
Chega a doer o cérebro só de pensar no quão bem ele me faria, no tanto que ele me influenciaria e no quanto ele me colocaria para questionar as questões da vida.

Terra-Joao

Mas esse sou eu, um guri que nunca se esqueceu da excursão à exposição/instalação no Sesc Pompéia, da visita ao Zoológico com a turma da escola, da passagem pela central dos Correios ou da visita à Estação Ciência.

Cresci com vontade de olhar mais para o microscópio.
Olhava através do telescópio e me questionava como olhar através do microscópio era tão similar.
O micro explica o macro e vice-e-versa.

Em algum momento da minha vida esqueci do quanto eu gostava de laboratórios ou do sonho de me tornar astronauta.

Se eu fosse londrino e tivesse especial museu em minha cidade, faria de tudo para compartilhar incrível descoberta.
Como eu não sou e tirando o fato de que a entrada ao museu é completamente gratuita, resta-me fazer boa propaganda para que meus conterrâneos cruzem o Atlântico até Londres para conferir tamanho estímulo cultural.

Subir aquela escada rolante era literalmente viajar ao centro da Terra.
Foi assim que chegamos à expo/instalação sobre a formação da Terra.

expo-terra

Lá estava a Islândia sendo citada outra vez…
Pra quem leu o clássico de Júlio Verne, não poderia haver jóia mais preciosa.

Pedra-Iceland

Monte Hekla… Que mágico!

Não há como ser justo no detalhamento emotivo ao se visitar o imponente museu, por isso é um pecado falar muito sobre cada clique.
Mil respostas.
Mil perguntas.

Natural

Não há como descrever a sensação de estar embaixo de um Diplodocus, aquele dino maior que uma quadra de tênis, tão pesado quanto dois elefantes.
Sim, aquele que só comia brotos nos topos das árvores… O preferido de 9 entre 10 crianças.

Natural-Dino-Gigante

Olhar para esse esqueleto montado nesse magnífico salão e contemplá-lo silenciosamente. Ter um momento de vislumbre do que deveria ser quando esses ossos protegiam órgãos e eram envoltos por músculos e gordura… Voltar 150 milhões de anos atrás e imaginá-lo com vida, andando pelas terras lá da América do Norte…

Dino-Jo

Dinos! Não há como não se lembrar dos primos pequenos, principalmente do Leonardo!

Amazing place! Lugar estonteante. Arquitetura maravilhosa abrigando tudo o que há de mais interessante para se contemplar.
Escadas, vitrais, colunas, naves, cúpulas, torres e passagens… As molduras para retratar natureza tão esplêndida…

Natural-Escada-Joao

Natural-Joao

Em certos momentos, era preciso estacionar o corpo e arejar a mente para continuar captando mais informações…

Peixes

Ponte

Tronco

Vitrais

Retomar o fôlego durava alguns suspiros mais longos…

Fosseis

Logo mais estávamos ativos novamente. Esquecíamos das pernas… Elas nem doíam mais.

Passaros

Vimos pela primeira vez, em toda a viagem, nosso reflexo.

Espelhos01

Espelhos02

Espelhos03

Espelhos-Baby

Rimos muito!

A cada sala que entrávamos, algo para se surpreender…

Dino-Ju

Algo para aprender…

Big-Baby

Não sei se foi nós que os encontramos ou se foram eles que nos encontraram, mas o salão dos animais em escala real era belíssimo:

Baleias

Baleias-Joao

Baleias-Ju

Baleias-Zoio

Tantos registros, tantas fotografias…
Essas aqui escolhidas, são apenas uma insignificante parte do que é viver isso de verdade.´
É como implantar um chip de upgrade diretamente no cérebro da gente. É investir em si mesmo. Captar conhecimento da maneira mais gostosa que existe.

Permitam-se!
E se ainda assim vcs acharem que uma viagem dessas não é muito sua praia…
Dêem essa visita de presente para si mesmos!
Dêem essa visita de presente para seus filhos!
Dêem essa visita de presente para alguém que vcs tenham carinho!

Não vivam sem tal estímulo.

Não há como não se sentir pequeno lá dentro.
Não há como não se sentir importante lá fora.

Fachada-Caminhando-0

Fachada-Caminhando

Não há como não se surpreender com o passado.
Não há como não se divertir com tantos presentes.
Não há como não se imaginar ali num não tão distante futuro.

Fachada

Ps: Meu Deus do céu, imaginem quando eu for escrever sobre o Louvre! Preciso de outro esquema! Esse post acabou com as minhas forças digitais! Hehehe…

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177- 02) Walkabout (En, Pt)

*Versão em Português logo abaixo da versão em inglês
English Version:


We didn’t think twice. It didn’t matter how many hours we were without a shower or without stretching our body on a real bed…
In spite of the mortal tiredness, there was still time to make it to the Big Ben.
Walk around was all we needed at that moment.

We thanked Brooke at the hostel reception for the instructions and remade the way on foot until Gloucester Road Station like two kids running agains time.

Minutes before, that path from the station until the hostel was an adventure, now it was already familiar.
It’s a crazy feeling of knowing nothing, turning a corner and everything is new…
But even crazier is the feeling you have when you start to create your first reference points…
It’s reeeeeally wicked!

The absence of the heavy bags made us float.
We were light, happy, talkative and full of renewed energy. “We are in London… Let’s break the law”…
We dived onto the undergroung.

Since we had bought the Tube Ticket (zones 1, 2, 3, 4, 5 and 6) because the international airport is really far from downtown (zone 6, I believe), we had free travels by London transportation for the rest of the day.
We quickly found on the complex Underground map the closest station to the famous clock tower: Westminster.

Luckly for us, Westminster is on the same line than our station, Circle Line. We went through South Kensington, Sloane Square, Victoria, St. James’ Park and hopped off.

Westminster

I started to notice a sentence the underground conductor Said often, but I still couldn’t write it in my mind. It wasn’t making sense yet.

Thousands of connections in each one of these stations.
No matter how many people boarding or getting off and the train being not that spacious (the London Underground is really, really narrow and has a very low ceiling), the thing works.

Before surfacing, we went through some kilometers of hallways (and I’m not exaggerating).
London holds another city on its underground.
It was in one of these corridors that Iceland came to tempt me again:

Iceland-Blue-Lagoon

You can’t explain with justice what it feels like to leave the station and face the Big Ben.
You leave the station, go up some stairs filled with people coming and going and the most famous London postcard hits you in the face.

We have no notion on how big the Big Ben tower is until you are by its side.
It’s monstrous.
The undergound exit seems to be positioned on purpose right at the Big Ben side, just to tease.

Big-Ben-Tube

We crossed the street carefully, because at this time, londoners love to ride their bikes at full speed.
We crossed it back because it’s impossible to take pictures from the side of the tower. It won’t frame in any framing you try.

Big-Ben-Ju

We went down a sideways stairs from the Thames River.
That’s how we got to make some pictures.

Big-Ben-Joao

Just like us, tourists from around the world were drooling just for the fact that they were there.
Everybody happy, a nice cold, that typical London weather…

London was a Jussara’s demand, she made a point in getting to know the city. I didn’t really care.
I fell on my ass on that.
That moment I felt the grandeour and the magic of this town.

We walked around.
We went on the main bridge, walking a little, looking at the Big Ben, wallking a little further, seeing the London Eye on the other side.
Crossing the Thames River for the first time on the Westminster Bridge is, apart from icy, astonishing.
People passing us by…
Lots of people with cameras… Impossible to define a language…
It sounded like Greek… Further on a group of tourists would say something in German, Indian, Russian…

Big-Ben-Ponte_Jo

Big-Ben-Ponte_Ju

Across the river, we went until Salvador Dali’s elephant and I was reminded a lot of my boss in Criacittá, Claudinha. Months before I was there, she made a fantastic shot of the same efephant that really caught my eye.
Of course I registered the pompous and distorted animal under that cloudy Sky and there we have the picture, dedicated to Claudinha.

Dali-Elephant

We confirmed London Eye’s grandeur and decided to go on it tomorrow (we kept postponing it for tomorrow, the day after tomorrow, to the last day and when we realised, we didn’t go on the London Eye – and Ju went to Paris repeating it like a broken record) because we could get a better weather then.

London-Eye-Joao

We wandered, even with a map in hand.

Bridge

We went wherever curiosity took us.

We covered street and corners that were spectacular.
Evening was arriving, it was getting colder, but we were so dazzled with the explosion of things happening that at least I was hot.

We recrossed the bridge and found the underground sign already lit.

Underground

It was time to try and find Picadilly Circus.

Lord!
We barely arrived and I was already in love by the mosaics of the underground station.
I didn’t take a picture of all of it, otherwise I would get crazy and I would make you even crazier.

Some years ago, I had received a gift from Inês, on her passage through the queen’s city, a beautiful ilustration of this famous square.
Ever since, that region became familiar to me. I tenderly named it “Londoner Times Square”.

Picadilly-Circus-Ju

Standing there, on that lovely night couldn’t be more special.
Those lit billboards played with our eyes. We didn’t know where to go or what to do.

Picadilly-Circus-Joao

I knew Chinatown was nearby and there should be a big electronics store.

I ended up finding both and a bunch of other interesting stuff.

We took the chance to pay a call to those who were worried:

telephone

We found the Chinese neighborhood without much effort.

Chinatown-Joao-Up

Liberdade, in São Paulo hás its charm, but this Chinatown is much more colorful.

Chinatown-Joao

Not to mention there are some Cantonese food reataurants worth the visit.
On these restaurants windows there are roasted ducks hanging and all types of asian food richly shown to open the appetite of the most demanding tourist…
It’s a parade of irresistible colors and smells…
And better off, the restaurants are not expensive.

Chinatown-Patos

Piccadilly Circus is the destination for those who are not in the mood of sleeping early.
Night life happens there.

There are lots of musicals places at the region. They are very famous around.
There are signs announcing them in all underground stations. From the airport we were influenced by them.
In highlights were “Sister Act” and Billy Elliot.
I swear it was so many nice things being bombarbed into us, I forgot to check the price to see “Sister Act” one of those cold nights.

In this area it is completely normal being approached by a dragqueen, hit on by gays, invited to join a rocking party or even get mixed up with someone else.
People around here are the most creative, colorful, hip and brilliant.

It was wandering a lot that we found an unbelievable store.
We figured out later that Rainforest Café was not only a store, but also a bar and a restaurant.

Loja-Animais-Sapos-Ju

Loja-Animais-Toca-Ju

People who pass by Rainforest’s windows, like we did, and have never seen ou heard of this chain, have no idea what’s hidden underground.
I won’t even talk a lot about it ‘cause it’s a waste of time trying to explain this place. It’s easier just to give you guys the link.

Loja-Animais-Cobra-Ju

We spent a good hour in there.
We took the card from the store, because as I told the young attendant lady, I couldn’t get there again and I would really want to come back.
We thanked the young lady that taught us how to get to my main goal: HMV.

HMV

How didn’t I take any pictures of HMV Picadilly? (I got this one on Google).
Compiling the pictures I took of the whole trip, I realised there was no picture or video from the admirable HMV.
Forgive me Fnacs and all big stores like that, but what was that place?

HMV is like heaven. It was a tip from my Outerspace friends.
It’s a utopic games, CDs, DVDs, electronics and computers store.

For someone like me, who lived the times that internet was a luxury article of cultural centers and MP3 was sci-fi, HMV is definetly heaven.
At that time, a single was something absurdly rare. It was only possible to buy them at Banana Music in Jardins and in dollars. I would spend almost all my money to get a 2-songs single by Pizzicato Five or Björk..

For years I wandered how big these stores in London were, because all the singles and limited editions I got had the famous “MADE IN LONDON” label.

Yes, knowing HMV filled that void.
It’s the paradise of singles, videogames, blue-ray, DVDs, computers, personalized stuff…

There were notebooks, TVs, cameras, videogames… All the coolest headphones in the worls, in all colors, shapes and sizes…
Sony headphones, like mine, for £17 and I didn’t get it!!!!! At Fnac, a MDR-Z700 like mine would not be less than R$350.

Oooooohhh, I was amazed, amaaaazed!!!
I almost freaked out when I got to the games section. I was overwhelmed…

Even in pounds, electronics and games price was good.
I bought Katamari Forever, Dead Space, Burnout…

Games

I got the Beatles Rockband at London’s HMV!!!!!!!!!
I also got some PS3 accessories, Ipod Touch for my dad, for my sister, we got a discount for buyng those speakers with a powerful beat to connect the Ipod…
Ju bought a very limited special Iron Maiden vinyl edition, with a painting and everything else, to gife someone (that record became our Amelie Poulain dwarf, we took it the rest of our trip).

We had a great time at HMV.
I just didn’t get more stuff because it was the first day.
We would still have to go to Paris, several cities in Switzerland, Venice, Rome…
I was thinking how hard it would be to travel carrying so many acquisitions.

I entered all the electronics store throught the trip.
Aaaaawwww, I missed buying those headphones!
I can’t believe it to this day. Even at the Duty Free Shops in Zurich, Rome or São Paulo…
Nothing compared to the prices at HMV.

Night swallowed us.

The feeling was of total freedom, no matter where we’d walk.
Even loaded with shopping bags, there was a lot of people on the streets, lots of tourists and well-being spread through the atmosphere.

It was really late. He headed back to the hostel, extremely tired. But not without first making some necessary stops in our neighborhood.

Doces

Tomorrow would be Museum day. And if there is one thing that made our hostel the perfect location, it’s it is a few steps from the most interesting museums in London. We would not even need an underground ticket.

_______________________________________________

Versão em Português:

Não pensamos duas vezes. Não importava muito quantas horas estávamos sem um banho ou sem esticar o corpo numa cama de verdade…
Apesar da canseira mortal, ainda dava tempo de ir até o Big Ben.
Bater perna era tudo o que precisávamos naquele momento.

Agradecemos a Brooke na recepção do hostel pelas instruções e refizemos o percursso a pé até a Gloucester Road Station como duas crianças correndo contra o relógio.

Minutos antes, aquele trajeto da estação até o hostel era uma aventura, agora já era familiar.
É muito louca essa sensação de não conhecer nada, de virar uma esquina e descobrir tudo novo…
Mais louca ainda é a sensação que se tem ao começar a criar os primeiros pontos de referência…
É muiiiiiiiiiiiiito louco!

A ausência das pesadas malas nos fazia flutuar.
Estávamos leves, felizes, falantes e cheios de uma energia renovada. “We are in London… Let’s break the law”…
Mergulhamos no underground.

Como havíamos comprado o bilhete do metrô (Zonas 1,2,3,4,5 e 6), pq o aeroporto internacional fica bem distante do centro (Zona 6, creio eu), tínhamos viagens livres pelo transporte de Londres pelo resto do dia.
Rapidamente encontramos no complexo mapa metroviário a estação mais próxima a famosa torre do relógio: Westminster.

Para nossa sorte, a Westminster ficava na mesma linha que nossa estação, a Circle. Passamos pela South Kensington, Sloane Square, Victoria, St. Jame’s Park e finalmente descemos.

Westminster

Eu comecei a reparar numa frase que a condutora do metrô dizia com frequência, mas ainda não conseguia escrevê-la na minha mente. Ela não fazia sentido ainda.

Milhares de conexões em cada uma dessas estações.
Por mais que se tenha gente nas plataformas embarcando e desembarcando e o metrô não seja lá tão espaçoso (o metrô londrino é muito muito estreito e tem o teto bem baixo) a coisa funciona.

Antes de sair à superfície, percorremos alguns quilômetros de corredor (e isso não é nenhum exagero).
Londres abriga outra cidade no seu underground.
Foi num desses corredores que a Islândia veio me fazer vontade mais uma vez:

Iceland-Blue-Lagoon

Não dá pra explicar com justiça o que é sair dessa estação e dar de cara com o Big Ben.
Vc sai da estação, sobe uma escada cheia de pessoas indo e vindo e dá de cara com o cartão postal mais famoso de Londres.

A gente não tem noção do tamanho da torre do Big Ben até que se está lá ao lado.
É descomunal.
A saída do metrô parece estar propositalmente posicionada bem na lateral do Big Ben, assim, só pra provocar.

Big-Ben-Tube

Atravessamos a rua com cuidado, pois nessa hora, os londrinos adoram andar de bicicleta a todo vapor.
Atravessamos de volta, pq é impossível fazer fotos ao lado da torre do relógio. Ela simplesmente não se enquadra em qualquer enquadramento que se faça.

Big-Ben-Ju

Descemos uma escada lateral ao Rio Tamisa.
Foi assim que conseguimos fazer algumas fotos.

Big-Ben-Joao

Assim como nós, turistas do mundo todo babavam simplesmente pelo fato de estarem ali.
Todo mundo feliz, um frio bacana, aquele tempinho típico de Londres…

Londres foi uma exigência da Jussara para essa viagem, ela fazia questão de conhecer a cidade. Eu mesmo não fazia questão.
Mordi a língua.
Naquele momento eu sentia a grandeza e a magia dessa cidade.

Andamos pelos arredores.
Percorremos a principal ponte, andando um pouquinho, olhando pro Big Ben, andando mais um pouquinho, vendo a London Eye do outro lado.
Atravessar o Tamisa pela primeira vez pela Ponte Westminster além de gelado é estonteante.
As pessoas que passavam por nós…
Muita gente com máquina fotográfica… Impossível definir um idioma…
Parecia que estavam falando grego… Logo mais um grupo de turistas soltava uma frase em alemão, indiano, russo…

Big-Ben-Ponte_Jo

Big-Ben-Ponte_Ju

Já do outro lado do rio, seguimos até o elefante de Salvador Dali e lembrei muito da minha chefe lá na Criacittá, a Claudinha. Meses antes de eu estar ali, ela tinha feito uma foto fantástica do mesmo elefante que me chamou muito a atenção.
Claro que registrei o pomposo e distorcido animal sob aquele céu nebuloso e fica a foto dedicada à Claudinha.

Dali-Elephant

Confirmamos a grandiosidade da London Eye e decidimos subí-la amanhã (fomos deixando pra amanhã, depois de amanhã, para o último dia e quando vimos, não subimos a London Eye – a Ju foi pra Paris tocando nesse assunto como um disco riscado) pois o tempo poderia abrir.

London-Eye-Joao

Andamos sem rumo certo, mesmo com o mapa debaixo do braço.

Bridge

Íamos aonde nossa curiosidade nos levava.

Percorremos ruas e cantos espetaculares.
A tarde ia caindo e o frio ia aumentando, mas estávamos tão malucos com tanta explosão de acontecimentos que pelo menos eu sentia calor.

Reatravessamos a ponte e encontramos a plaquinha do metrô já acesa.

Underground

Era hora de tentar encontrar a Piccadilly Circus.

Meu Deus!
Nem bem chegamos e eu já me apaixonei pelos mosaicos da estação do metrô.
Não tirei foto de tudo, pq senão ia ficar louco e ia deixar vcs mais ainda.

Há alguns anos, eu havia recebido de presente da Inês, em sua passagem pela cidade da rainha, uma bonita ilustração dessa famosa praça.
Desde então, aquela região se tornou familiar pra mim. Eu a apelidei carinhosamente de “A Time Square Londrina”.

Picadilly-Circus-Ju

Estar ali, de pé, naquela noite linda não podia ser mais especial.
Aqueles letreiros acesos brincavam com nossos olhos. Não sabíamos pra onde ir ou o que fazer.

Picadilly-Circus-Joao

Eu sabia que a Chinatown era por ali e que deveria existir uma grande loja de eletrônicos.

Acabei encontrando os dois e mais um monte de outras coisas interessantes.

Aproveitamos pra ligar para os que estavam preocupados:

telephone

Encontramos o bairro chinês sem muito esforço.

Chinatown-Joao-Up

A Liberdade em São Paulo tem a seu charme, mas essa Chinatown é muito mais colorida.

Chinatown-Joao

Fora que tem uns restaurantes de comida cantonesa que vale a visita.
Há nas vitrines desses restaurantes, patos assados pendurados e todos os tipos de comida asiática ricamente exibidos para aguçar o apetite do turista mais exigente…
É um desfile de cores e aromas irresistíveis…
E o melhor, o restaurantes não são caros.

Chinatown-Patos

Piccadilly Circus é destino pra quem não está a fim de dormir cedo.
A vida noturna acontece ali.

Há várias casas de musicais pela região. Eles são muito famosos por lá.
Há cartazes os anunciando em todas as estações de metrô. Desde o aeroporto já somos influenciados por eles.
Os que mais se destacavam eram o musical do filme Mudança de Hábito e do Billy Elliot.
Juro que era tanta coisa bacana sendo bombardeada na nossa cabeça, que eu esqueci de ver o preço do ingresso pra poder assistir Mudança de Hábito numa dessas noites frias.

Nessa região é completamente normal ser abordado por uma dragqueen, ser cantado por um gay, ser convidado a entrar numa balada pegando fogo ou até mesmo ser confundido com outra pessoa.
As pessoas que por aqui passam são as mais criativas, coloridas, desencanadas e brilhantes.

Foi perambulando bastante que acabamos encontrando uma loja inacreditável.
Fomos descobrir mais tarde, que a Rainforest Cafe, era além de loja, um bar e restaurante.

Loja-Animais-Sapos-Ju

Loja-Animais-Toca-Ju

Quem passa pela fachada da Rainforest, assim como nós passamos e nunca ouviu falar dessa rede, não tem noção do que se esconde lá no subsolo.
Eu não vou nem falar muito pq é perda de tempo tentar explicar esse lugar. Mais fácil deixar o
link com vcs.

Loja-Animais-Cobra-Ju

Gastamos uma boa hora lá.
Pegamos o cartão dos caras, pq como eu ia dizendo pra mocinha que nos atendeu, eu não conseguiria chegar lá de novo sem ajuda e eu com certeza iria querer voltar.
Agradecemos a mocinha, que antes nos ensinou como fazer para chegar ao meu objetivo principal: HMV.

HMV

Como foi que não tirei nenhuma foto da HMV Piccadilly? (Essa foto eu peguei no Google).
Compilando as fotos que eu tirei da viagem toda, reparei que não havia nenhuma foto ou vídeo da invejável HMV.
Desculpem as Fnacs e as grandes lojas do gênero, mas o que era aquela HMV?

HMV é o paraíso. Foi dica dos meus amigos da Outerspace.
É a utopia de uma loja de games, cds, dvds, eletrônicos e informática.

Para alguém como eu, que viveu na época em que internet era artigo de luxo de centros culturais e mp3 era coisa de ficção científica, A HMV é definitivamente o paraíso.
Naquela época, um single era algo absurdamente raro. Só era possível comprá-los na loja da Banana Music nos jardins e em dólares. Eu gastava quase o salário inteiro pra comprar um single de 2 músicas do Pizzicato Five ou da Björk.

Por anos fiquei imaginando o tamanho dessas lojas em Londres, pq todos os singles e cds limitados que eu comprava vinham com a famosa etiqueta “MADE IN LONDON”.

Pois é, descobrir a HMV preencheu esse vazio.
Lá é o paraíso dos singles, dos videogames, do blueray, dos dvds, dos computadores, das coisas personalizadas…

Havia notebooks, tvs, câmeras, videogames… Todos os headphones mais legais do mundo, de todas as cores, formas e tamanhos…
Headphones da Sony, como os meus, por £17 e eu não compreiiiiiiiiiiii! Na Fnac um MDR-Z700 como o meu não sai por menos que R$350.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh, fiquei maluco, maluco, maluco!
Eu quase surtei na hora que eu encontrei o setor de games… Me acabei por lá…

Mesmo em libras, o preço dos eletrônicos e games era muito bom.
Comprei Katamari Forever, Dead Space, Burnout…

Games

Comprei The Beatles Rockband na HMV de Londressssssssssssssssssss… Comprei outros acessórios pro PS3, comprei Ipod Touch pro meu pai, pra minha irmã, ganhamos desconto pra comprar aquelas caixinhas de som que tem uma batida poderosa pra acoplar o ipod…
A Ju comprou uma edição especial limitadíssima de vinil do Iron Maiden, com pintura e tudo mais, pra dar de presente (Esse disco ficou sendo o nosso anão de Amélie Poulain, levamos ele pelo resto da viagem).

Nos acabamos lá na HMV.
Só não comprei mais pq era o primeiro dia.
Ainda teríamos que ir pra Paris, várias cidades na Suíça, Veneza, Roma…
Pensava no trampo que ia ser ficar carregando tantas aquisições.

Entrei em todas as lojas de eletrônicos ao longo da viagem.
Ahhhhhhhhhhhh, perdi de comprar os headphones!
Não acredito até hoje. Mesmo no Duty Free de Zurique, Roma ou São Paulo… Nada chegava aos pés dos preços praticados na HMV.

A noite havia nos engolido.

A sensação era de total liberdade, não importava para onde andássemos… Mesmo carregados de sacolas de compras, havia muita gente nas ruas, muitos turistas e um bem estar espalhado na atmosfera.

Já era muito tarde. Voltamos para o hostel, cansadíssimos. Não sem antes fazer umas paradas obrigatórias no nosso bairro.

Doces

Mergulhamos num merecido sono numa cama quentinha, limpinha, quarto ultra silencioso…
Amanhã seria o dia dos museus. E se havia algo que fazia do nosso hostel ser o mais bem localizado, é que ele estava a poucos passos dos museus mais interessantes de Londres. Não precisaríamos nem de bilhete de metrô.

176- 01) We Are In London (En, Pt)

*Versão em Português logo abaixo da versão em inglês
English Version:


Waking up on a trip day is always special.
Waking up on a special trip day is way much more.

The body gets numb.
The glands produce more hormones than necessary to compensate the psychological stress and the result is a floating sensation.
It’s like we have no body, no head…
There is no gravity, heat or hunger.

On a special trip day, we are able to carry three times our weight without getting tired.
On a special trip day, we forget to drink water, no matter how thirsty we feel, we forget to go to the bathroom and we just go because we know it’s gonna be complicated inside the plane.

The bath we take before going to the airport seems to last forever.
The water touches our body and washes the soul. It creates a protective skin that should last until our return.

Thoughts, insecurities, dreams and plans.
They are all kept with the documents, well protected inside a little folder in one of the many bags.

Wheeled bags, 360 degrees turn, backpack, passport baggie.
There is no forgiveness if you forget anything.
Any mistake now means headache later.

Let’s go to the airport.
All set: e-tickets, passes, train tickets, all reservations, Gabi and Phil’s adress in Switzerland, passports…
Camera within reach, snacks, water, some chocolate for my sweet teeth and toilet paper. A stitch in time saves nine.

Brito family is always partying.

Adeus-Familia-1

Adeus-Familia-2

Adeus-Familia-3

Brito family is always partying.

We squeezed in our cousins car just so parents can come with us to the airport. This time I’m not going alone. My sis is coming with.

Goodbyes are, most of the times, tiny little moments we collect forever. They remain in our minds, in our subcounscious.
My parents were happy as usual. Quiet, but proud.
They were with us until take-off.
Even when we could not see them anymore, they were still there.

Guarulhos

We sat on our chairs and got calls on our cells from them.
We quickly created a code soo they could locate our window on the distant plane.

We agreed I would turn the cell phone light and make some luminous acrobacies from our window.
That’s how they found us.

It’s always a long journey.
From Sampa to Zurich, 11 and a half hours. From Zurich to London, 1 and a half.

Ju slept most part of the time. Since I can’t sleep a wink, I was stargazing, sometimes standing up a little…

Sky-1

Sky-2

Sky-3

She sleeps.
I wake her up every five minutes “- Look at this sky, Jussara”, “- Look at this star!”, “Jussara, check this island in the middle of the ocean”…

The journey was amazingly calm, but that doesn’t mean relaxing.
Going to Europe is always a test for patience for those who can’t sleep at all. Even for those who do sleep it’s tiresome.
Damn fake little pills I bought at the Guarulhos Airport. The lady there told me if I took two pills I would sleep the whole trip through. I took them and stayed wide awake.

There are three moments of grandeur during these trips.
The first is leaving the Brazilian territory and, believe me, our country is never-ending.
The second is discovering the almost infinite deep Atlantic Ocean. It’s a massive amount of water. Usually we are so above the clouds we can’t see water, but when we are right in the middle of the ocean and the clouds dispel, it’s such a deep blue it mixes with the sky.
The third is when you’re getting to your final destination… It feels you’re never gonna get there… LOL… The last couple of hours feel like it takes twice to go by…

Okay, this time the last couple of hours were a sight for sore eyes. Flying over Switzerland is a visual love statement.
The country is inlaid in the Alps.
The sight is breathtaking. It’s more unbelievable than the wildest imagination I had about Switzerland in all those years.
I always scribbled in my mind what that moment would feel like and I confess, reality was more than my imagination. Switzerland seen from above is perfect, now we had to see it right under our feet.
The country is crowned by purple giants with its snow covered peaks.
Colossal is the word that brings justice to how grand these mountains, almost purple for how high they are.
The clouds play surrounding them, opening gigantic holes around, revealing green valleys and even greener lakes.

We landed Zurich still openmouthed with the landscape.
We found a considerable cold there.
Our flight to London was already being announced.

Our Swiss Air flight from Sampa to Zurich was perfect. Cheese, chocolate, pasta, dessert, sodas and all-you-want beverages.
Toblerone and Gruyère cheese were special gifts.

The airport of Zurich is impecable.
We didn’t have much time there, so we hurried off to the boarding gate.

We just had no clue we would take the most modern train in the world to get to the said boarding gate at a different airport wing.
All underground, a train completely made of glass, no conductor…
I felt travelling to the center of the Earth.

We left to airport runway.
Finally, after two long years, I felt again that european cold ice my bones.
Gosh, how I like that.

We took off on a smaller airplane.
There is not a longer hour and a half than that one.

We arrived on a raining London.
Nothing could be more londoner.

First thing I saw in London, still at the airport, like an invitation, was one of the iceland fleet plane. I had not even stood up from my seat in the plane.

Icelandair-Plane-1

How little did I know that going to Iceland was the latest fashion in London.

Icelandair-Plane-2

I would still see more Iceland in London.

Fear.
We claimed our handbags and were shaking slightly.
Fear of going thru Immigration.
It didn’t matter that our docs were in order, that we had enough pounds and euros to survive these days in Europe, that our Eurostar to Paris ticket was already bought, the train reservations to Bern, Venice and Rome were already made, there is always the fame that entering the queen’s country is a cold and impersonal treatment.
Holy lie.
People make up so many stories, and when the time comes, reality is so different…

We fell into London, I confess.
Even with the amount of studying and information, guides and research, a new city is always a new city.
The new city took us with arms open.

The Immigration lady looked at my sister and I, both with identical folders, passports, all hotell reservations, Eurostar ticket, train tickets, money separated into pounds and euros, credit cards, travelling assist card, company letters with the dates of start and end of our vacations…
The lady asked nothing but our passports, joked with us about Beatles and Harry Potter, stamped out passports and wished us a good trip.

I was still there, trying to show her something, but my sister was already pulling me away…

Aaahhhhhhhhhhh, we started singing Pet Shop Boys’s “We are in London”…

This song rocked a lot our London moments. We played it all the time!

Next step was separating some money to buy underground tickets and get information on how to get to the hostel.
We took a deep breath and allowed ourselves to be taken by the city.

It’s really funny.
No matter how slow the attendants speak, you still miss out on something.
You are completely out of your world, reality takes you pityless, everything happens nonstop, it’s like being machine-gunned by an array of information at the same time…

After coming and going, crossing two treadmills and almost getting on the other side of towm, we went back and found the entrance to the underground right at the exit from the airport.
We laughed, because our bags and backpacks were not that heavy…

As if all of that was not enough, we found out there were no elevators in some of the stations, which means carrying bags up and down.

London Undergroung, on first contact, is disappointing.
It’s old, weird, the doors are tiny, the ceiling is low, it’s noisy…
But all you gotta do is get over the first impression to see how efficient it is.

Metro-Joao

Metro-Ju

In fact, all you gotta do is go through some of the stations that you fall in love with it.
The London Underground cannot be definied, it has to be lived.

The system is so effi cient, there are so many different trains, there is so much life on the underground that I could write a post just about that.

But let’s leave the subterranean adventures aside a little while, for we arrived at our station: Gloucester Road Tube Station.
After carrying up the bags thru the stairs, we found out that in order to get to the surface we had to take a huge lift, the type that opens both ends… The coolest part is that even before we knew there was an elevator at the end of the hallway, when it arrives and opens one of its doors, the wind coming from up there is so violent it almost knocked us down.

We left the station.
That feeling of being really far away from home invaded us for the first time. It’s a mixture of butterflies in your stomach with “what’s gonna happen next?”…

What came next came so quickly that before we knew it we were already in it.

We let the surroundings surround us.
Little by little we camouflaged onto that life that was happening before we arrived.

Pulling those bags through those flat and well built streets was a pleasure, even though we still didn’t know hot to get to the place we’d be staying.

It was when we crossed the street that it hit us.
We are in London!
The right hand on traffic, drivers sitting on the other side inside the cars… Yes, we were in London.

Finding the hostel was extremely pleasant.
All it took was the time to breathe in that fancy neighborhood and we had the confirmation of finding the right hostel.
It was perfect.

We pushed the heavy door from Astor Hyde Park and only then, reading the little sign saying “Hyde Park” did I realize we were close to the famous park.
We met Brooke, our host.
It was still difficult to understand ger, but the more we talked, the more our ears got used, until, as if it was nothing, communication flowed.

We carried our heavy bags for some more flights of very old and creaky wooden stairs.
Our room was hidden right after a beautiful hallway of glasses and woods. It was completely quiet, ventilated and cozy.

It was Just the time to leave the bags in the room, wash our faces, reserve a safe Box and we were out on the street for a stroll.

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Versão em Português:

Acordar em dia de viagem é sempre especial.
Acordar em dia de viagem especial é muito mais.

O corpo fica anestesiado.
As glândulas produzem mais hormônios do que o necessário para compensar o estresse psicológico e o resultado é uma sensação flutuante.
É como se não tivéssemos corpo, cabeça…
Não existe gravidade, calor ou fome.

Em dia de viagem especial, somos capazes de carregar três vezes o valor do nosso peso sem se cansar.
Em dia de viagem especial, esquecemos de beber água por mais sede que sintamos, esquecemos de ir ao banheiro e vamos apenas pq sabemos que lá no avião vai ser complicado.

O banho que a gente toma antes de ir para o aeroporto parece demorar uma eternidade.
A água cai no corpo e lava a alma. Cria uma película protetora que precisará durar até o retorno.

Pensamentos, inseguranças, sonhos e planos.
Todos eles guardados juntos com os documentos, bem protegidos dentro de uma pastinha numa das tantas malas.

Malas de rodinhas, giro 360 graus, mochila para as costas, bolsinha para o passaporte…
Não há perdão para se esquecer nada.
Qualquer erro agora significa dor de cabeça mais tarde.

Vamos para o aeroporto.
Tudo arranjado: e-tickets, passes e bilhetes de trem, todas as reservas, endereço da Gabi e do Phil na Suíça, passaportes…
Máquina fotográfica ao alcance da mão. Salgadinhos, água, um chocolate pra adoçar a boca e um rolo de papel higiênico. Quem é prevenido vale por dois.

Família Brito tá sempre em festa.

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Adeus-Familia-3

A nossa despedida foi bem no meio de um aniversário.

Aperta-se no carro dos primos para os pais acompanharem até o aeroporto.
Dessa vez não vou só. A irmã vai junto.

Despedidas são, na maioria das vezes, momentos pequeninos que colecionamos para sempre. Ficam na memória, no subconsciente.
Meus pais estavam felizes como sempre. Quietinhos, mas orgulhosos.
Ficaram com a gente até a decolagem.
Mesmo quando já não os víamos mais, eles ainda estavam lá.

Guarulhos

Sentamo-nos nos nossos lugares e recebíamos ligações deles em nossos celulares.
Rapidamente criamos um código para que eles localizassem a nossa janelinha no distante avião.

Combinei com eles, de ligar a luz do celular e fazer uma série de acrobacias luminosas da nossa janelinha.
Foi assim que eles conseguiram nos achar.

A viagem é sempre longa.
De Sampa até Zurique, 11hs30. De Zurique até Londres, 1h30.

A Jú dorme a maior parte do tempo. Eu, como não prego os olhos, fico observando as estrelas, às vezes me levanto um pouco…

Sky-1

Sky-2

Sky-3

Ela dorme.
Eu a acordo de 5 em 5min: “-Olha esse céu, Jussara”, “-Olha essa estrela!”, “Jussara, vem ver essa ilha no meio do mar”…

A viagem foi incrivelmente calma, nem por isso relaxante.
Viajar pra Europa é sempre uma prova de paciência pra quem não dorme um instante sequer. Até pra quem dorme é cansativo.
Bosta de remedinho fajuto que me venderam no aeroporto de Guarulhos. A mulher me garantiu que se eu tomasse dois daqueles, dormiria a viagem toda. Tomei dois comprimidos e fiquei ligadão.

Há trés momentos grandiosos durante esse tipo de viagem.
O primeiro, consiste em deixar o território brasileiro e acreditem, nosso país é terra que não acaba mais.
O segundo, consiste em desbravar o quase infinito e profundo Oceano Atlãntico. É água que não acaba mais. Geralmente, estamos tão acima das nuvens que quase não vemos água, mas quando estamos bem no meio do oceano e as nuvens se dissipam, o azul é tão profundo que se mistura com o céu.
O terceiro é quando está chegando ao destino final… Não chega nunca… Hahaha… As últimas horas parecem que demoram o dobro pra passar…

Tudo bem, dessa vez as últimas horas foram um deleite aos olhos. Sobrevoar a Suíça é uma declaração de amor visual.
O país está incrustrado nos alpes.
A visão é de tirar o fõlego. É mais inacreditável do que a imaginação mais fértil que eu formei a respeito da Suíça em todos esses anos.
Sempre rabisquei na mente o que seria viver esse momento e confesso, a realidade superou a minha imaginação. A Suíça vista de cima é perfeita, restaria vê-la lá embaixo.
O país é coroado por gigantes roxos com seus cumes salpicados de neve.
Colossal é a palavra que faz juz à grandiosidade dessas montanhas quase roxas de tão altas que são.
As nuvens brincam de rodeá-las, abrindo enormes buracos ao seu redor, revelando vales verdes e lagos ainda mais verdes.

Descemos em Zurique ainda boquiabertos com a paisagem.
Encontramos um frio considerável.
A escala para Londres já era anunciada.

O vôo da Swiss Air de Sampa até Zurique foi perfeito. Queijos, chocolates, massa, sobremesa, refrigerantes e bebidas a vontade.
O Toblerone e o queijo Gruyère foram presentes especiais.

O aeroporto de Zurique é impecável.
Não tínhamos muito tempo lá, então voamos para o portão de embarque.

Só não imaginávamos que iríamos tomar o trem mais moderno do mundo para ir até o tal portão de embarque numa outra asa do aeroporto.
Tudo subterrâneo, um trem todo de vidro, sem condutor…
Senti-me viajando ao centro da Terra.

Saímos pra pista do aeroporto.
Finalmente após dois longos anos, eu sentia de novo aquele frio europeu gelar os ossos.
Affe, como gosto disso.

Decolamos num avião menor.
1h30 mais demorada que essa não existe.

Chegamos em uma Londres chuvosa.
Não poderia ser mais londrino.

A primeira coisa que eu vi em Londres, ainda no aeroporto, como um próximo convite, foi um dos aviões da frota islandesa. Ainda nem tinha levantado do meu assento no avião.

Icelandair-Plane-1

Mal sabia eu que ir pra Islândia em Londres é a última moda.

Icelandair-Plane-2

Ainda veria mais sobre a Islândia em Londres.

Medo.
Apanhamos nossa bagagem de mão e trememos um pouco.
Medo de passar pelos caras da imigração.
Por mais que nossos documentos estivessem organizados, por mais que tivéssemos euros e libras suficientes pra sobreviver esses dias na Europa, por mais que o passe do Eurostar já estivesse comprado pra Paris, as reservas de trem já marcadas pra Berna, Veneza, Roma, há a fama de que entrar no país da rainha é esperar um atendimento frio e impessoal.
Santa lorota.
As pessoas inventam tantas histórias, e na hora do vamos ver, a realidade é tão diferente…

Caímos em Londres de pára-quedas, confesso.
Mesmo com tantos estudos e informações, guias e pesquisas, uma cidade nova é sempre uma cidade nova.
A cidade nova nos recebeu de braços abertos.

A tiazona da imigração olhou para minha irmã e eu, ambos com pastinhas idênticas, passaportes, todas as reservas de hospedagem, o passe do Eurostar, reservas de trem, dinheiro separado em libras e euros, cartões de crédito, seguro viagem, documentos da empresa com data de início e término de férias…
A tiazona não pediu nada além de nossos passaportes, brincou com a gente sobre Beatles e Harry Potter, carimbou nosso passaporte e nos desejou uma boa viagem.

Eu ainda estava lá tentando mostrar alguma coisa pra ela, mas minha irmã já me puxava pra fora…

Ahhhhhhhhhhhhhh, começamos a cantar a música dos Pet Shop Boys: We Are In London…

Essa música embalou muito dos nossos momentos londrinos. Tocávamos ela a toda hora!

O próximo passo era separar alguma graninha pra comprar bilhete de metrô, pedir informação pra chegar ao hostel.
Tomamos fôlego e deixamo-nos ser levados pela cidade.

É muito engraçado.
Por mais que os atendentes falem devagar, ainda assim vc vai deixar alguma coisa escapulir.
Vc está completamente fora do seu mundo, a realidade te pega sem dó, tudo acontecendo sem parar, é como ser metralhado por um turbilhão de informações ao mesmo tempo…

Depois de ir e voltar, cruzar duas esteiras rolantes e sair quase do outro lado da cidade, voltamos e encontramos a entrada do metrô logo na saída do aeroporto.
Rimos, pois as malas e as mochilas nem estavam assim tão pesadas…

Como se não bastasse, descobrimos que não havia elevadores em algumas estações, ou seja, dá-lhe carregar mala pra cima e pra baixo.

O metrô de Londres, num primeiro contato é decepcionante.
É velho, esquisito, a porta é pequenininha, o teto é baixo, é barulhento…
Mas é só passar a primeira impressão que vc se dá conta de como ele é eficiente.

Metro-Joao

Metro-Ju

Na verdade, é só passar algumas estações que vc já se apaixona por ele.
O metrô de Londres não pode ser definido, precisa ser vivido.

O sistema é tão eficaz, há tantos trens diferentes, há tanta vida no underground de Londres que dá pra escrever um post só sobre esse assunto.

Mas deixemos de lado um pouco as aventuras subterrâneas, pois a nossa estação havia chegado: Gloucester Road Tube Station.
Após carregarmos as malas pelas escadarias acima, descobrimos que para chegar à superfície precisaríamos pegar um baita elevador, daqueles que abrem dos dois lados…
O maior barato é que antes mesmo de saber que havia um elevador no final do corredor, quando o elevador chega e abre uma de suas portas, o vento que vem de lá de cima é tão violento que quase nos derruba.

Saímos da estação.
Aquele sentimento de estar muito longe de casa se deu pela primeira vez.
É uma mistura de frio na barriga com “o que virá pela frente?”…

O que veio pela frente veio tão rápido que quando notamos, já estávamos nele.

Deixamos o ambiente nos dominar.
Aos poucos fomos nos camuflando naquela vida que acontecia antes da gente chegar.

Puxar as malas por aquelas ruas planas e bem construídas era um prazer, mesmo que ainda não soubéssemos como chegar a nossa futura morada.

Foi ao atravessar a rua que a ficha realmente caiu.
We Are In London!
A mão contrária do trânsito, o motorista dirigindo seu carro do outro lado…
Sim, estávamos em Londres.

Achar o Hostel foi extremamente agradável.
Foi só o tempo de respirar aquele bairro elegante e já tivemos a adorável confirmação de ter escolhido o hostel certo.
Ele era perfeito.

Empurramos a pesada porta do Astor Hyde Park e só então, ao ler a plaquinha com o nome “Hyde Park”, pude perceber que estávamos próximo ao famoso parque.
Conhecemos a Brooke, a nossa anfitriã.
Ainda era difícil compreendê-la, mas quanto mais conversávamos, mais o ouvido ia destravando, até que sem querer a comunicação fluiu.

Carregamos as pesadas malas por mais alguns lances de uma escada de madeira bem velha e barulhenta.
Nosso quarto estava escondidinho logo após um lindo corredor de vidros e madeiras. Era completamente silencioso, ventilado e aconchegante.

Foi só o tempo de deixar as malas no quarto, passar uma água no rosto, reservar um cofre e fomos pra rua passear.

*English Translate by Letícia Prado

175- Very Soon

Very-Soon

Sei que estou devendo vários posts sobre a viagem…
Sei que estão me cobrando as fotos…

É que essa semana foi uma loucura.
Jet Lag pegou pesado.
Tanto sono acumulado e quando deito na cama a viagem inteira vem a minha cabeça…
Nem bem cheguei e a vontade de voltar para a Europa não quer ir embora…

Tenho tantas coisas maravilhosas pra contar e mostrar que não sei por onde começar…
Tento dividir os relatos por cidades, mas há tanto o que falar, que preciso de outro tema para compilar os pensamentos…

Estou tão feliz, tão ocupado e tão cheio de histórias…

Nem bem saí do avião e já tive que mergulhar nas reposições das aulas de japa, que estão bem puxadas…
Quatro dias de muito estudo pra finalmente fazer a prova e ainda tenho que contar uma história inteira em japonês na próxima semana…
Tudo vai dar certo!

Pc ficou gripado, tive que carregá-lo pra Sta., fazer backup de um montarél de arquivos… Aos poucos ele está voltando a ser o que era…

Semana que vem prometo começar a escrever.

Preciso aproveitar esse restinho de férias pra retomar o fôlego, pois com certeza ele ficou nos corredores do metrô europeu.

174- Cheguei!

Depois de 11 horas e 30 minutos num vôo de Zurique para São Paulo…

Brasil…………………….

Europa é linda, mas o Brasil é o lugar mais especial de todos!

A viagem foi sagrada. Td foi perfeito. Td deu mais que certo…
Muitas histórias pra contar… Muitas experiências pra compartilhar…
Um sonho real.

É só me recuperar desse Jet Lag que eu vou compilando as histórias.

Preparem-se, fiz muitas fotos e filmei quase tudo!

Ps: Mais feliz que nunca!

173- Switzerland… Ahhh

Preciso do endereço de vcs p
mandar postais. Estamos na Suica e eh td mt lindo e gelado.

172- We Are In London


Enquanto isso…

171- Fui

Hahaha… Família…
A vontade que eu tinha era levar todo mundo junto…

Tudo bem, eu vou puxando um de cada vez…
___________________________________

Tá tudo pronto, não falta mais nada!
Até o cofrinho da minha mãe a gente quebrou!

moedas-01

moedas

Meu Deus, quanta ansiedade.
Chega até a afundar o corpo.
É tanta coisa que nem os olhos aguentam… Parece que a visão tá fora de foco, que o dente dói, a garganta seca, a barriga ronca mesmo com comida dentro…
Caos total! Delícia pura.

Eu chamo isso de estar vivo! É indescritível.

Pois é, só fui conseguir meus euros e minhas libras hoje.
Depois de tanta confusão, desde ontem tentando resolver essas paradas, finalmente eles estão aqui e bem guardados.

Tudo separadinho.
As libras do albergue em Londres, os euros do hotel de Paris e do albergue em Veneza…
Na Suíça ficaremos hospedados na casa da Gabis e do Phil em Berna. Tratamento e acompanhamento VIP por toda rede ferroviária do belo país.
Em Roma já tá tudo certo.

Muito trabalho.
O meu sábado começou muito cedo com o aviso de que a Eletropaulo iria cortar a energia das 8hs30 até às 14hs30.
Deixei todas as baterias pra carregar na última hora…
Acordei muito cedo pra garantir o banho quente…
Terminei a lição de japa minutos antes de sair pro curso.
De lá, fui pro Shop. Paulista na casa de câmbio.

Good Save The Queen!

Libras

Até o dinheiro dos ingleses é mais charmoso que os euros da comunidade.

Cheguei em casa exausto e estou até agora ligado no 220v.
É incrível como este dia foi imensuravelmente cansativo.

O dia antes da viagem é sempre surreal.
Uma mistura de adrenalina com anestesia e olhos tensos…
Um frio na barriga que não cessa nunca. Uma canseira tão monstruosa…

Passei o dia todo flutuando.
Da hora que voltei do Shop., quase desmaiando no banco do metrô… Imaginando que daqui algumas horas eu estaria desmaiando no banco dos trens europeus…
Subindo a ladeira da Parada Inglesa com meus poderosos fones de ouvido, ouvindo o Top Ten London, Rome & Paris e me desenhando entre a Torre de Londres e o Coliseu…

Memory Stick, mapas, ipod, fones, protetor labial, tripé, cartões, boa caneta, agasalho, inspiração, pernas e boa companhia.
Amanhã vou arriscar uma missa pela manhã…
É engolir algo leve no almoço, agarrar os penduricalhos, separar a máscara para os olhos e ir para o aero.

10 minutos para o dia 4 de Outubro de 2009. Como sonhei com esse dia!

Eis que anuncio o começo oficial das minhas melhores férias.
Ouso dizer que esta será a primeira de uma série de grandes viagens fantásticas que irei fazer. Daquelas que sempre desejei e que agora ganham cor e sabor.

Como disseram há pouco pra mim, é bacana demais olhar pra tudo isso e compreender que cada parte desse sonho é resultado de uma coleção de sacrifícios pessoais. Por mais bacana que isso possa soar, é muito mais gostoso quando é fruto do nosso esforço.
Desejo isso pra todos que por aqui passarem, do fundo do meu coração.
Nada traz mais experiência de vida do que viajar pelo nosso planeta.

Estarei sem celular, mas resgatando meu email (joaoeliasdebrito@gmail.com).
Isso não quer dizer que não darei notícias.
Entre uma cidade a outra, entre uma estação de trem a outra, tentarei dar notícias.

Vou ficando por aqui, completamente esgotado, mas totalmente fora do corpo de tanta felicidade.

Fui.
E volto!

Ps1: Na busca pelo sagrado, nada pode dar errado!
Ps2: Gabis e Phil, nos encontramos em Paris!
Ps3: Até quando não há mais no que ajudar, vc encontra uma maneira de ajudar e faz toda a diferença! Muito obrigado!

170- Europe, Here We Go…

bilhetes

Sim! Estou voltando pra Europa nesse domingão! E levarei junto minha irmã!

passaportes

Muitos dias de planejamento, muitas noites sem dormir, muitas negociações, muita ajuda e muitas surpresas…

eurostar

Infinitas pesquisas, muita leitura…

Euros, muitos deles. Algumas libras e mais uns tantos francos suíços…

Ah, trens aqui, trens ali. Eurostar pelo Canal da Mancha, Primeira Classe para a Suíça e Itália!

Dessa vez vai ser como deveria ter sido…
Estou anestesiado.

mapas

Mapas, anotações, informações, guias… É um trabalho sem fim.

O dia do embarque se aproxima e ainda faltam tantas coisas! Isso é que é estar vivo!

Ansiedade + frio na barriga + felicidade!

Meu roteiro?

Algumas das cidades mais interessantes no mundo:  London – Paris – Bern – Brig – Geneve – Chamonix – Zermatt – Zurique – Montreaux – Lausanne – Fribourg – Gruyére – Interlaken – Venice e Roma.

Ps: Os 45 euros por enquanto é tudo o que tenho! Presente bacana!

Próximo passo: câmbio desligo!

Londres:

Paris:

Berna:

Interlaken

Veneza

Roma

169- Air: Love 2

AIR-LOVE-2-blog

Só esperando o download acabar pra ir dormir nas nuvens!
Finalmente!

Ps: Download do Álbum? Clique aqui ou na imagem.