Arquivo da categoria: Show

Grandes performances

158- Lily Allen No Brasil

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Comprei!

Vamos?

16 de Setembro

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***Download Best Of Lily Allen By Joaoeliasdebrito***
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Tracklist:

01 Everyone’s At It
02 The Fear
03 Knock’em Out
04 Not Fair
05 LDN
06 22
07 Everything’s Just Wonderful
08 I Could Say
09 Never Gonna Happen
10 Fuck You
11 Who’d Have Known
12 Chinese
13 Alfie
14 He Wasn’t There
15 Wanna Be
16 Fag Hag
17 Mr Blue Sky
18 Smile Acoustic

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120- Desfile Das Campeãs – Anhembi 2009

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O Carnaval deste ano teve um significado especial.
Além do fato de ter participado dos dois projetos, Camarote Bar Brahma 2009 e Camarote SP Turis 2009, caminhar até o trabalho, diariamente, fez com que algo se acendesse no meu coração.

É que no caminho da estação do trem até à Cria, há um galpão improvisado da Pérola Negra bem debaixo de um viaduto, cheio de carros alegóricos em construção.
Acompanhei os talentosos do carnaval darem vida aos mais notáveis seres mágicos. Da fibra de vidro ao plástico, do aço e ferro retorcido às madeiras, carpete, lantejoulas, plumas e espumas…
Era algo progressivo.

Cheguei à festa na calada da noite.
A noite estava preciosa, quente e sem gotas de chuva.

De onde vem tanta magia?
Por que as pessoas saem do seus corpos nessa época?
De onde tiram tanta força?

Como as pessoas se dão para fazer esta festa acontecer. Dão sangue, suor e lágrimas.
Como pessoas simples se transformam em voluntários habilidosos.

Essas imagens de tanto trabalho e dedicação me acompanharam por muitos meses, principalmente nos dias que antecederam os desfiles.
Ver essa evolução toda preparou meu espírito para o que eu encontraria no Sambódromo.

Capturei o giro da porta-bandeira e seu animado mestre-sala.
Reparei na lágrima que escorreu dos olhos da baiana quando ela passou por mim.

Encontrei a magia inexplicável.
Encontrei a sabedoria no rosto dos mais jovens.
Encontrei a alegria infantil estampada na cara das pessoas mais velhas.
Encontrei a explosão de prazer que anestesia dor e cansaço.
Encontrei o orgulho estampado no peito daqueles que passavam por mim.

Nunca pensei assistir tal espetáculo de tão perto.
Estava colado à beirada da avenida.
Todos passavam por mim…

Uma costureira…
Um advogado…
O médico e o paciente…
O chefe e o empregado…

Vi belas meninas com seus corpos dourados.
Mas também vi senhoras com a alma dourada.
Todos iluminados…
Todos usando máscaras…

Nesse dia todos são especiais…
Todos brilham…

Carnaval é religião, é necessidade.
É hóstia para o corpo, é alimento para a alma.
Cai em nossas cabeças como luz divina.
Percorre nossa medula como adrenalina.

Dava pra sentir o pulsar dos corações e artérias…
Dava pra ouvir a respiração…
Dava pra desejar boa sorte e ser agradecido com um olhar…

Cada um é uma pequena lantejoula…
Uma pequena lantejoula do todo que brilha e invade a avenida como uma onda…

O Carnaval transforma as pessoas.
O Carnaval contamina a carne, provoca sorrisos, explode em desejo.

Assim vi passar a Gaviões, a Mocidade…
Assim percebi que toda vez que a bateria se aproximava, eu ficava eufórico…
Não dá pra imaginar outro lugar pra estar.
Se eu for algum dia desfilar, é nessa ala que eu vou.

A massa evolui.
Cada ala tinge a avenida de vida.
Um mar da cor do arco-íris.
Um arco-íris humano, cheio de pais, esposas, avós, amigos, filhos, tios, sobrinhas e compadres.
Se a família não está na avenida, está assistindo, se não está assistindo, está de alguma forma conectada a alguém que está flutuando nesse mundo.

E completamente apaixonado por tudo, nem percebi que o dia chegava.
Havia perdido a noção do tempo/espaço.

Voltei para o Aeroclube para tomar o café da manhã em grande estilo lá no bar do hangar.
Finalmente um Carnaval pra se falar até o fim da vida.

97- Madonna – Stick & Sweet Tour São Paulo 2008

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Enfrentar o trânsito de São Paulo no último dia 20 do ano de 2008 foi uma tarefa agradável.
A cidade estava doce, com um ar cor-de-rosa: Madonna estava por aqui.

No carro, sem som, cruzar a cidade de um ponto a outro foi especial.
Eu, minha irmã e a amiga Bia, maluquinha de primeira grandeza.

Chegamos naquele campo de batalha.
A primeira impressão não era muito boa: um exército de pessoas.

Acabamos indo até a frente do estádio com o carro! Um erro que mesmo sendo erro, não deixou de ser também agradável.

A primeira impressão não imperou.
O exército de pessoas era da paz: casais de namorados, amigos, gays, idosos, pais com seus filhos, filhos com seus pais…
A mulher tem o poder de reunir todas as tribos.

E lá fomos nós.
Após fazer o retorno e encontrar um posto de gasolina para estacionar o carro, marchamos em direção àquela nave espacial que é o estádio do Morumbi.

Santo Deus!
A sensação em se caminhar no meio de tanta gente diferente, numa noite que se esfriava para anunciar uma chuva torrencial era mágico demais.
O ar estava doce. Isso não se perdeu em momento algum.

Marchávamos com os olhos arreganhados.
A explosão de excitação estava ao nosso redor. Todos as pessoas na rua estavam muito felizes.

Encontrar a entrada da arquibancada vermelha não foi tarefa fácil, mas foi novamente agradável.

Na verdade nem vou mais usar essa qualidade, pois até a garoa de 5 minutos que se precipitou sobre nós foi agradável.

Contornamos o estádio, seguindo sempre para a direita.
Subimos uma rua de belos casarões e encontramos a nossa entrada.

Adentrar aquela nave mágica foi marcante.

Com a câmera bem guardada, munido de binóculos, capa de chuva e uma barra de chocolates, cheguei ao centro do estádio:

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A cena foi amedrontadora.
Gelei.
Havia muito mais gente lá dentro do que lá fora e olha que lá fora já parecia um mundo de gente.

Não dava pra acreditar. Era muita gente.
Na hora, a primeira coisa que veio à cabeça foi: “Graças a Deus que não fui de pista”.

Fomos rapidamente passando pela imensa arquibancada, pisando em todas as cadeirinhas vermelhas até chegarmos num canto estratégico.

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Não estávamos bem na arquibancada. Estávamos dentro de uma área, onde os policiais ficam quando tem jogo de futebol.
O lugar era mais VIP que a Pista VIP.
Estávamos protegidos do empurra empurra. Haviam barras de ferro que nos circulavam.
De lá, não sairíamos por nada.
Encontramos um espaço mais que perfeito!
Apelidei esse lugar de Área Helicóptera, pois a visão que tínhamos de tudo era muito privilegiada.

Não dava pra acreditar como tudo tinha sido tão perfeito.
Até a chuva, invejosa, que parecia estar se preparando para dar seu show, acabou transformando-se numa garoa de 5 minutos, que salpicou de gotas a capa de chuva da Bia.
Não deu nem tempo de colocar a minha.
Aquele mundarél de gente se divertindo lá embaixo chamou nossa atenção.
Era descomunal o tamanho da Pista VIP.
Os caras que estavam grudados ao palco e à passarela deveriam ter chegado muito cedo.

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A noite se abriu como uma flor.

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O doce ainda estava no ar, a tempestade havia passado.

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De repente, as luzes brancas do estádio se apagaram.
Luzes roxas e rosas dançaram sob nossas cabeças.
O som foi ensurdecedor.
Era de arrepiar.

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Um box gigantesco se acendeu.
Fatiaram-se imagens, abriu-se uma caixa mágica de sonhos.
O show começou. Não dava pra acreditar…

Tudo muito rosa, tudo muito tecnológico.

Lá estava ela.
Linda. Leve. Doce.
Candy Shop.

Ela foi ovacionada.

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Ela cantou.

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Dançou.

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Quase nem descansou entre uma música e outra…

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Nos encantou…

Music pra minha mãe…
Heartbeat pro Ber…
Miles Away pro Storm!…
Vogue, Hung Up, Like a Prayer pro guri paraense…
4 Minutes pro Savior…

Cada música me fazia lembrar das pessoas que poderiam ter ido comigo…

A mulher arrasou!
Foi progressivo. Cada performance era melhor que a anterior!

Não dá pra negar. O show é um teatro gigantesco, tecnologia, som fodástico…
Ela nem é uma das melhores cantoras do mundo, mas puta merda, convenhamos, a mulher é simplesmente fenomenal ao vivo.
É sem dúvida nenhuma a artista que tem o show mais delicioso de se assistir.

E ela estava muito animada.
Foi muito polida com a platéia.
Trocou os convencionais “Fuck You” e o dedo do meio por acenos, beijos e declarações de amor por São Paulo.
Conversou bastante com a gente, cantou à capella, deu o microfone na mão das pessoas, tocou guitarra…

É essa imagem de uma Madonna feliz, que levo comigo pra sempre.

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O melhor momento pra mim foi quando ela cantou Ray Of Light.
Eu pulei que nem pipoca no meu quadradinho VIP.
Sério, eu dava pulos tão grandes, pois eu me apoiava nas duas barras de ferro e quase voava de tanto impulso que eu dava.
Aquele estádio inteiro gritando todas as frases da música. Celulares e câmeras tremeluzindo suas luzes como um mar de estrelas… Puta cena linda!
Foi insano, agressivo, ecoa até hoje no meu coração.

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Fizemos muitos amigos.

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Chegamos, em parte, até a compartilhar um pouco da nossa área VIP.

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E tão rápido o show começou, tão rápido ele terminou.

As pessoas não conseguiam voltar à realidade.
Aquela mensagem de Game Over nos telões não foi fácil de aceitar.

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As formiguinhas começaram e se dispersar.

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As luzes principais começaram a iluminar novamente, aos poucos, a dura realidade.
Era hora de ir embora.
Aquela sensação de que tudo havia sido perfeito era o prêmio máximo.

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E assim cada um de nós quis registrar tanta realização.

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As pessoas se dirigiam à saída, enquanto nós subíamos até os níveis superiores.
Ainda não havíamos nos desligado daquela experiência.
Agradecíamos pela perfeição do show, pelo lugar maravilhoso que ficamos, pela segurança, pela noite fresca e sem chuva…

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E ao sairmos à rua, marchamos na procissão até o posto de gasolina.
Durante todo o percurso, fragmentos de magia deixados pela rainha do pop podiam ser vistos em pleno ar.

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É impressionante, mas a vontade que eu tinha era de enfrentar tudo aquilo de novo!

A Stick & Sweet Tour não é nem sombra do que foi The Confessions Tour, pelo menos pra mim, que ainda assim só assisti em Dvd.
Mesmo assim, Stick & Sweet Tour é deliciosa, voa aos olhos, passa na velocidade da luz.
Não é tão ousada, não é tão polêmica, é como o próprio nome diz: doce.

Ela disse que volta.
Será?

91- Cyndi Lauper In Sampa City

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Comecei a ouvir Cyndi pra valer por causa de um figurino.
O figurino era poderoso, vibrante, chegava quase a incomodar…

Aquela figura com chapéu vermelho, olhos marcados e cabelo amarelo se destacava dentre todas as outras capas de cds.
Eu tentava fugir daquela imagem, mas ela me perseguia.

Foi então que vi o remake em vídeo de Hey Now (Girls Just Want To Have Fun) e associei àquela coleção de cores quentes.

Precisava ter aquilo em alto e bom som.
Havia algo muito especial naquilo tudo. Uma energia, uma voz tocante, única e singular.

Sim. Escutar Cyndi Lauper eu escutei a vida inteira, mas o meu primeiro álbum foi a bendita coletânea Twelve Deadly Cyns… And Then Some…

Esse álbum definiu uma mudança brusca na escolha das próximas trilhas sonoras pra embalar minha vida.
Antes desse álbum, confesso ser eletrônico demais.
A Cyndi trouxe bastante rock e pop para o meu universo musical.
Descobri-la, álbum após álbum, foi uma deliciosa aventura sonora.

A vida ia muito bem.
Depois de Twelve Deadly, nunca mais perdi o horizonte da cantora de vista, sempre a acompanhei.

Mrs. Lauper sempre lançou ótimos álbuns.
Há quem diga que sua fama se deve apenas as cores verdadeiras, as garotas que só querem se divertir e as baladinhas românticas incansavelmente tocadas nas rádios do mundo todo.
Há quem discorde disso assim como eu.

Aqueles que pararam no tempo, pararam no tempo.
A Cyndi nunca parou.
Basta apenas uma pequena pesquisa em seus mais recentes álbuns para deixar-se cativar por hinos tão perfeitos quanto os antigos.
Seja no seu álbum de estréia, seja em Shine, Sisters Of Avalon, em seu álbum natalino… Seja Iko Iko, seja seu dueto com Sinatra, acústico com Shaggy, Sarah McLachlan ou as japonesas Puffy AmiYumi, sejam seus covers, suas inéditas ou seus hits reestruturados… Cyndi Lauper é, foi e será uma puta artista.

Nem vale gastar palavra pra compará-la à Madonna. Ela é incomparável.
Às vezes, costumo classificá-la como uma segunda Björk… Claro que essa comparação funciona apenas na minha cabeça.
O domínio de voz, o simples fato de que é uma das poucas cantoras que tem singularidade vocal quase impossível de se imitar, me fazem compará-la à islandeusa…

A Cyndi era isso pra mim. Um piano de caudas… Uma fada meio bruxa… Uma cantora alienígena… Um desses seres que de tão irreais que são, parecem que existem apenas em pensamento.
Era assim até essa quinta-feira 13, de um doce Novembro.

Foi nesse dia que conheci a Cyndi fisicamente.
Sob o mesmo teto respiramos o mesmo ar.
Estávamos separados apenas por uma platéia. Uma platéia há muito tempo ansiosa, carente e sincronizada…

Mas antes de falar do show, preciso falar da aventura pré-show.

Quinta-feira de trampo na Criacittá prometia ser absurdamente insana de tanto trabalho.
Com os projetos Havaianas Europa 2009 e Faber Vitrine Volta Às Aulas, eu tinha quase certeza de que não conseguiria sair a tempo de pegar o começo da fila…

Terminei alguns desenhos à mão, escaneei as paradas, corri pra diagramar tudo e fui tomar banho.
Havia levado roupa pra trocar, shampoo, toalha, perfume…
Deixei a minha mochila com o Shorney e levei apenas o essencial: ingresso, alguns trocados e um frio na barriga gigantesco.

Tomei o trem na estação Imperatriz Leopoldina e desci na Presidente Altino, peguei o trem moderno com destino ao Grajaú e desci naquele paraíso de alto nível que é a região da Vila Olímpia.

A fila para o show já cortava o quarteirão.
Sabia que deveria ter vindo mais cedo, mas relaxei. Na busca pelo sagrado, nada pode dar errado. Confiei.

Os vendedores de rua invocavam a chuva a todo instante. Eles repetiam incansavelmente que se não comprássemos suas capas de chuva agora, na hora da chuva elas quadruplicariam de preço!
Soletrei alguns encantamentos que garantiram um céu sem gotas e desestressei legal.

Rapidamente fiz amizade com o pessoal naquele final de tarde.
Uma publicitária simpática deu início a uma conversinha básica de fãs em fila.
Um rapaz com uma camisa branca, com a bandeira da Inglaterra bordada no peito ganhou atenção especial.
Ele havia vindo de muito longe especialmente para o show da Cyndi.
Não foi preciso muito mais que isso para que ele nos cativasse.

Em pouco tempo de conversa, havíamos nos tornados fãs da causa do rapaz da camisa branca.
Ele é daqueles que não mede esforços para a realização de um sonho.

A fila andou.
O coração batia forte.
Perdi-me dos amigos da fila, mas o novo amigo permaneceu ao meu lado o tempo todo.

Tentei encontrar a Allyne e o LF, mas o celular havia morrido.

Entramos no Via Funchal e eu podia conferir um pessoal fanático vestido a caráter.
Havia uma sósia da Cyndi usando aquele famoso vestido de tiras de jornal…

Bah, tanta gente bacana reunida… A noite prometia…

Entramos na área da pista. Puta magia no ar. Muitas pessoas bonitas.
A grade já havia sido tomada.
Encontramos um bom lugar, estrategicamente no meio perfeito entre as grandes caixas de som.

Não dava pra desejar companhia melhor. O rapaz se mostrou amigo de outra vida.

Conhecemos duas divertidas garotas de Guarulhos. A professora de História e a garota do cigarro.
Ficamos conversando por horas, rindo por outras.
Trocamos e-mails, elas tiraram fotos da gente, a gente tirou fotos delas… (Espero que elas tenham anotado direito meu contato).

Conversa vai, conversa vem e nada do show começar.

A canseira já me amolecia mais do que o esperado.
Após um dia inteiro de trabalho, a perna já começava a falhar, a fome já apitava o estômago…
Engoli o chiclete que a professora havia me dado… Ele me salvou por alguns instantes…

O coração pulava. A ansiedade pressionava o peito.
De repente, gritei. Chamei o começo do show. Assim, sem mais nem menos.
Como num passe de mágica o show começou.
Foi sem querer, mas funcionou.

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Os próximos minutos voaram.
O clima esquentou a ponto de lavar-nos de energia.

Os fãs ficaram loucos ao primeiro sinal da presença de Lauper no palco.
Ela entrou e nos hipnotizou.

Apesar da meia idade soar como um peso, a diva parecia ter tomado algum elixir da juventude, pois sua vitalidade e seu jeito de moleca imperaram naquele palco.

Não é preciso falar que o show foi espetacular, pois ambas mídias já o fizeram e com muitos detalhes.
O que posso ressaltar aqui é a experiência que ficou, a marca que vai permanecer gravada no meu coração.

Nunca imaginei cantar à plenos pulmões, músicas que até então só ouvia em casa.
Lavei-me de energia. Sentia o suor dos outros em mim.
Aquele show me encheu de vida, me renovou.

Lá eu encontrei a minha estamina. A recarga para aguentar dias turbulentos.
Lá eu me energizei de uma forma a suportar todos os dias restantes do ano.

A platéia foi perfeita.
Havia uma possível vovó ao meu lado, senhores e senhoras de meia idade, gays enlouquecidos, garotas bailarinas, uma criança nos ombros de um pai nostálgico, casais enamorados…
Todos se respeitavam, todos dançavam, pulavam e suavam…
O show foi perfeito.
Foi perfeito quando ela nos surpreendeu cantando as primeiras letras do tema de Goonies… Ela já não cantava essa fazia um bom tempo…

Eu não conseguia acreditar no tamanho da nossa sorte.

A todo instante ela abria um dicionário de português e tentava ler algumas frases simpáticas no nosso idioma.
Ela não acertou uma sequer, mas arrancou assim suspiros, sorrisos e aplausos da platéia.
Sua fofura flutuava entre diálogos animados, aqueles seus passinhos característicos, aquele seu jeito único de dançar, contraindo ombros, fazendo biquinho e pulando de um canto a outro.
Sua potência se acentuava nos agudos e nas improvisações. Girls Just Wanna Have Fun ganhou versão estendida, com direito a uma escala vocal surreal. Comprovar que a diva estava em plena forma foi defintivamente impressionante.

Ela chorou. Sua backing vocal chorou.
Todos cantaram todas as músicas. A emoção vinha da platéia para palco, do palco para a platéia.
O coro de vozes era tão alto que dava pra sentir a vibração no ar.

No final do show, Cindy Lauper deixou uma bonita mensagem para todos os brasileiros, evidenciando a qualidade do nosso povo batalhador, relembrando a todo instante para buscarmos nossos sonhos e não desistirmos de nossas metas.
O melhor ela deixou no ar em sua última frase: See you guys in next year!

O silêncio invadiu a cena.

Deixar a casa de espetáculos não foi uma tarefa fácil. Ninguém queria voltar à realidade.

Aos poucos fomos regressando à dimensão real.
Todos estavam ensopados de felicidade.

Doía caminhar, quanto mais imaginar como conseguiríamos chegar à rua.

Olhávamos para o palco, com medo que ainda houvesse mais uma palhinha.
Não havia mais nada.

Fomos sair da casa de espetáculos depois de muito tempo.
O ar gelado nos abraçou.

A Cyndi havia se tornado sonho mais uma vez…
Mas havia se tornado um sonho sonhado de uma realidade vivida…
E como se não bastasse tantas coisas boas, eu ainda havia ganhado um Amigo com letra maiúscula!

Desmaiamos num táxi à caminho da Paulista.
Não foi fácil despedir-se do Amigo!

85- Skol Beats 2008

Esvaziei minha carteira.
Apanhei a câmera e encapei-a com o couro da dita cuja.
O volume resultante poderia ser mal interpretado. Mesmo assim, eu deveria arriscar.

Guardei os ingressos no bolso interno do agasalho.
Apanhei boné, alguns graúdos, certos documentos, meu protetor labial, algumas balas… Nada pra pesar muito…

Refresquei desodorante pelo corpo todo.
Borrifei perfume nas partes corretas…

Calcei um tênis confortavelmente colorido e deixei minha casa exatamente ao som das doze badaladas.

A balada prometia…

Encontrei um Mr. Ber pontualmente perdido e ansioso.
O guri estava mais elétrico do que eu.

Chegamos minutos depois ao Inferno Eletrônico.

A festa pipocava de longe. Dava pra sentir a vibe.
Os ingressos escorregavam da mão! Davam choque.

Adentrar o Skol Beats 2008 foi uma experiência única.
Todo o trabalho de três meses de Cria estavam ali, transformados, colados, amarrados, encantados…

Nem bem entrei e não pude me conter. Já estava em transe profundo.

Lá estava o palco. As testeiras. Os vetores…

Aquilo que havia começado com um simples puxãozinho de mouse havia se transformado em algo grandioso…

Nem bem entramos e já conhecemos duas japinhas graciosas que nos acompanharam até o outro lado da festa.

As minhas testeiras!
Caixa, bilheteria, bar! Hehehe… Tava tudo ali…

Quantas refações até chegar a esse ponto!
Incrível o poder que isso tem. Não dá pra explicar direito.
É um orgulho grande demais.

Até então eu nem havia percebido a qualidade do som. Tava completamente nas nuvens…

Fui voltando aos poucos à realidade.
Cada vez mais, sentia-me envolvido por aquela atmosfera de batuques e batidas.

Aquele som poderoso parecia sair de dentro da gente. Vibrava cada célula.

Claro que encontrei o querido Shorney e a querida Eli. Figuríssimas da Criacittá.

Foi um barato, pois juntou todo mundo e a gente foi conhecer todos os lugares da festa.

Até então, parecia que eu estava vivendo um sonho e que tudo aquilo lá era coisa da minha cabeça…
Bastou o Shorney me cumprimentar para que eu caisse na real e compreendesse o quanto aquilo tudo seria importante para mim…

A partir daí, nos divertimos demais.

Encontrei os diretores de arte da Cria… Vilkas, Interlandi…

E só então caímos na dança.

As tendas e os espaços estavam perfeitos.

Incrível como a realidade se aproximou da nossa arte final.
Lembro-me bem desse projeto montado em prancha rígida a caminho do cliente.
O trabalho do 3D, a iluminação…

Às vezes, um projeto quando ganha vida, torna-se muito diferente do que ele era no papel.
Esse não.

Dançamos tanto que acabamos nos perdendo do Shorney e da Eli.
As japinhas se despediram e todos partimos para caminhos diferentes.

Fomos entrando em todas as tendas. Dançando um pouquinho em cada uma.
Assistimos o incrível show ao ar livre do Digitalism. Puta merda! Que experiência sonora esmagadora! A qualidade do som no palco estava maravilhosa.

O bacana era que dava pra dançar do jeito que vc quisesse.
Havia muito espaço.
Eu e o Mr. Ber literalmente nos esbaldamos…

O frio ajudou demais.
Não choveu uma gota…
E pensar que o dia estava completamente fechado horas antes…

Dançávamos na pista, dançávamos a caminho de outra tenda…
Dançávamos andando, dançávamos sentados…

Dançamos no meio do sambódromo, no canto do palco…

Só fomos sentir necessidade de forrar o estômago no meio da madrugada.
Aquela pizza caiu muito bem. Aquelas senhoras também… Bernardo fez minha propaganda direitinho… Hahaha…

O frio estava impecável.
Se parássemos de dançar, ele nos abraçava.
O jeito era mexer o corpo…

Assim ficamos por horas.
Quando cansávamos, batíamos algumas fotos, passeávamos pela multidão… A regra era criar lembranças alegres e aproveitar a noite como uma criança…

Tive uma surpresa quando fui tirar água do joelho.
Como pude esquecer os meus pictogramas no espelho e portas do sanitário Axe?
Lá estavam os adesivos das menininhas peitudas escalando uma cordinha pra chegar ao seu macho perfumado… Hahaha…

A manhã já estava batendo a nossa porta.
Trouxe consigo mais magia. A magia que deixa as pessoas em câmera lenta.

Resolvemos dançar até o dia clarear.

Foi absurdamente fantástico.

Cruzamos o sambódromo enquanto o sol nascia e rasgava as nuvens.

As pessoas que passavam por nós eram tão interessantes que resolvemos sentar um pouco e contemplá-las.

Ficamos meio jogados num canto e finalmente a cansaço nos dominou.
Tentamos nos levantar várias vezes, mas estávamos tão grogues que ficamos um pouco mais.

Apoiamo-nos um no outro e percorremos alguns metros até sentir a força voltar.
Fizemos então um registro em vídeo bem interessante – que vai demorar um pouco pra ser editado e divulgado aqui – e seguimos dançando mais um pouco, livres, malucos, desequilibrados e um pouco mortos…

A cada passo que dávamos, mais claro o dia ficava.
Aquela luz agredia a retina.

Como morcegos, procuramos proteção na escuridão.
Não havia escuridão.


Registrei tudo até chegarmos ao pórtico.
O som da batida eletrônica ainda podia ser identificado.

Desmaiamos dentro de um ônibus rodoviário com cadeiras confortáveis.
Uma pena a viagem até o Metrô Tietê ser tão curta.

No fim, Mr. Ber acabou vindo até a Parada Inglesa.

Cheguei em casa meio zumbi, meio surdo, meio cego…
Mas eu ainda estava perfumado. Hehehe…

Afundei na minha cama macia num único mergulho e só acordei às 15hs.

Acordei com voltade de voltar.
Olhei as fotos, compilei os pensamentos e mais uma vez comprovei como sou sortudo.

Ps1: Agradecimento especial para meus chefes e supervisores na Criacittá que permitiram minha participação nesse projeto;
Ps2: Agradecimento mais que especial à menina bonita que eu conheci há pouco tempo e que parece irmã de outras vidas;
Ps3: Agradecimento infinito para o manézinho da ilha de Florianópolis. A simples presença desse guri faz com que qualquer momento seja inesquecível.


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Ps4: Feliz Aniversário, Mr. Ber! Tu és o cara!

Que. Festa.

Mil tendas, milhões de pessoas, bilhões de luzes!
Cada um com seu estilo, seu jeito e sua maneira atuando nas mais variadas formas e se divertindo num espaço enorme preenchido na sua maioria por… outras pessoas!
Incrível. Pegar o final do show do Justice, conhecer Pendulum e curtir o show do Digitalism INTEIRO dançando foi incomparável, descritível por apenas uma palavra: Intensidade.

Mas… Mais do que a balada, mais do que a festa que foi, mais do que a noitada dançando nonstop, o mais incrível foi a companhia. O inseparável quase-irmão que me possibilitou a ida e me garantiu a diversão pela noite inteira. Sem ele, não seria de perto possível ter me divertido tanto, ou mesmo ter agüentado a madrugada e o dia seguinte inteiro. Por mais que pareça bobo, sem ver o ânimo incrível desse adolescente de 32 anos (cof, cof), eu não teria agüentado passar aquele tempo todo sem parar de me mexer. Isso sem dúvida foi o melhor, poder ver que do seu lado tem alguém que sente o mesmo e está se divertindo tanto quanto você!

Obrigado, João! *heart*

Ber

From Fotolog

73- Nomiya Maki (Pizzicato Five) No Brasil

Uai, trem! Depois de Björk

… Miho Hatori (Cibo Matto)

e Tigarah

… só faltava mesmo a estrela do Pizzicato Five.
Eu ainda não sei como vou fazer pra ir até Minas em plena Quinta-feira… Só sei que eu não perco o Eletronika 2008 por nada nesse mundo! Miss Nomiya Maki + Fernandinha Takai é coisa pra se ver uma vez na vida e guardar no coração!

Tinha que ser obra da Fernandinha!


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7º. ELETRONIKA – FESTIVAL DE NOVAS TENDÊNCIAS MUSICAIS
QUINTA-FEIRA 28/08/08
21h00 – Fernanda Takai + Maki Nomiya (Pizzicato Five / Japan)

Palácio das Artes (Grande Teatro)
Avenida Afonso Pena, 1.537 – Centro – Belo Horizonte / MG
Telefone: (31) 3236-7400
http://www.palaciodasartes.com.br

Valores (por dia):
R$ 50,00 até dia 20 de agosto (antecipado com desconto)
R$ 60,00 de 21 a 26 de agosto
R$ 70,00 de 27 a 30 de agosto
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Algumas das músicas da Nomiya Maki com o Pizzicato Five:

1) *** Baby Portable Rock (Listen/Download Mp3) ***
2) *** Hippie Day (Listen/Download Mp3) ***
3) *** Love’s Theme (Listen/Download Mp3) ***
4) *** Moderns (Listen/Download Mp3) ***

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Ps1: Fernandinha Takai é mesmo fenomenal;
Ps2: Aninha, vc e suas boas notícias. Obrigadoooooooooo;
Ps3: Quanto custa um busão pra BH? Hehehe…
Ps4: Patris, compra pra mim o ingresso?

62- 100 Anos Da Imigração Japonesa

Parte 1: Do Tietê Para O Anhembi

14 de Junho de 2008. E lá fomos nós para o primeiro dia de comemorações dos 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil no Anhembi.
Fomos à pé desde o Metrô Tietê. Ninguém sabia dizer se havia ou não condução gratuita.

A caminhada até o Anhembi não é muito minha praia, mas pra não perder o pique, resolvemos não perder tempo.
Chegamos aos portões de entrada e encontramos uma carência de multidão.

Será que eu havia errado o dia?

O porteiro pediu para atravessarmos a ponte principal.
Contornamos aquele hotel amarelo e caímos diretamente no lounge oriental.

De cara, percebi que aquele lugar iria ser perfeito para um futuro cochilo.
Mal sabíamos que aquele lounge seria palco para futuras acrobacias e pirações sonoras…

Bernardo é loco! Definitivamente é o cara mais divertido pra se levar a qualquer canto. A presença dele por si só, já é garantia de gargalhadas infinitas.
Ele nem chegou a sentar no puff… Ele já foi virando cambalhota!

As criancinhas não acreditavam naquele tio! Era bom demais pra ser verdade.
Em pouco tempo, a molecada começou a imitar a brincadeira e as coisas fugiram do controle.

Eu falei pra ele que ainda tínhamos um evento inteiro pra descobrir. Voltaríamos ali mais tarde, com menos luz! Hehehe…

Foi então que descobrimos o salão principal.
Aquilo tinha dedo do Hideki Matsuka! A arquitetura impecável daquele lugar, aquela decoração, aquelas cores e espaços vazios…

Por mais que eu tenha fotografado, ainda assim, deixei de fotografar tantas coisas bacanas!
Pensei que voltaria mais alguns dias, mas uma gripe do tamanho do mundo me pegou e realmente vou ter que me contentar com os três dias de visitação.
Mas acho que dá para passar o que eu senti nesses três dias.

Parte 2: Papero

Nem bem entramos no salão principal e já estávamos na fila pra conhecer o robô da NEC, o Papero.
O inventor japonês, o pai do robô, estava pessoalmente lá. Não dava pra perder essa!
A Globo mais uma vez entrou no meio da apresentação, atrapalhando toda a evolução… (E pensar que ainda falta eu aparecer na entrevista dos Yamadas)
Eu e o Bernardo estávamos de olho na camisa estampada que o japonês usava. Safado duma figa de um japonês mesquinho. Não deu a camisa pra gente nem com pedido polido em nihongô.

A apresentação só serviu pra gente aparecer na Globo mais uma vez e pra eu ter certeza de que eu quero um Papero.

Parte 3: Voluntária

Encontramos nos corredores alienígenas do pavilhão, pois os corredores estavam impecavelmente encapsulados de tecido branco, um salão cor-de-rosíssima de Pump It Up.
Lá conheci a Voluntária, uma amiga do Ber que nos acompanhou pra cima e pra baixo.
Conferimos as sakurás de papel, vimos ikebanás…

Ela nos conseguiu a programação e nos acompanhou à exposição de bonecos do Sr. Atae.

Parte 4: Yuki Atae

Meu, os bonecos de pano do Sr. Atae são impressionantes.
O olhar, a fisionomia, o corpo, as mãos e os pés…
As roupinhas, a humildade, a ingenuidade…

São tão lindos, tão lindos que dá uma nostalgia inexplicável.
Eu fiquei imóvel de tanta emoção.

Os detalhes eram preciosos, mas nada se comparava aos seus olhares. Eles enchiam os bonecos de humanidade, de vida. Nunca vou me esquecer.

Parte 5: Nós Gatos…

Até a gatinha mais famosa do Japão a gente encontrou por ali. Com direito a muita bala e sorvete mole.

Parte 6: Look At The Bright Side

E caminhando sem rumo, encontrei uma salinha oscilando rosas cítricos.
Não resisti aquele jogo de luzes. Rapidamente dei um jeito de fazer alguns cliques ali.
Foi dessa maneira que acabei descobrindo que ali aconteceria um visagismo.

Parte 7: Hibiki Family

Como disse, acabei sabendo do Visagismo da Hibiki Family por acaso.
Não podia perder. Não depois de ter contemplado o Visagismo da montagem da noiva japonesa em Amai Michi.

Sentei no chão, fiquei de frente para Akito-san.

A transformação é pura arte. Ela começa com força e decisão.
Akito-san se despe e vai para trás de um grande kasá vermelho se maquiar.

Lá, ele se esfrega.
Em uma massagem firme com as mãos, ele esfrega orelhas, nariz, olhos, pescoço, bochechas.
É como se ele estivesse se libertando de qualquer suor.

Rapidamente ele salpica aquele pompom cheio de talco branco pelo rosto, pescoço e peito.

Ele se despe com muita diversão.
Na hora de tirar seu jeans, ele brinca. O público ri.
Ele começa a passar o pompom na mão e começo do braço e ao pintar os pés, leva o pompom até o nariz e faz cara de chulé!

Seu corpo está enrolado por tiras, como numa múmia.

Ele volta para trás do kasá.
Ele se tinge de um branco mais puro. Traça linhas tênues de um vermelho que exalta a forma oval do rosto.
Ele modifica seus olhos. O caminho para a androgenia se dá.
Nos encara pela primeira vez com sensualidade.

Pinta os lábios com um vermelho explícito.
Nos encara novamente. É como se ele estivesse iniciando um ritual hipnótico.

Ele prende o cabelo com uma faixa.
Em poucos minutos, não há mais cabelos.

Com ajuda de seus irmãos, ele começa a vestir a primeira camada do kimono.
E assim ele vai até a última.

Do tamanco de 30cm à colocação da peruca que é quase um tesouro, todas as fases são de uma poesia visual.

Akito se vira em sua plenitude.
Seus movimentos são graciosos.
Ele arrasta os seus tamancos desenhando um caminho no chão.
Ele levanta o pé, congela o movimento, prende o impulso e solta em poesia. É inexplicável.

O mais próximo de explicar isso sem palavras, remete-se àquela apresentação do filme “Memórias de uma Gueisha”.
É simplesmente o máximo!

No final da apresentação, a família foi ovacionada.

Akito-san, simpático pra caramba, desceu da plataforma e explicou um pouco várias curiosidades.
O povo foi ao delírio.

Não resisti e fui pedir uma foto com ele.
Porém, a cena mais engraçada ficou na hora do agradecimento.
Ah, se as imagens falassem! Hahaha…

54- Yoko Tokue

Em turnê comemorativa aos 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil, a pianista Yoko Tokue, em sua primeira passagem pelo Brasil, apresentou peças de compositores brasileiros e japoneses no MASP.

Eu queria tanto ir, que acabei chegando lá na portaria do auditório do MASP com um “DIA” de antecedência.
Nunca fiz tanta confusão com o calendário!
O pessoal da recepção e informação do MASP devem ter me achado doido.

Voltei lá no dia seguinte.
Dessa vez, tava tudo certo.
Acabei fazendo amizade com o pessoal do MASP por causa da minha confusão.

Ainda não tinha entrado no auditório do MASP. É realmente muito bonito e confortável. Fica no subsolo.

Aquele mar de japoneses, que eu aprecio tanto, já estavam todos lá.
Do importante cônsul à obaa-chan na cadeira de rodas.
Esse povo sabe como prestigiar seus conterrâneos.

Apesar da comunidade japonesa estar em peso ali, lógico que tinham alguns gatos pingados, os ratos culturais, assim como eu, que não perdem uma.
Sentei-me ao lado de uma senhora muito idosa, que cheirava roupa de gente rica.
Ela era professora de piano.
Para matar o tempo, ela me contava que havia rodado o mundo em aventuras fantásticas e que o Japão, ainda era o lugar que ela mais sentia falta.
O mais bacana nessa senhora, que parecia ser espanhola pelo sotaque, não eram suas roupas ou seus cabelos impecáveis, mas sim a juventude que ela tinha nos olhos.

O sinal para silêncio soou.
As luzes se apagaram e o foco se voltou para o cônsul, que fez uma breve apresentação da pianista.

Natural de Tokyo, Yoko iniciou seus estudos aos quatro anos. Após o ensino médio, rumou à França, onde se formou pelo Conservatório Nacional Superior de Música de Paris.
Venceu concurso de música da NHK, realizou recitais em Paris, Londres e Tokyo, venceu na categoria piano no concurso de Chester, foi pra Califórnia, China e atualmente, além de professora, participa de concertos beneficentes em prol dos pacientes com AIDS.

Sentei na primeira fileira.
Não pude ver os dedos da pianista, mas tive o privilégio de vê-la chorar.

Ela tocou:

O PolichineloHeitor Villa-Lobos
PerigosoErnesto Nazareth
Grande Valsa de BravuraCarlos Gomes
Kawa no Nagare no YouniAkira Mitake
Kojo no TsukiRentaro Taki
Sakura sakura – Fantastia para Piano – Kozaburo Hirai
Noturno (post.)F. Chopin
Polonaise HeróicaF. Chopin
La CampanellaF. Liszt

O que mais me chamou atenção na pianista, era o estado de concentração em que ela se encontrava antes de tocar a primeira tecla do piano.
Parecia que ela ia começar a tocar, mas não… Ela hesitava…
Era como se ela estivesse pedindo permissão a algum Deus…

Quando seus dedos tocavam as teclas do piano, uma outra dimensão se apresentava.

Ela tocou a música que o Pica Pau tocou com o aquele Panda!!!
Simmmmmm, aquela que o piano vai pegando fogo!
Coisa linda! Pura nostalgia.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! Fiquei muito emocionado!

O pessoal do consulado subiu ao palco e a presenteou com um gigantesco buquê de flores.

Pra minha surpresa máxima, ela tocou algo que ninguém esperava.

Eu não conseguia acreditar! Uma das músicas clássicas que eu mais gosto!
É aquela música que eu nunca consegui descobrir o nome! A que tocava no Show de Truman.

Não resisti. Tive que gravar:

Fiquei arrepiado! Sem palavras!
Esse solo é sem dúvida nenhuma, umas das coisas mais belas do mundo pra se tocar ao piano.
Só me resta saber o nome dessa obra-prima! Alguém sabe?

48- Tigarah, Dia 3: O Último Show

O último dia de Tokyogaqui estava bem cheio.
Cheguei um pouco cedo demais. Queria aproveitar pra dar uma última passada pelas áreas da exposição, relembrar o primeiro dia que eu havia posto os pés lá com a Luana e a Patris…
Aquelas cores, aqueles painéis, aquele universo iria deixar saudades.

Desci para o térreo e ao sair do elevador, dei de cara com a Yuko-chan e a Bárbara.
Cumprimentei-as.
A japa não conseguia esconder a felicidade de me encontrar pela terceira vez. Definitivamente, ela deveria ter se convencido de que eu era realmente um super fã.

Tava doido pra pegar um ingresso gratuito pra assistir a última apresentação de butô. Cheguei até colocar meu nome na lista de espera, mas depois pensei melhor… O que eu estava fazendo? Com certeza eu não conseguiria ficar nem 2 minutos sentado.
Aquelas horas seriam as últimas ao lado da tigresa e eu não poderia perdê-las!

Já estavam retirando o pessoal do 5º andar para montarem o palco…
Novamente haviam me dado carta branca…

Aquela mesma funkeira famosa do primeiro dia estava lá. Dessa vez eu já sabia o nome dela: Deize Tigrona!
Elas tavam ensaiando um música juntas.
Foi improvisação mesmo. Coisa de 15 minutos.
A Deize cantava o Funk Da Injeção com a base eletrônica da Tigarah. Foi uma piração total!
Toda a galera que estava nos bastidores, povo da produção, monitores, faxineiros… Até eu… Ninguém conseguia ficar parado.
Ia funcionar.

A música é algo que rompe qualquer barreira.
A Tigarah não entendia uma palavra do que a Deize dizia.
A Deize precisava chamar o seu produtor a todo instante pra traduzir a conversa.
Uma não entendia a hora que a outra ia entrar, mas mesmo assim, as duas chegaram numa conclusão.

Antes de se dirigir ao camarim, ela passou por mim e perguntou se a passagem tinha sido boa. Eu confirmei com um sinal positivo!

O público invadiu a área.
Eu já estava no meu lugarzinho estratégico, só esperando o Mr. Ber chegar.

Dessa vez eu tinha que filmar! Eu não podia esquecer!
Tirei a máquina do bolso e fiquei com ela na mão pra não esquecer.

Mr. Ber me apresentou a bela Rhaiane e o Eidi: grande figura!

DJ Yugo abriu o show, eu estava com a câmera na mão. Até avisei para um marinheiro de primeira viagem que a Tigarah iria descer a rampa e…

… quando ela começou a cantar, o DJ Yugo errou o botão e tudo parou!
Bah!!! Não teve nem como disfarçar!
Como uma rainha japonesa, a Tigarah riu, pediu desculpas, subiu a rampa de volta e recomeçou!
Æ a galera foi ao delírio com Japanese Queen! (Detalhe pro Mr. Ber cantando)

Ela estava muito à vontade. Falou bastante, agradeceu o carinho.
A galera estava impossível, cantando todas, dançando todas.
O mais incrível foi ver o número de crianças que tinha nesse dia, assim como obaa-chans também. Tiozões, tiazinhas… Era quase um programa familiar.

Foi o máximo todo mundo gritando o refrão de “Matila” e “Brazilian Girl” em Roppongi-Dori.
Tinha até uns marmanjos barbados gritando “gostosa”, fazendo coro de torcida quando ela se aproximava.
Ela desceu do palco e foi cantando no meio da galera! Surreal!

Ela falou muito, agradeceu o Sesc, os organizadores e cantou a tal inédita.
Delícia dançar isso! Não dá nem pra começar a descrever a sensação! Pancadão! “Hands in the air”…

O Ber já sabia a letra de cór… Hehehe…
O povo gritava, dançava, foi a maior diversão!

O momento mais divertido da noite foi a participação da funkeira brasileira. Eu não tinha dúvidas de que seria explosivo.
Nessa hora o show da japa pegou fogo!
Eu falei que ia ser infalível.
Elas não tinham ensaiado mais do que uma vez.

Era a Deize gritando “Ai, ai, ai”…
Era a Tigarah gritando “Ai, ai, ai”…
Era a platéia, os marmanjões e acho que dá até pra me ouvir gritando o “Ai, ai, ai”…
Ninguém conseguia acertar o tempo certo de gritar esse refrão. Foi uma confusão que deu certo!

Falei pra Deize no final do show, que essa alegria toda se deu pela improvisação das duas.
Se fosse combinado não teria sido tão divertido.

No fim até dancei o tal do créu. Deus me livre…
Só quero ver o que a Globo filmou! E olha que a Globo filmou quase o show inteiro!
Pontos pra Deize Tigrona. Ganhou todo mundo ali.

O show foi o mais demorado dos três.
A tigresa estava feliz demais, DJ Yugo parecia estar bastante aéreo, pois soltou dois repetecos que a japonesa não estava esperando. Hehehe…
Sorte nossa!

A Globo prendeu a tigresa depois do show.
Ficamos esperando ela vir entregar os bottons e nada.
Eu tinha avisado aos novos fãs, os quais não tinham estado nos outros shows, que ela sempre aparecia no meio da galera.
Já tinha se passado quase dez minutos e nada dela aparecer.

O pessoal da produção já estava pedindo para que desocupássemos o espaço, pois os funcionários já estava começando a desmontar o cenário da exposição.

De repente, a mulher me aparece.
Aquele tsunami de fãs a engoliu em questão de segundos.
Os produtores pediram pra ela descer ao térreo.

A cena a seguir foi uma confusão dos diabos.
Aquele bolo de gente acumulada com a tigresa no corredor dos elevadores, a Globo filmando…
A última cena que tive antes de perdê-la de vista: uma dúzia de fãs entrando com ela no elevador e o repórter global se apertando pra entrar com a filmadora.

Aproveitei pra agradecer os produtores, Olívia, Jussara, Natália, Juliana, o fotógrafo, a loira, todos esses anjos que me aturaram, abriram tantas portas e me trataram tão, tão, tão bem!
Um beijo pra cada um! Muito obrigado!

Aproveitei que a graciosa Bárbara (A Amiga) estava dando sopa e pedi uma foto.

Da mesma forma com a caríssima Laís.

Quando descemos ao térreo e vimos que aquela turma estava lá na Paulista, na frente do Sesc, surtamos.
Lá estava a japinha naquele frio cortante dando autógrafos, distribuindo os bottons…
Alguns fãs eram tão fanáticos, que eles ainda escolhiam qual bottom eles queriam.
E a Tigarah com uma paciência budista ainda ficava procurando os bottons repetidos! Ahhhhhhhhhhhh… Que santa!

Ela sorria pra todos, até para o carinha sem graça que se declarava incansavelmente.
Ela recusou o convite para ir ao Mc com uma galerinha, mas os encheu de autógrafos.
Ela fez pose com todos, até aqueles que insistiam em tirar fotos com seus celulares VGA.
Alguns ali, mereciam uma foto melhor. Eram educados e eu me ofereci pra fotografá-los.

Esperamos o tsunami de fãs se dissipar um pouco.

Eu ainda tirei fotos pro grande Eidi.

E pra Camila e sua amiga.

Foi assim que conseguimos falar mais um pouquinho com essa queridíssima artista. Esperando todo mundo ir embora.

Coisas de Bernardo:

Agradecemos a Yuko-chan pela última vez e nos despedimos com uma última foto.

Pela terceira vez, varamos a noite lá no italiano comendo massas.
Dessa vez quase que não chego em casa!

Antes de deitar na cama, peguei minhas revistinhas…

Meus ingressos…

E guardei-os no coração.

Ps: E mais uma pro meu mural da fama. Dessa vez no blog da redação do site Nippo-Jovem (link aqui).

47- Tigarah, Dia 2

O segundo dia começou bem cedo, quase de madrugada.
A imagem da senhorita tigresa distribuindo bottons para seus fãs ainda circulava em meus pensamentos.

Pulei da cama com um plano: um projeto de último momento.
Eu podia vê-lo pronto na minha mente. Ficaria legal, mas tomaria muito tempo…
Eu precisava pelo menos tentar…

Rapidamente comecei a rabiscar algumas folhas, desenhar algumas idéias e muitas horas depois consegui criar a capa do cartão que eu entregaria pra Yuko-chan como forma de agradecimento.

A idéia era fazer uma japa-baiana com kimono e turbante à la Carmem Miranda na cabeça, pra celebrar essa fusão do Brasil-Japão.

Decorei o kimono com motivos da bandeira dos dois países e preenchi todo o espaço em volta com traços abstratos.

Quando fui assinar Tigarah, comecei a fazê-lo em hiraganá e depois passei pro katakaná! Não sei o que houve comigo!
Sim, eu havia errado e não daria pra recomeçar! Nomes estrangeiros são sempre escritos em katakaná, mas não havia tempo pra consertos! Era consertar e perder o concerto.

Tentei imaginar uma explicação. A única que encontrei foi que esse “Ti” poderia remeter a “Tiisai” ou “Chiisai”, pequenina.
É, pequena tigresa até que tem a ver. A Yuko-chan é pequenina, mas poderosa!
Assinei meu nome, anotei e-mail, site, MSN…

A parte de dentro foi um pouquinho mais complicada.
Queria transcrever a letra de uma música dela em japonês.
Pra mim, não há coisa mais gostosa do que escrever em japonês.
Escolhi Girl Fight!

A carta (tegami), eu iria escrever em inglês.
Já tinha até começado a escrevê-la, mas foi quando meu amigo Storm!, que mora no Japão, apareceu no MSN…
Não pensei duas vezes, perguntei se ele topava me ajudar na tradução da carta pro idioma japonês e ele me ajudou sem pestanejar. Traduziu tudo sozinho. Valeu, Storm!

ユウコさん へ

私、ジョンと申します。ブラジルにようこそ!

あなたに会えてそして、コンサートに行ったことを一生忘れられない出来事です。本当に幸せでした!
私はイラストレーターですので、ユウコさんのアルバムのカバーアートを是非!っと本気で書きたいと思います。
ユウコさんの曲を毎日聴きたり、パソコンでリミックスしたり、いつか一緒に歌えるように夢でもみています。
日本語あんまりわからないので、日本にいる友達に頼まれて、この手紙をかいています。すみません!近いうちに日本に行けるため、日本語の勉強をしています。

ユウコさん日本に帰ったら、メールのやりとりしましょう!コンサートで歌った新曲も送ってください!おねがいします!

これからも頑張ってください!

応援しています!

ジョンより

O conteúdo da carta ficaria mais ou menos assim em português:

Yuko Takabatake

Eu sou o John.
Muito prazer em conhecê-la.
Seja bem-vinda ao Brasil.

Eu quero dizer que adoro o seu trabalho e que estou muito feliz em poder ver seus shows.
Sou ilustrador e gostaria de poder criar um desenho para a capa do seu álbum.

Eu também gosto de remixar suas músicas e gostaria muito de algum dia poder cantar com vc.

Espero um dia ir para o Japão, por isso estudo um pouco. Mas não consigo escrever tão bem assim, meu amigo no Japão, Kaminishi, está me ajudando com este texto.

Gostaria muito que vc me mandasse um e-mail pessoal para mantêrmos contato.

Por favor, me envie as músicas novas que vc cantou no show.

Sucesso,

João.

Eu estava atrasadíssimo.
Não esperei nem a tinta secar. Bati algumas fotos, botei o dito cujo dentro de um plástico transparente e voei pro Sesc.

Cheguei lá e acampei no 5º andar.
Aqueles monitores e produtores maravilhosos do Sesc que já viam em mim alguém familiar, permitiram novamente que eu ficasse por lá durante a passagem de som.

Bah, mal pude acreditar na hora que vi a Tigarah, pois quando ela sobe ao palco, não há nem vestígio da Yuko-chan. Ela se transforma, ganha poderes!
A Tigarah tava com aquele seu uniforme brasileiro verde-amarelo curtíssimo. Estava linda!
Assim que me viu, me cumprimentou, passou umas três músicas com o DJ Yugo pra testar o som e poucos minutos antes de liberarem o público, me chamou lá no camarim.
Pude finalmente entregar o cartão.

Só quem viu e ouviu ela falando português pode entender o quão simpática ela é.
Deu-me um abraço e me beijou de novo, agradeceu, disse que o desenho era kawaii, passava a mão em cima dos ideogramas e não conseguia acreditar que eu tinha feito tudo aquilo em tão pouco tempo.
Eu disse que tive ajuda do amigo Storm! através do Messenger e ela quis saber todos os detalhes.
Falei sobre meu interesse em ilustrar algum futuro projeto dela. Capas para cd, logos para T-shirts, esse tipo de coisa.
Agradeceu-me em japonês, fazendo aquela típica reverência e eu fiquei muito encabulado.
Foi uma batalha de agradecimentos.
Ela me agradecia pelo carinho, eu a agradecia pela simpatia, pela paciência.

Sai do camarim meio atordoado.
O povo já havia dominado os melhores lugares do palco.
Contentei-me com o que havia sobrado.

De repente, começa a chover conhecidos: Griffith, Jun, Ber, Cauuuuuuuuuuuuu!!!
Pirei! Pirei!
Não conseguia me conter de tanta felicidade.

O segundo show foi mais poderoso ainda que o primeiro.

A japa já estava bem familiarizada com o palco, com aquele público aos seus pés.
O som estava muito mais nítido, assim como a voz estava mais alta.

Dessa vez tinha muita gente pra dançar comigo. A festa foi geral.

Eu acabei esquecendo de tirar fotos de novo. Não tem jeito. Eu realmente mergulho de cabeça e se não fosse o Griffith filmar e fotografar, eu teria apenas uma ou duas fotos desse show.

Mesmo tendo consciência de que eu deveria aproveitar cada segundo, o show voou mais uma vez.
Quando estávamos pegando fogo, já era hora do Bis.

A japa foi ovacionada.
Rapidamente ela deixou o palco, deu a volta pelo camarim e apareceu no meio da galera pra entregar os bottons!

Que carisma!
Era impossível resistir àqueles olhos doces e aquele sorriso brasileiro.
A japa mais uma vez se mostrou atenciosa com todos os tipos de fãs: dos mais comportados aos mais escalafobéticos. Posou para todas as câmeras, abraçou todos os fãs, deu todos os autógrafos possíveis, conversou, distribuiu mais bottons e se despediu.

Até o Criko eu encontrei por lá.

Fui apertar sua mão para me despedir e ela me puxou pra um último abraço.

Disse-lhe apenas “Mata ashita” (até amanhã) e ela arregalou os olhos surpreendida:
-Ashita mo? (vc vem amanhã tb?)
-Of course! – respondi!

A noite acabou mais uma vez no restaurante italiano. Dessa vez nada de panquecas, eu fui de Zucotto e o Mr. Ber de torta de limão.
Discutimos os dois shows e ficamos imaginando como seria o último dia.
Mais uma vez quase perdi o horário do último metrô!

Continua…