Arquivo da categoria: Food

Comidas, nutrientes e todos os sólidos que a gente ingere com intuito de alimentar-se

185- 10) La Ville-Lumière

Caminhamos muito.
Desde o Arco do Triunfo, passando por toda a Champs-Élysées, alcançando o cruzamento da Franklin D. Roosevelt para então entrar na Wiston Churchill e passar no Petit Palais.

O frio era constante e os pés estavam tão doloridos que parecia que eu estava andando descalço.
Por mais doloroso que fosse caminhar, mesmo que em marcha reduzida, o prazer em descobrir lugares perfeitos a cada quarteirão avançado era por demais viciante e o melhor remédio para tanta dor.

Foi assim que me apaixonei por Paris.

Como era possível estar tudo pronto? Tudo construído com maestria e capricho?
Estava tudo pronto, estava tudo lá!

É completamente maluco vc ir descobrindo isso a cada passo dado.
Uma cidade luminosa, cheia de monumentos e construções lindas equilibradas com jardins maravilhosos…
Pra tornar aquilo mais perfeito ainda, o clima de Outono, as folhas de Outono, o humor e o sentimento que essa estação provoca nas pessoas.

Eu estava apaixonado por cada canto descoberto, por cada rua, por cada avenida.

Foi quando a noite nos atingiu.
Estávamos cruzando a belíssima Ponte Alexandre III, que é muito mais que uma simples ponte.

Eu amei andar pela Ponte de Westminster em Londres, mas cruzar a Alexandre III era muito mais especial.

A Ponte Alexandre III é a ponte mais bonita e emblemática de Paris. Com seu estilo Art Nouveau, ela intrega um conjunto arquitetônico maravilhoso do qual fazem parte o Grand Palais e o Petit.
Os três foram construídos para celebrar e abrigar a Exposição Universal de 1900.

Além de linda, foi importante também para o ponto de vista arquitetônico e de engenharia: foi a primeira ponte pré-fabricada a ser transportada para o local, onde foi instalada com guindastes.

Uma das exigências do projeto foi de não interromper as vistas para Invalides e Champs-Elysées, o que resultou numa ponte especialmente baixa e larga, com 107,5 metros de comprimento e altura apenas de 6 metros.

Lógico que eu não tinha todas essas informações ao passar por ela, mas naquele momento isso não era tão importante, ela me impressionou do mesmo jeito.

Era final de um dia comum. As pessoas voltavam para suas casas bem protegidas do frio, dentro de seus carros quentinhos.
Vi um deslumbre da Torre ao fundo e não resisti.

A todo instante ela nos lembrava de que estávamos sob sua proteção. É um enorme amuleto mágico, que de vez em quando, dá uma olhada na gente de longe.

Paramos por um momento pra tentar capturar a atmosfera daquele lugar e eu desejei poder passar por ela numa próxima oportunidade, de dia, ainda nessa Eurotrip. Claro que isso não seria possível.

Parei para contemplar o Rio Sena. Mais um rio famoso pra se lembrar em dias futuros.
Que paz! Que sorte os parisienses tem!

Um Bateaux-Mouches passava no exato momento. Registrei-o, mas não fiquei com muita vontade de navegar o Sena. A experiência em ir até Greenwich pelo Tâmisa foi um tanto quanto cansativa.

Queria mesmo era pegar uma bicicleta e sair pedalando por todos esses lugares, mas isso é uma coisa pra se fazer de dia e no verão. Quem sabe numa próxima Eurotrip… É, definitivamente numa próxima Eurotrip!

A cidade luz faz jus ao seu nome.
A iluminação noturna em Paris é um charme só e um convite para uma gostosa caminhada.

O frio tinha atingido níveis insuportáveis e a Ju estava apenas com aquele vestido fino e nada mais.
Briguei muito com ela. Ela tinha pego todo o frio no topo do Arco do Triunfo… Isso não poderia resultar em boa coisa…
Teimosa como sempre, ela não arredou o pé em dizer que estava tudo bem, assim como não aceitou nosso agasalho.

Fomos caminhando como podíamos e atravessamos a ponte.

Paris é uma declaração de amor aos olhos.
Nossos ouvidos são agraciados com aquele som distante dos tocadores de acordeão nas esquinas.
Nossos narizes são desafiados a todo instante pelos cafés e padarias.
E aquele frio charmoso rasgando nossa pele…

Encontramos uma vitrine muito convidativa do outro lado do Sena.

As meninas não perderam a oportunidade de tirar um sarro.

Sofisticadas e engraçadas, o ensaio foi um dos momentos mais fashion do passeio.

Meninas malucas.
A brincadeira foi tão espontânea, que as pessoas que passavam ao nosso lado aprovavam com interesse.

Afundamo-nos na primeira estação de metrô pra descansar meia horinha no nosso Hotel, desfazer as malas, tomar um banho muito muito quente, apanhar agasalho pra Ju e então sair pra jantar.

O Phil nos levou pra comer carne, como ela deve ser realmente saboreada.

Juro que queria ter tirado uma foto do enfeitado prato, mas me contive, afinal de contas, era nosso primeiro jantar francês e não podíamos cometer deslizes.

O bife tinha um sabor fantástico mas nem de longe superava a carne brasileira. Veio acompanhado por uns molhos deliciosos que eu nem imagino do que foram feitos. Havia ainda uma porção de vagem bem verdinha e temperada suavemente, uma salada espetacular e as originais French Fries, as mais crocantes e saborosas que eu já comi.
Pra não fugir muito do praxe, pedimos Coca-Cola.

Passamos muito tempo para saborear tudo o que nos foi trazido.
A conversa com os suíços foi tão deliciosa quanto os pratos.
Foi um jantar muito agradável e nada barato.
Saímos de lá satisfeitos. Não houve espaço para sorvete e eu resisti em não tirar fotos dentro do restaurante. Só o fiz porque o Phil pediu.

Os suíços não estavam cansados como nós estávamos. Tinham acabado de chegar de Berna, uma cidade completamente serena e cheia de paz. Estavam loucos por diversão.
A gente estava há 4 dias andando loucamente pelo subterrâneo e pela supefície de Londres. Assim sendo, nossas pernas já estavam bem gastas e toda a canseira se acumulou neste dia.
De qualquer forma, depois do jantar, nos pegamos passeando com os amigos pelos arredores do nosso bairro: Strasbourg – Saint-Denis.

Fomos tirar foto perto do pequeno Arco, na Boulevard Saint Denis e nos empolgamos.

Por mais que estivéssemos fechando os olhos, ainda precisávamos entrar em contato com o pessoal daqui do Brasil.

Conversamos mais algumas horas com os amigos sem sono e só então mergulhamos merecidamente numa cama quentinha, num quarto encarpetado e bem protegido do frio lá de fora.
Não houve brecha nem para sonhar.

Créditos Ponte Alexandre III: Arnaldo Interata

Anúncios

143- Unicamente Gastronômicos

hamburgueria05

Semana passada, a Micha convidou eu, Oliva e Manu pra irmos consumir o Voucher que ela ganhou da Revista Trip.

hamburgueria01

Achar a Rua Dr. Mario Ferraz, 404 (anote esse endereço, special person) não foi uma tarefa fácil.
Bagunçamos muito até encontrar a Matriz Hamburgueria Bar, que estava incrustrada no coração do Itaim Bibi, naquelas ruas lindas e desejáveis.

hamburgueria02

hamburgueria03

Esbaldamo-nos com sabores únicos.

hamburgueria04

Eu escolhi um Arabian, hamburguer inspirado na culinária árabe.
Preparado com fraldinha, castanhas e hortelã.
Sanduíche recheado com queijo, maionese, tomate, alface e rúcula, servido em um pão ciabatta redondo.
Para acompanhar, duas pastas: uma leva coalhada seca e especiarias; a outra é preparada com uma mistura de queijos e hortelã.

Putz, que delícia!

Pra molhar a garganta, um suco fantástico de frutas vermelhas.
Quando eu digo fantástico, elevem à décima potência.

Só de escrever isso e lembrar os sabores, fico salivando.

Grande noite.
Todo mundo feliz, cheio de fome e de bom humor.

hamburgueria06

Na volta, estávamos todos subindo a Brigadeiro Luiz Antônio e a Micha manda o Oliva parar o carro, assim do nada.

Santo Deus!

Eles, loucos de pedra, pararam o carro ao lado de uma construção arquitetônica de tirar o fôlego.
Na hora reconheci a melancia do mestre Ohtake.

unique01

Sim, estávamos a poucos segundo de subir até o Skye, o famoso bar do Unique.

unique02

Que incrível!

Uma outra dimensão, das tantas que ainda não conhecia em São Paulo.

Meu, o que é aquilo?
Como que eu ainda não tinha descoberto aquele lugar?
Que dimensão é aquela?

Isso sim foi uma deliciosa surpresa.
Depois de provar aquele hamburguer dos deuses, subir aos céus e ver aquela torre colorida que eu tanto fotografei lá no horizonte…
Vi uma nova perspectiva daqueles dias coloridos.

unique03

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!
Que especial!

Até o Obelisco do Ibira parecia maior daquele ângulo.

Gringaiada que sabe das coisas.
A gente subindo e descendo o elevador e eu só via gringo!

Sem palavras tomar uma breja naquele bar.
Sem palavras aquela parede de vidro.
Sem palavras aqueles aquecedores queimando um fogo charmosíssimo.
Sem palavras para descrever aquela piscina que mais parece um caminho para o horizonte.

Sem palavras…

Ps1: Créditos fotográficos by Micha;
Ps2: Micha, Oliva, Manu, quando eu receber o meu Voucher do Bar Cristal Grill, sintam-se convidadíssimos;
Ps3: Special Person, prepara-te!

128- No Japa da Vila Leopoldina

sushi-lamen

Quem gosta de Lamen?

sushi

Quem gosta de sushi?

sushi-guioza

Guioza fresquinho… Hum, que delícia!

sushi-ana

Às vezes lá na Cria, juntamo-nos todos e esticamos alguns minutos a mais na hora do almoço para ir até o Japa da Vila Leopoldina.

sushi-marquinhos-tati

É uma bagunça que só!

Aninha

Comida na boquinha… Hehehe…

Isadora

Almoçar com essas figurinhas é uma das grandes partes do meu dia na Cria.

O duro é afastar o sono depois.
O processador gasta toda a memória ram em digestão, a gente fica lerdo lerdo…

Ps: Isa, obrigado pelo maravilhoso almoço!

119- Camarote Bar Brahma 2009

camarote-vamos

r-kit

a-os-pirata1

b-derretendo-leika

c-pegacao

d-falta-oliva1

e-onde-esta-a-leika

f-avenida

g-bebinhos

h-eli-fi-shorney

i-varios

j-joao-e-eli

l-fachada

m-edificios

n-guarda-chuvas

o-alimentacao

p-absolut-bar

q-absolut-bar-2

Sim sim, temos os jobs mais legais do Brasil e nos orgulhamos disso.

Foi muito bacana quando nós da equipe de criação da Criacittá soubemos do conceito “I Love SP” para o Camarote Bar Brahma 2009.
O entusiamo do chefe, dos diretores de arte, arquitetos, designers e criativos em geral foi tão explosivo que as criações pipocaram na mesma hora.

É sempre muito bacana ouvir o Wado passar as primeiríssimas informações sobre o novo projeto.
O Wado é o nosso chefe. Ele é o que tem a visão do todo, é o que fala com as mãos, cheio de idéias na cabeça… A sua empolgação é altamente contagiosa…
A partir do Wado, os diretores de arte (arquitetos em sua maioria) estudam a planta local, fundem neurônios e sobem o Cad que será usado por todos. Ao mesmo tempo que isso acontece, nós, editores 2d (designers em geral) começamos a pincelar estudos de todas as artes e gerar as texturas necessárias para a equipe dos editores 3d (os famosos modeladores)…

Há muito mais gente envolvida, atendimento, orçamento, execução, produção… Mas falar disso já são outros quinhentos…

Da idéia mágica do Oliva em representar a cidade da garoa com vários guarda-chuvas e neons pendurados no teto ao fantástico logo de paetês dourados do Shorney…
Tudo o que produzíamos estava cheio desse orgulho de ser paulistano, desse resgate aos valores urbanos esquecidos, desse amor à terra da garoa.

Naquele dia, soube que teria que desenhar muitos ícones da arquitetura paulistana.
Desenhei Masp, Empurra-Empurra, Catedral da Sé, Obelisco, Oca… um mundarel de edifícios caóticos… Mercado Municipal, fachada do Teatro Municipal…

Não é fácil acertar de primeira.
Muita coisa vai se aperfeiçoando, se modificando…`
À medida que nosso atendimento apresenta as primeiras idéias ao cliente, tudo se transforma.

Às vezes, há algumas refações.
Trampar com criatividade é excitante e estressante, mas nossa equipe é fera no que faz.

A cada vez que alteramos alguma coisa, é visível ver o quanto o projeto vai evoluindo.
Acho que esse é o segredo do resultado final ser tão bom.

Fazemos tantas coisas legais no nosso dia a dia na Cria, que eu acabei esquecendo do Camarote.
Só fui lembrar dele quando fui convidado para ir até lá apreciar o resultado do nosso trabalho em equipe.

Tava gripado, era uma sexta-feira. A festa seria para prestigiar as escolas campeãs.

Não dava pra perder essa.
Não sou fã de Carnaval, nunca fui.
Sempre fui daqueles que fugia de qualquer manifestação carnavalesca, mas vá lá, precisava conferir o resultado desse trabalho especial, que mexeu com o coração de tantos…

Foi então que recebemos o kit.
A partir daquele instante, eu já podia me considerar um folião.
O entusiamo invadiu o corpo todo. Foi só tocar aquela sacolinha mágica e ir descobrindo tudo o que ela continha.

Cheguei por volta da meia-noite.
Desinformado, ainda procurava a entrada do Aeroclube de São Paulo.

Já gostei de cara.
A festa começava com um super jantar do outro lado do Anhembi.
De lá, tomávamos o translado até o camarote, que ficava ao lado da Marginal do Rio Tietê.

Não dava pra se sentir mais VIP.
Eu ainda demoraria pra encontrar a turma do trampo, mas nem por isso estava me divertindo menos.

Chegar à entrada do camarote foi bem especial.
Ver tudo aquilo que produzimos vivo, brilhando, funcionando de verdade… As pessoas interagindo com o ambiente, indo e vindo, música, flashes, luzes, movimento… Puxa, é bacana demais.

Não dava pra acreditar. É realmente uma sensação que é até injusto tentar explicar. Não há palavras pra expressar o orgulho que é, a felicidade que dá.
A gente começa a lembrar da Leika escolhendo quais imagens vão entrar no túnel do Aeroporto, ou da fonte que o Shorney definiu para usar nos totens…
O logo dourado brilhava formoso em todos os cantos, o logo que o Shorney criou com tanta maestria estava no peito de cada folião.

Os edifícios caóticos estavam lá. Ficaram lindos! Coloridos! Circulavam o espaço principal.
O Absolut Bar ficou igualzinho a versão do 3D! Ahhhhhh, os neons ficaram lindos também!

A fachada do Teatro Municipal. Mil pontos para a nossa execução!

São Paulo estava lá representada de forma poética.
O bom gosto estava em todos os cantos dos 2.500 metros quadrados do camarote.
Dava pra sentir a aprovação nos olhares dos VIPs.

A fonte que o Esfiha ajudou a espirrar água estava linda! Hahaha…

A Praça de Alimentação estava irresistível.
Os vitrais do Mercado Municipal, os aéreos, as barracas de frutas…

O tratamento era tão VIP… Havia tanta fartura, tanta comida, tanta bebida.

Ele haviam trazido aqueles sandubas de mortadela!!! Grupo Bertin, Pizzeria 1900, Hocca Bar, Piraquê, Rei do Mate, Kibon, Sadia, Leco…
Tomei tanto chá e tanto suco, comi tanto churrasquinho!

Foi quando eu fui comer umas frutinhas e tomar uma H2O que encontrei a Eli e o Shorney.
Æ encontrei todo mundo.

Foi aquela festa. Aquela alegria.
Puta qui la merda, que festa!

Adorei.
Adorei mesmo.

Esqueci da gripe, da tosse de cachorro que eu estava, da dor no corpo, da dor de cabeça.
Pulei que nem uma peteca na pista de dança. Dancei e me esbaldei.
Tinha prometido pra mim mesmo que uma da manhã voltaria pra casa, tava cheio de curso no sábado…
Que nada!
Só fui sair de lá às sete da manhã. Ainda voltei pro Aeroclube pra tomar o café da manhã…
Tá certo que foi só um Toddynho, mas ver o dia amanhecer com aqueles aeroplanos ao fundo foi mágico.

Como é bom ser VIP.

Pela primeira vez na vida posso encher a boca e dizer que meu Carnaval foi excelente!

111- SPFW 2009 & Animale

O processo criativo de um projeto cenográfico desde sua sementinha até seus frutos, passa por muitas mãos habilidosas.

É pensado dentro do cérebro, rabiscado em folhas brancas, escaneado, impresso, discutido, modelado em 3d, iluminado, construído, produzido, montado, pintado, transportado…
Envolve centenas de pessoas, atinge milhares…

Fazer parte desse processo faz bem pro peito.

Nem sempre temos oportunidade de compararmos o produto final ao nosso trabalho digital.
Quando temos, agarramos a oportunidade com as duas mãos.

Assim, acabei dia desses lá na SPFW pra visitar três espaços produzidos pela Criacittá: Oi, Havaianas e TAM.

Não consegui ver o espaço Havaianas, mas sapecamos por Oi, com direito a drinks e fotos da imensa estante de vidros cheios de brasilidade. (Lembro-me de ficar caçando texturas de pimentas e sementes brasileiras pra ilustrar o layout)…
Acabei até sendo fotografado no backdrop da Oi Fm.

O evento em si estava maravilhoso como sempre. Já havia trabalhado na SPFW na época que eu estagiava na Casio. Patrocinamos Carlota Joaquina.
Dessa vez fomos pela Criacittá.

Rapidamente encontramos o espaço TAM.
Nossa fada madrinha liberou VIPs e entramos todos naquele universo incrível.

O espaço TAM estava impecável.
Nem quem viu o projeto no papel não acreditava nos que os olhos mostravam.

De cara, ao entrar, já vi o Wado (chefe do nosso departamento) em todas as Lcds.
Ele era o apresentador do programa que a TAM preparou sobre artesanato do Brasil.

O Projeto TAM já nasceu promissor.
Nem bem tinha cara e já tinha brilho próprio.

Wado viajou durante dez dias para os principais destinos do país para buscar referências e obras do artesanato nacional.
De Belém do Pará à Olinda, ele coletou, pesquisou, fotografou e adquiriu a essência cultural de um Brasil colorido e criativo.
Quando regressou à empresa, trouxe consigo muitas fotos, histórias e obras de arte.

Ver tudo aquilo foi fundamental para que toda o processo criativo fosse único e muito verdadeiro.

Da logotipia inspirada na literatura de cordel ao sabor colorido de quitutes irresistíveis e originais preparados pela chef Ana Trajano… Da artesã Lili Castro que, dia a dia, bordou um vestido de festa do estilista Lino Viallaventura…
Estar ali, misturado aquelas cores e sabores, junto com amigos, chefes e fashionistas foi sem dúvida inesquecível.

O brinde da TAM foi o mais bacana de todos: uma dessas garrafinhas decoradas com areia colorida.

01-tam-ext

02-bonecos

03-tam-garrafinhas

04-shorney-vilkas

05-tam-fi-shor-inter

06-tam-ext-interlandi

07-oi-vidros

08-oi-vidros-2

09-oi-backdrop-inter-micha

10-oi-backdrop-john1

11-produtores1

12-todo-mundo

13-filipe-shorney

14-filipe-winehouse

15-flautista

16-musicistas

17-batuque

18-comes

19-bonequinhos

20-carnaval-de-olinda

21-circo

22-morros

Isadora, a nossa estilista da casa, conseguiu pra mim entrada para o desfile da Animale.
Não foi fácil entrar no desfile.
A entrada que a Isa havia me dado era diferente das entradas das outras pessoas na fila…

Eu perguntava para os seguranças o porquê da minha entrada ser diferente das demais e eles me mandavam ir conversar com assessoria.
Quando eu encontrava o pessoal da assessoria, eles me mandavam conversar com os seguranças…
Falei com Deus e o mundo da Animale, e todos não quiseram nem saber como eu tinha conseguido uma entrada diferente.
Cheguei quase a desistir de tentar entrar, mas já que estava por ali…

E foi assim, do nada, que uma senhora da fila olhou pra mim e me deu um ingresso válido!

O resto da história pode ser conferido nas fotos que tirei.

Juro que tentei encontrar a senhora caridosa. Precisava agradecê-la… Mas já não mais lembrava da fisionomia dela. Eram todas muito fashion…

O desfile foi animal.
Por mais muvuca que seja a experiência, na hora que as luzes se apagaram e a música começa a tocar, o coração sempre bate mais forte.
É bacana ver as meninas desfilando.
A coleção da Animale desfilou futurista, com cortes bacanas, armaduras redondas.

Por mais distante que seja viver esse universo, é interessante fazer parte dele, mesmo que por alguns instantes.
Definitivamente dá vontade de fazer moda.

spfw-01

spfw-02

spfw-03

spfw-04

spfw-05

spfw-06

spfw-07

spfw-08

109- Häagen Dazs Day

haagen-dazs-day

Sabadão foi dia de tomar sorvete com os amigos na Häagen Dazs da Oscar Freire.
Reencontrei Leone, Tio, Fumiko e Fran. Saudades desses guris…

Passeamos pelas alamedas arborizadas e tentamos botar um pouco do papo em dia.
Tinha levado a câmera pra registrar alguns momentos, mas de tanto que falei que era pra tirarmos fotos, acabamos não tirando umazinha sequer.

Voltamos lá?

Ps: Guri, escolher qualquer sabor que tivesse “berry” no nome foi uma sábia decisão. Strawberry Cheesecake!

75- Birthday Cake

72- Sakura No Horto

E lá fomos nós para o IV Festival da Cerejeira no Horto Florestal.

O domingo não poderia estar mais belo. Aquele típico clima fresco de Julho, aquele céu azul, sol dourado…

O Horto Florestal é um ótimo lugar para abrigar um Festival desse tipo, porém, os organizadores não contavam com tanta gente. As barracas de comes & bebes não deram conta do tanto de visitantes.

Os amigos, apenas os voluntários do Koshukai.
Programa pra levar mãe e pai.

Subimos até o Arboreto.
A florada da cerejeira podia ser apreciada ali.
Meus pais piraram!

De todos os lados, as pessoas com suas máquinas faziam poses e distribuiam sorrisos.
As 50 sakuras plantadas pareciam despertar nas pessoas uma felicidade inexplicável.
Meus velhinhos jardineiros se revigoraram com aquele portal florido sob suas cabeças.

Para aqueles assim como eu, que acreditam na lenda da princesa que caiu dos céus sobre uma cerejeira – de que Sakura é uma modificação do nome Sakuya, proveniente da princesa Kono Hana Sakuya Hime, a qual os japoneses veneravam no topo do Monte Fuji – estar rodeado por tanta beleza e magia, parecia mais ser presente dos deuses.

No caminho de volta, meus jardineiros compraram uma muda de esperança. Um pequeno pé de possibilidades.
Não resisti a brincadeira entre a sombra e a luz. Os raios do sol pareciam fazer cócegas entre as folhagens das altas árvores do Horto.

Ainda comemos um ótimo Yakisoba.
Meu pai, após ficar quase uma hora na fila do Tempura, encontrou-se conosco.
Compramos aquele famoso suquinho de soja, Muppy e provamos o tal Karepan.
Claro que não deu pra evitar a Melona de melão, porque a de banana estava esgotada.

Tiramos muitas fotos, andamos muito.
Visitamos o museu da madeira, percorremos todos os caminhos verdes, circulamos o lago…

Quando o sol já ia caindo lá no horizonte e o som do Matsuri ecoava longe, fraco, deixamos o Horto e seguimos caminho Cantareira acima.
Ainda tive a sorte de encontrar o Mr. Zeh (Ber’s friend) na saída do Horto. Ele e sua turma estavam chegando enquanto íamos embora. Grande Zeh!

Se acertaram em trazer essa grande festa pro Horto, um lugar arejado, amplo, verde e cheio de paz, esqueceram de pensar melhor no transporte.
Voltar pra casa by bus foi quase uma piada de mau gosto.

Quem ainda não apreciou as sakuras, tem até o dia 29 de Julho para fazê-lo.
A entrada é gratuita e a satisfação também não tem preço.

71- Guira In Sampa, Rong He, Happy Griffirthday & AF2008

Fim de semana fantástico com meu amigo aniversariante Griffith e o pequeno gigante Jun, com direito a almoço no Rong He e participação mais que especial do Guira, o famoso Guilherme Pereira… Sim, sim, aquele mesmo que subiu na bananeira…

O Guira como sempre voando por São Paulo, sempre muito programado, sempre muito apressado.
Dessa vez, ele nos apresentou a sua amiga carioca, a que ele conheceu no intercâmbio cultural. Gente finíssima, super culta.

Ele reservou uma boa parte da sua agenda pra nós.
Deu pra botar o papo em dia, filar uma bóia tipicamente chinesa e acompanhá-lo até aqui a Parada Inglesa, conversando sobre nossas experiências no exterior e fuçando naquele brinquedinho magnífico que é o I-Phone. (D+ aquele sistema para escolher os álbuns de mp3!)

Deu pra botar o papo em dia, mas não deu pra matar a saudade.
Ele perguntou sobre o Juninho e mandou lembranças até pra Aninha.
Disse que volta em época de Bienal ainda esse ano. Talvez ele participe do Encontrão. O Griff disse que ia agitar uma balada… Eu me ofereci para levá-lo à Sala SP…

Acabei tendo que voltar mais cedo. Pelo menos mais cedo do que eu eu esperava.
Celular morreu, não consegui me comunicar com meus amigos tripulantes que iam se encontrar nesse domingão. (Camilinha, a gente ainda vai se ver!)

Griffith tá mais velho!
O guri fez aniversário e eu que ganhei os presentes! Ele me trouxe alguns gorrinhos de Buenos Aires e AQUELES alfajores! (Obrigadoooooooo, Griffo.)

Nos divertimos até cansar lá na AF.

Encontramos Berr & Nadete lá nos galpões do Mart Center.
As duas gurias me assediaram:

Não consegui ir no Festival do Japão lá no Jabaquara, mas consegui pegar uma sessão do novo Batman.
Ótimo filme, mas um pouco cansativo.
O Coringa é o personagem mais fodástico desses novos filmes do Batman. Adorei as gargalhadas, os trejeitos, as manias. Figuraça.

Fim de semana cheio de momentos maravilhosos, como a sessão introspectiva lá no Itiriki antes de encontramos o Guira, o passeio de carro ao som de Utada…

Felicidades, Griffo! Tu sabes o quanto és querido.
Obrigado, Jun! Pelo convite, pelas lágrimas, pela terapia…
Maluquetes Berr & Nadete! Seus malucos de pedra! Mandem abraços pro Eidi, o único “normal” do grupo! Hehehe…
Boa viagem, Guira! Bacana demais te rever.
Prazer em conhecê-la, Paty!

Ps: Sae, te liguei, te liguei, te procurei, te procurei e nada…

62- 100 Anos Da Imigração Japonesa

Parte 1: Do Tietê Para O Anhembi

14 de Junho de 2008. E lá fomos nós para o primeiro dia de comemorações dos 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil no Anhembi.
Fomos à pé desde o Metrô Tietê. Ninguém sabia dizer se havia ou não condução gratuita.

A caminhada até o Anhembi não é muito minha praia, mas pra não perder o pique, resolvemos não perder tempo.
Chegamos aos portões de entrada e encontramos uma carência de multidão.

Será que eu havia errado o dia?

O porteiro pediu para atravessarmos a ponte principal.
Contornamos aquele hotel amarelo e caímos diretamente no lounge oriental.

De cara, percebi que aquele lugar iria ser perfeito para um futuro cochilo.
Mal sabíamos que aquele lounge seria palco para futuras acrobacias e pirações sonoras…

Bernardo é loco! Definitivamente é o cara mais divertido pra se levar a qualquer canto. A presença dele por si só, já é garantia de gargalhadas infinitas.
Ele nem chegou a sentar no puff… Ele já foi virando cambalhota!

As criancinhas não acreditavam naquele tio! Era bom demais pra ser verdade.
Em pouco tempo, a molecada começou a imitar a brincadeira e as coisas fugiram do controle.

Eu falei pra ele que ainda tínhamos um evento inteiro pra descobrir. Voltaríamos ali mais tarde, com menos luz! Hehehe…

Foi então que descobrimos o salão principal.
Aquilo tinha dedo do Hideki Matsuka! A arquitetura impecável daquele lugar, aquela decoração, aquelas cores e espaços vazios…

Por mais que eu tenha fotografado, ainda assim, deixei de fotografar tantas coisas bacanas!
Pensei que voltaria mais alguns dias, mas uma gripe do tamanho do mundo me pegou e realmente vou ter que me contentar com os três dias de visitação.
Mas acho que dá para passar o que eu senti nesses três dias.

Parte 2: Papero

Nem bem entramos no salão principal e já estávamos na fila pra conhecer o robô da NEC, o Papero.
O inventor japonês, o pai do robô, estava pessoalmente lá. Não dava pra perder essa!
A Globo mais uma vez entrou no meio da apresentação, atrapalhando toda a evolução… (E pensar que ainda falta eu aparecer na entrevista dos Yamadas)
Eu e o Bernardo estávamos de olho na camisa estampada que o japonês usava. Safado duma figa de um japonês mesquinho. Não deu a camisa pra gente nem com pedido polido em nihongô.

A apresentação só serviu pra gente aparecer na Globo mais uma vez e pra eu ter certeza de que eu quero um Papero.

Parte 3: Voluntária

Encontramos nos corredores alienígenas do pavilhão, pois os corredores estavam impecavelmente encapsulados de tecido branco, um salão cor-de-rosíssima de Pump It Up.
Lá conheci a Voluntária, uma amiga do Ber que nos acompanhou pra cima e pra baixo.
Conferimos as sakurás de papel, vimos ikebanás…

Ela nos conseguiu a programação e nos acompanhou à exposição de bonecos do Sr. Atae.

Parte 4: Yuki Atae

Meu, os bonecos de pano do Sr. Atae são impressionantes.
O olhar, a fisionomia, o corpo, as mãos e os pés…
As roupinhas, a humildade, a ingenuidade…

São tão lindos, tão lindos que dá uma nostalgia inexplicável.
Eu fiquei imóvel de tanta emoção.

Os detalhes eram preciosos, mas nada se comparava aos seus olhares. Eles enchiam os bonecos de humanidade, de vida. Nunca vou me esquecer.

Parte 5: Nós Gatos…

Até a gatinha mais famosa do Japão a gente encontrou por ali. Com direito a muita bala e sorvete mole.

Parte 6: Look At The Bright Side

E caminhando sem rumo, encontrei uma salinha oscilando rosas cítricos.
Não resisti aquele jogo de luzes. Rapidamente dei um jeito de fazer alguns cliques ali.
Foi dessa maneira que acabei descobrindo que ali aconteceria um visagismo.

Parte 7: Hibiki Family

Como disse, acabei sabendo do Visagismo da Hibiki Family por acaso.
Não podia perder. Não depois de ter contemplado o Visagismo da montagem da noiva japonesa em Amai Michi.

Sentei no chão, fiquei de frente para Akito-san.

A transformação é pura arte. Ela começa com força e decisão.
Akito-san se despe e vai para trás de um grande kasá vermelho se maquiar.

Lá, ele se esfrega.
Em uma massagem firme com as mãos, ele esfrega orelhas, nariz, olhos, pescoço, bochechas.
É como se ele estivesse se libertando de qualquer suor.

Rapidamente ele salpica aquele pompom cheio de talco branco pelo rosto, pescoço e peito.

Ele se despe com muita diversão.
Na hora de tirar seu jeans, ele brinca. O público ri.
Ele começa a passar o pompom na mão e começo do braço e ao pintar os pés, leva o pompom até o nariz e faz cara de chulé!

Seu corpo está enrolado por tiras, como numa múmia.

Ele volta para trás do kasá.
Ele se tinge de um branco mais puro. Traça linhas tênues de um vermelho que exalta a forma oval do rosto.
Ele modifica seus olhos. O caminho para a androgenia se dá.
Nos encara pela primeira vez com sensualidade.

Pinta os lábios com um vermelho explícito.
Nos encara novamente. É como se ele estivesse iniciando um ritual hipnótico.

Ele prende o cabelo com uma faixa.
Em poucos minutos, não há mais cabelos.

Com ajuda de seus irmãos, ele começa a vestir a primeira camada do kimono.
E assim ele vai até a última.

Do tamanco de 30cm à colocação da peruca que é quase um tesouro, todas as fases são de uma poesia visual.

Akito se vira em sua plenitude.
Seus movimentos são graciosos.
Ele arrasta os seus tamancos desenhando um caminho no chão.
Ele levanta o pé, congela o movimento, prende o impulso e solta em poesia. É inexplicável.

O mais próximo de explicar isso sem palavras, remete-se àquela apresentação do filme “Memórias de uma Gueisha”.
É simplesmente o máximo!

No final da apresentação, a família foi ovacionada.

Akito-san, simpático pra caramba, desceu da plataforma e explicou um pouco várias curiosidades.
O povo foi ao delírio.

Não resisti e fui pedir uma foto com ele.
Porém, a cena mais engraçada ficou na hora do agradecimento.
Ah, se as imagens falassem! Hahaha…