98- Grande Natal de 2008

Este ano, tenho muito o que comemorar.
Um ano de vitórias, de amigos, de conquistas, orgulho, dinheiro no bolso, sonhos, saúde, paz, amor…

Esse Natal vai ser de muitos presentes.

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Dados e recebidos.
Pai, mãe, irmã, avó…

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Esse Natal vai ser de muitas surpresas.
A última eu acabei de preparar pra minha avó.

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Acabei de montar uma caixa recheada pra ela, com tudo o que ela realmente adora.
A bichinha ficou pesada, cheia de novelos de linha e acessórios pra crochê.

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Estou contando as horas pra poder entregar.

Mas a salvação do meu fim de ano se deu por uma conversa do Leone no Msn:
“- Hei, João, vc não tem um PS2 æ na sua casa? Tô precisando terminar uns jogos desse console e tô com um Xbox 360 parado aqui. Não quer fazer uma troca injusta?”
Bom, claro que ele não falou com essas palavras, mas claro que eu sempre uso a minha imaginação para escrever aqui…

Hahaha…

Eu já estava muito feliz em saber que tiraria umas mini-férias do trabalho, do dia 20/12/2008 ao dia 05/01/2009…
Já estava baixando vários filmes em 720p. Deixando uma fila imensa pra poder curtir bem na minha Viera…
Havia comprado dois livros bem gostosos de ler, caso as chuvas de Dezembro insistissem em cortar a energia elétrica…

Estava bem preparado…
Só não contava com esse empréstimo injusto.

O melhor é que tudo veio sem muito pensar.
Falamo-nos num dia e no outro já tinhamos efeituado a troca.

Passei ontem lá na Sta. “Esfingênia” e peguei 4 joguinhos que estava querendo colocar as mãos faz tempo: Tomb Raider Underworld, Banjo-Kazooie Nuts & Bolts, Sonic Unleashed e Prince Of Persia.
Como se não bastassem as pérolas que o Leone me emprestou…

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E de quebra, pra quebrar mesmo as minhas pernas, RE5:

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Ai, ai, ai…

Meu Status não vai ser outro no Msn senão ocupado.

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Entendam, guys!

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Feliz Natal pra todos vcs, meus queridos.

97- Madonna – Stick & Sweet Tour São Paulo 2008

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Enfrentar o trânsito de São Paulo no último dia 20 do ano de 2008 foi uma tarefa agradável.
A cidade estava doce, com um ar cor-de-rosa: Madonna estava por aqui.

No carro, sem som, cruzar a cidade de um ponto a outro foi especial.
Eu, minha irmã e a amiga Bia, maluquinha de primeira grandeza.

Chegamos naquele campo de batalha.
A primeira impressão não era muito boa: um exército de pessoas.

Acabamos indo até a frente do estádio com o carro! Um erro que mesmo sendo erro, não deixou de ser também agradável.

A primeira impressão não imperou.
O exército de pessoas era da paz: casais de namorados, amigos, gays, idosos, pais com seus filhos, filhos com seus pais…
A mulher tem o poder de reunir todas as tribos.

E lá fomos nós.
Após fazer o retorno e encontrar um posto de gasolina para estacionar o carro, marchamos em direção àquela nave espacial que é o estádio do Morumbi.

Santo Deus!
A sensação em se caminhar no meio de tanta gente diferente, numa noite que se esfriava para anunciar uma chuva torrencial era mágico demais.
O ar estava doce. Isso não se perdeu em momento algum.

Marchávamos com os olhos arreganhados.
A explosão de excitação estava ao nosso redor. Todos as pessoas na rua estavam muito felizes.

Encontrar a entrada da arquibancada vermelha não foi tarefa fácil, mas foi novamente agradável.

Na verdade nem vou mais usar essa qualidade, pois até a garoa de 5 minutos que se precipitou sobre nós foi agradável.

Contornamos o estádio, seguindo sempre para a direita.
Subimos uma rua de belos casarões e encontramos a nossa entrada.

Adentrar aquela nave mágica foi marcante.

Com a câmera bem guardada, munido de binóculos, capa de chuva e uma barra de chocolates, cheguei ao centro do estádio:

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A cena foi amedrontadora.
Gelei.
Havia muito mais gente lá dentro do que lá fora e olha que lá fora já parecia um mundo de gente.

Não dava pra acreditar. Era muita gente.
Na hora, a primeira coisa que veio à cabeça foi: “Graças a Deus que não fui de pista”.

Fomos rapidamente passando pela imensa arquibancada, pisando em todas as cadeirinhas vermelhas até chegarmos num canto estratégico.

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Não estávamos bem na arquibancada. Estávamos dentro de uma área, onde os policiais ficam quando tem jogo de futebol.
O lugar era mais VIP que a Pista VIP.
Estávamos protegidos do empurra empurra. Haviam barras de ferro que nos circulavam.
De lá, não sairíamos por nada.
Encontramos um espaço mais que perfeito!
Apelidei esse lugar de Área Helicóptera, pois a visão que tínhamos de tudo era muito privilegiada.

Não dava pra acreditar como tudo tinha sido tão perfeito.
Até a chuva, invejosa, que parecia estar se preparando para dar seu show, acabou transformando-se numa garoa de 5 minutos, que salpicou de gotas a capa de chuva da Bia.
Não deu nem tempo de colocar a minha.
Aquele mundarél de gente se divertindo lá embaixo chamou nossa atenção.
Era descomunal o tamanho da Pista VIP.
Os caras que estavam grudados ao palco e à passarela deveriam ter chegado muito cedo.

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A noite se abriu como uma flor.

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O doce ainda estava no ar, a tempestade havia passado.

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De repente, as luzes brancas do estádio se apagaram.
Luzes roxas e rosas dançaram sob nossas cabeças.
O som foi ensurdecedor.
Era de arrepiar.

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Um box gigantesco se acendeu.
Fatiaram-se imagens, abriu-se uma caixa mágica de sonhos.
O show começou. Não dava pra acreditar…

Tudo muito rosa, tudo muito tecnológico.

Lá estava ela.
Linda. Leve. Doce.
Candy Shop.

Ela foi ovacionada.

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Ela cantou.

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Dançou.

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Quase nem descansou entre uma música e outra…

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Nos encantou…

Music pra minha mãe…
Heartbeat pro Ber…
Miles Away pro Storm!…
Vogue, Hung Up, Like a Prayer pro guri paraense…
4 Minutes pro Savior…

Cada música me fazia lembrar das pessoas que poderiam ter ido comigo…

A mulher arrasou!
Foi progressivo. Cada performance era melhor que a anterior!

Não dá pra negar. O show é um teatro gigantesco, tecnologia, som fodástico…
Ela nem é uma das melhores cantoras do mundo, mas puta merda, convenhamos, a mulher é simplesmente fenomenal ao vivo.
É sem dúvida nenhuma a artista que tem o show mais delicioso de se assistir.

E ela estava muito animada.
Foi muito polida com a platéia.
Trocou os convencionais “Fuck You” e o dedo do meio por acenos, beijos e declarações de amor por São Paulo.
Conversou bastante com a gente, cantou à capella, deu o microfone na mão das pessoas, tocou guitarra…

É essa imagem de uma Madonna feliz, que levo comigo pra sempre.

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O melhor momento pra mim foi quando ela cantou Ray Of Light.
Eu pulei que nem pipoca no meu quadradinho VIP.
Sério, eu dava pulos tão grandes, pois eu me apoiava nas duas barras de ferro e quase voava de tanto impulso que eu dava.
Aquele estádio inteiro gritando todas as frases da música. Celulares e câmeras tremeluzindo suas luzes como um mar de estrelas… Puta cena linda!
Foi insano, agressivo, ecoa até hoje no meu coração.

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Fizemos muitos amigos.

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Chegamos, em parte, até a compartilhar um pouco da nossa área VIP.

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E tão rápido o show começou, tão rápido ele terminou.

As pessoas não conseguiam voltar à realidade.
Aquela mensagem de Game Over nos telões não foi fácil de aceitar.

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As formiguinhas começaram e se dispersar.

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As luzes principais começaram a iluminar novamente, aos poucos, a dura realidade.
Era hora de ir embora.
Aquela sensação de que tudo havia sido perfeito era o prêmio máximo.

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E assim cada um de nós quis registrar tanta realização.

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As pessoas se dirigiam à saída, enquanto nós subíamos até os níveis superiores.
Ainda não havíamos nos desligado daquela experiência.
Agradecíamos pela perfeição do show, pelo lugar maravilhoso que ficamos, pela segurança, pela noite fresca e sem chuva…

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E ao sairmos à rua, marchamos na procissão até o posto de gasolina.
Durante todo o percurso, fragmentos de magia deixados pela rainha do pop podiam ser vistos em pleno ar.

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É impressionante, mas a vontade que eu tinha era de enfrentar tudo aquilo de novo!

A Stick & Sweet Tour não é nem sombra do que foi The Confessions Tour, pelo menos pra mim, que ainda assim só assisti em Dvd.
Mesmo assim, Stick & Sweet Tour é deliciosa, voa aos olhos, passa na velocidade da luz.
Não é tão ousada, não é tão polêmica, é como o próprio nome diz: doce.

Ela disse que volta.
Será?

96- O Abraço

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Quantos anos de amizade, Griffo? Quatro, cinco, seis?

Entra ano, sai ano e a gente tá sempre junto.
Não importa tempestade, distância, tempo ou contratempo. A verdade é que a gente se entende e está sempre sorridente.

Te amo, meu amigo!
Esse seu abraço vale ouro!

Ps: Sem vergonha! Hahaha…* (*Orkut)

95- Viera’s Making Of

O meu primeiro dia de Dezembro foi inesquecível.
Cheguei em casa do trampo e encontrei uma caixa monstro no meio da minha sala:

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Minha New Plasma havia chegado!

Após o choque da minha mãe passar – pois a caixa gigante era maior que o sofá da sala – finalmente a instalei.

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A caixa era linda, mas o conteúdo era muito mais.
Os quase 38 kilos revelaram o design perfeito, a máxima tecnologia.

Foi unânime o amor à primeira vista. Todos aqui ficaram apaixonados, mesmo com ela desligada.

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A imensa tela da New Plasma sofisticou minha parede.

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A caótica sala se encheu de bom gosto e por mais que ao redor dessa nobre senhorita, pobres súditos a fizessem companhia, o resultado final ficou muito superior ao que eu almejava.

Alguns ajustes aqui.

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Algumas conexões ali.

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Alongamentos finais…

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E no fim ela se mostra bela e poderosa. O centro para todos os olhos da sala.

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As mãos tremem na hora de colocar as pilhas no controle remoto.

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No fim das contas, sempre dá tudo certo.

Ao ligá-la, reparei na cara de deslumbramento dos meus pais.
Se eu estava boquiaberto com tanta qualidade de imagem e som, meus velhinhos então…

A contemplação, a conquista, o prazer, o conforto em assistir tudo com alta definição…

Conectei a saída extra da placa de vídeo do PC à New Plasma e após uma boa hora configurando tela e resolução, botei um episódio de Dexter (720 pixels HDTV) pra minha mãe conferir.
Ahhhhhhhhhhhh… Até eu que já tinha visto isso em lojas não resisti! Fodástico!

Sofá?
Quem precisa de sofá?
Hahaha…

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Ps1: Se 720 pixels já fazem esse estrago na imagem, fico imaginando os tais 1920 x 1080p;
Ps2: Liguei ele e deu até dó;
Ps3: Próxima aquisição, se Deus quiser. 3 entradas HDMI e nada pra conectar lá. Hehehe…

94- Osmyo

Depois do dia 04-12-2008, nunca mais serei o mesmo!

O registro sonoro vai me fazer lembrar deste dia por muitas e muitas décadas:

***Download/Listen Osmyo Mp3***

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Fiz uma loucura com o meu 13º:

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Review Outerspace

92- Life Onboard

Isso muito me lembra uma determinada rotina em minha vida… Hehehe…

91- Cyndi Lauper In Sampa City

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Comecei a ouvir Cyndi pra valer por causa de um figurino.
O figurino era poderoso, vibrante, chegava quase a incomodar…

Aquela figura com chapéu vermelho, olhos marcados e cabelo amarelo se destacava dentre todas as outras capas de cds.
Eu tentava fugir daquela imagem, mas ela me perseguia.

Foi então que vi o remake em vídeo de Hey Now (Girls Just Want To Have Fun) e associei àquela coleção de cores quentes.

Precisava ter aquilo em alto e bom som.
Havia algo muito especial naquilo tudo. Uma energia, uma voz tocante, única e singular.

Sim. Escutar Cyndi Lauper eu escutei a vida inteira, mas o meu primeiro álbum foi a bendita coletânea Twelve Deadly Cyns… And Then Some…

Esse álbum definiu uma mudança brusca na escolha das próximas trilhas sonoras pra embalar minha vida.
Antes desse álbum, confesso ser eletrônico demais.
A Cyndi trouxe bastante rock e pop para o meu universo musical.
Descobri-la, álbum após álbum, foi uma deliciosa aventura sonora.

A vida ia muito bem.
Depois de Twelve Deadly, nunca mais perdi o horizonte da cantora de vista, sempre a acompanhei.

Mrs. Lauper sempre lançou ótimos álbuns.
Há quem diga que sua fama se deve apenas as cores verdadeiras, as garotas que só querem se divertir e as baladinhas românticas incansavelmente tocadas nas rádios do mundo todo.
Há quem discorde disso assim como eu.

Aqueles que pararam no tempo, pararam no tempo.
A Cyndi nunca parou.
Basta apenas uma pequena pesquisa em seus mais recentes álbuns para deixar-se cativar por hinos tão perfeitos quanto os antigos.
Seja no seu álbum de estréia, seja em Shine, Sisters Of Avalon, em seu álbum natalino… Seja Iko Iko, seja seu dueto com Sinatra, acústico com Shaggy, Sarah McLachlan ou as japonesas Puffy AmiYumi, sejam seus covers, suas inéditas ou seus hits reestruturados… Cyndi Lauper é, foi e será uma puta artista.

Nem vale gastar palavra pra compará-la à Madonna. Ela é incomparável.
Às vezes, costumo classificá-la como uma segunda Björk… Claro que essa comparação funciona apenas na minha cabeça.
O domínio de voz, o simples fato de que é uma das poucas cantoras que tem singularidade vocal quase impossível de se imitar, me fazem compará-la à islandeusa…

A Cyndi era isso pra mim. Um piano de caudas… Uma fada meio bruxa… Uma cantora alienígena… Um desses seres que de tão irreais que são, parecem que existem apenas em pensamento.
Era assim até essa quinta-feira 13, de um doce Novembro.

Foi nesse dia que conheci a Cyndi fisicamente.
Sob o mesmo teto respiramos o mesmo ar.
Estávamos separados apenas por uma platéia. Uma platéia há muito tempo ansiosa, carente e sincronizada…

Mas antes de falar do show, preciso falar da aventura pré-show.

Quinta-feira de trampo na Criacittá prometia ser absurdamente insana de tanto trabalho.
Com os projetos Havaianas Europa 2009 e Faber Vitrine Volta Às Aulas, eu tinha quase certeza de que não conseguiria sair a tempo de pegar o começo da fila…

Terminei alguns desenhos à mão, escaneei as paradas, corri pra diagramar tudo e fui tomar banho.
Havia levado roupa pra trocar, shampoo, toalha, perfume…
Deixei a minha mochila com o Shorney e levei apenas o essencial: ingresso, alguns trocados e um frio na barriga gigantesco.

Tomei o trem na estação Imperatriz Leopoldina e desci na Presidente Altino, peguei o trem moderno com destino ao Grajaú e desci naquele paraíso de alto nível que é a região da Vila Olímpia.

A fila para o show já cortava o quarteirão.
Sabia que deveria ter vindo mais cedo, mas relaxei. Na busca pelo sagrado, nada pode dar errado. Confiei.

Os vendedores de rua invocavam a chuva a todo instante. Eles repetiam incansavelmente que se não comprássemos suas capas de chuva agora, na hora da chuva elas quadruplicariam de preço!
Soletrei alguns encantamentos que garantiram um céu sem gotas e desestressei legal.

Rapidamente fiz amizade com o pessoal naquele final de tarde.
Uma publicitária simpática deu início a uma conversinha básica de fãs em fila.
Um rapaz com uma camisa branca, com a bandeira da Inglaterra bordada no peito ganhou atenção especial.
Ele havia vindo de muito longe especialmente para o show da Cyndi.
Não foi preciso muito mais que isso para que ele nos cativasse.

Em pouco tempo de conversa, havíamos nos tornados fãs da causa do rapaz da camisa branca.
Ele é daqueles que não mede esforços para a realização de um sonho.

A fila andou.
O coração batia forte.
Perdi-me dos amigos da fila, mas o novo amigo permaneceu ao meu lado o tempo todo.

Tentei encontrar a Allyne e o LF, mas o celular havia morrido.

Entramos no Via Funchal e eu podia conferir um pessoal fanático vestido a caráter.
Havia uma sósia da Cyndi usando aquele famoso vestido de tiras de jornal…

Bah, tanta gente bacana reunida… A noite prometia…

Entramos na área da pista. Puta magia no ar. Muitas pessoas bonitas.
A grade já havia sido tomada.
Encontramos um bom lugar, estrategicamente no meio perfeito entre as grandes caixas de som.

Não dava pra desejar companhia melhor. O rapaz se mostrou amigo de outra vida.

Conhecemos duas divertidas garotas de Guarulhos. A professora de História e a garota do cigarro.
Ficamos conversando por horas, rindo por outras.
Trocamos e-mails, elas tiraram fotos da gente, a gente tirou fotos delas… (Espero que elas tenham anotado direito meu contato).

Conversa vai, conversa vem e nada do show começar.

A canseira já me amolecia mais do que o esperado.
Após um dia inteiro de trabalho, a perna já começava a falhar, a fome já apitava o estômago…
Engoli o chiclete que a professora havia me dado… Ele me salvou por alguns instantes…

O coração pulava. A ansiedade pressionava o peito.
De repente, gritei. Chamei o começo do show. Assim, sem mais nem menos.
Como num passe de mágica o show começou.
Foi sem querer, mas funcionou.

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Os próximos minutos voaram.
O clima esquentou a ponto de lavar-nos de energia.

Os fãs ficaram loucos ao primeiro sinal da presença de Lauper no palco.
Ela entrou e nos hipnotizou.

Apesar da meia idade soar como um peso, a diva parecia ter tomado algum elixir da juventude, pois sua vitalidade e seu jeito de moleca imperaram naquele palco.

Não é preciso falar que o show foi espetacular, pois ambas mídias já o fizeram e com muitos detalhes.
O que posso ressaltar aqui é a experiência que ficou, a marca que vai permanecer gravada no meu coração.

Nunca imaginei cantar à plenos pulmões, músicas que até então só ouvia em casa.
Lavei-me de energia. Sentia o suor dos outros em mim.
Aquele show me encheu de vida, me renovou.

Lá eu encontrei a minha estamina. A recarga para aguentar dias turbulentos.
Lá eu me energizei de uma forma a suportar todos os dias restantes do ano.

A platéia foi perfeita.
Havia uma possível vovó ao meu lado, senhores e senhoras de meia idade, gays enlouquecidos, garotas bailarinas, uma criança nos ombros de um pai nostálgico, casais enamorados…
Todos se respeitavam, todos dançavam, pulavam e suavam…
O show foi perfeito.
Foi perfeito quando ela nos surpreendeu cantando as primeiras letras do tema de Goonies… Ela já não cantava essa fazia um bom tempo…

Eu não conseguia acreditar no tamanho da nossa sorte.

A todo instante ela abria um dicionário de português e tentava ler algumas frases simpáticas no nosso idioma.
Ela não acertou uma sequer, mas arrancou assim suspiros, sorrisos e aplausos da platéia.
Sua fofura flutuava entre diálogos animados, aqueles seus passinhos característicos, aquele seu jeito único de dançar, contraindo ombros, fazendo biquinho e pulando de um canto a outro.
Sua potência se acentuava nos agudos e nas improvisações. Girls Just Wanna Have Fun ganhou versão estendida, com direito a uma escala vocal surreal. Comprovar que a diva estava em plena forma foi defintivamente impressionante.

Ela chorou. Sua backing vocal chorou.
Todos cantaram todas as músicas. A emoção vinha da platéia para palco, do palco para a platéia.
O coro de vozes era tão alto que dava pra sentir a vibração no ar.

No final do show, Cindy Lauper deixou uma bonita mensagem para todos os brasileiros, evidenciando a qualidade do nosso povo batalhador, relembrando a todo instante para buscarmos nossos sonhos e não desistirmos de nossas metas.
O melhor ela deixou no ar em sua última frase: See you guys in next year!

O silêncio invadiu a cena.

Deixar a casa de espetáculos não foi uma tarefa fácil. Ninguém queria voltar à realidade.

Aos poucos fomos regressando à dimensão real.
Todos estavam ensopados de felicidade.

Doía caminhar, quanto mais imaginar como conseguiríamos chegar à rua.

Olhávamos para o palco, com medo que ainda houvesse mais uma palhinha.
Não havia mais nada.

Fomos sair da casa de espetáculos depois de muito tempo.
O ar gelado nos abraçou.

A Cyndi havia se tornado sonho mais uma vez…
Mas havia se tornado um sonho sonhado de uma realidade vivida…
E como se não bastasse tantas coisas boas, eu ainda havia ganhado um Amigo com letra maiúscula!

Desmaiamos num táxi à caminho da Paulista.
Não foi fácil despedir-se do Amigo!

90- Sangue Novo (Sem Spoilers)

Atualmente, tenho sustentado poucos vícios.
Enquanto Lost não retorna, a gente se vira como pode.
Sangue sintético é a solução! Santos japoneses!

Que vontade de experimentar! É que nem barra de chocolate Wonka…
Bonito demais pra não se provar…

O foda é que quando começam a pipocar novidades, é uma atrás da outra.
Dexters e Ugly Betties a parte, vim aqui falar um pouco sobre uma série simplesmente fantástica: True Blood.

Ainda não dá pra falar tudo o que quero – poucas pessoas a assistiram.
É por isso que vou falar pouco e mostrar mais.

Descobri outro dia, por acaso.
Lá estavam eles, os torrents e as legendas dos três primeiros episódios…

Confesso que histórias sobre vampiros, hoje, já não me atraem como antigamente.
Mas se algo me puxou para True Blood, foi o fato de saber que havia dedo dos produtores de Six Feet Under…
Tá certo que o selo de qualidade HBO é outro chamativo piscante…
Na verdade descobri isso passeando pela Outerspace…

Resolvi baixar para conferir.
No máximo se fosse muita viagem, eu teria apenas perdido tempo de download e dispensado alguns cliques de mouse para excluir os arquivos…

O primeiro episódio é bem viajado, mas o universo abordado é promissor e singular.
Talvez por esse motivo, as coisas passem rápido demais aos olhos e ao entendimento. Definitivamente não assimilamos tudo numa única vez, são muitos detalhes. É preciso passar os olhos uma segunda vez…

O segundo episódio já te deixa intrigado.
Os personagens secundários ganham destaque, te cativam…

O terceiro vc já está de quatro pela profundidade, pelos pequeninos dramas que se ampliam…

No quarto episódio vc já está mergulhado…

Assisti o oitavo esses dias e posso dizer sem rodeios, não só tem dedo dos produtores de Six Feet Under, como tem alma de Six Feet Under…
Bom demais…

True Blood é uma série diferente sobre vampiros diferentes.

O sangue dos humanos ainda é uma uma peça importante na história dos vampiros, mas o bacana aqui é que o sangue dos vampiros é muito mais interessante para a vida dos humanos.

Isso sem falar da deliciosa embalagem de Tru Blood, o sangue sintético engarrafado e desenvolvido pelos japoneses.

Os vampiros já não são mais os mesmos…

A fórmula é infalível.
Imagine uma cidadezinha caipira no interior dos Estados Unidos, uma avó do tipo avó do Peter Parker, vampiros e mais vampiros, uma garota que pode ler a mente das pessoas, uma menina bocuda com um coração de ouro, um jovem tarado divertidamente atrapalhado, um gay contrabandista, uma possuída, a fofoqueira, o bom garoto, o dono do bar…
Junte tudo àquele diferencial que é a impecabilidade e o timming perfeitos de Six Feet Under e pronto, não há como resistir.

True Blood te pega pelo pescoço.
Protagonistas cativantes, coadjuvantes precisos.

Toda vez que sai episódio novo, revejo todos os anteriores de uma única vez.

Em cada novo episódio, mais personagens interessantes.
Nem sempre o mais jovem é o menos experiente. Basta observar o olhar do poderoso Eric ou do misterioso Bill.

Dizem os mais sábios, que os antigos vampiros adoravam brincar com palavras.
Fangtasia é o nome da experiência mais excitante e perigosa. Quase uma Disneyland sexual.
Lá, humanos e vampiros celebram os prazeres carnais.

Bom, falei demais.
Vou esperar que mais pessoas assistam.

Os torrents e as legendas dos oito primeiros episódios, vc encontra ***AQUI*** para download.

Enjoy it! Recomendadíssimo.

89- ZooDoJooIn12oGBIpodMode

Demorô, mas finalmente é meu.
O mais bacana, foi a forma como eu o adqüiri, mas isso é história pra outro post…

E viva o poder dos 120 gigaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas!