Arquivo da categoria: Cinema

150- Enigma Do Príncipe

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Assistir na estréia é mais legal.
Mas sei lá, acho que a vontade de assistir era tanta, que fui com muita sede ao pote.

Ok. Não é nada ruim, pelo contrário, é bom, valeu o esforço… Apenas não me emocionou.

E quando digo que não me emocionou. Realmente nenhuma cena me emocionou!
Saco! Odeio quando isso acontece.
Quem sabe quando eu assistir aqui em casa…

Não foi fácil conseguir o ingresso.
Só fui comprá-lo bem depois do almoço. Tava uma loucura.
Saí do trampo particularmente cedo.
Enfrentei uma fila razoavelmente sóbria, poucos fãs, poucas crianças, mas sempre tem um chato que precisa aparecer.

Sai do cinema por volta das duas da matina de hoje.
Atravessei a rua numa madrugada gelada, tomei um táxi e R$50 depois, cheguei em casa.
Mergulhei num sono cansado e só então me emocionei com um sonho fantasioso.

Livro é sempre muuuuuuuuuuuuuuito mais legal!
Odeio assistir o filme e não me arrepiar nem com a cena final.
Mesmo assim eu indico!

146- Caraaaalho, Saiu!

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Ponyo! Ponyo! Ponyo! Ponyo!

Saiuuuuuuuuuuuuuu, saiuuuuuuuuuuuuuuuu, saiuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, que presente!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cliquem na imagem abaixo pra baixarem a legenda + o torrent do filme:

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Trailer:

139- КРИКАЛЁВ

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Quando fui ao Shopping Bourbon dias atrás, vi que o Cinema Imax de lá estava com o Space Station 3D na programação.

Oras pois, não era esse documentário que mostrava algumas cenas do grandioso Sergei Krikalev?
Fiquei com aquilo guardado na mente.

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Meus ídolos sempre são incomuns.
Nomes desconhecidos, capacidades singulares, feitos memoráveis.

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São poucas as pessoas que desejo conhecer pessoalmente.
Mr. Sergei Krikalev é definitivamente uma dessas poucas pessoas.
Com certeza a conversa seria muito interessante:

***Sergei Krikalev***

Poucos são tão sábios.
Poucos presenciaram tantas panorâmicas como essas.
Esse senhor deve ter muitas histórias pra contar.

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As viagens espaciais sempre me encantaram.
Sonhei ser astronauta por toda a minha infância.
É um sonho recorrente. Tenho até hoje.

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Basta subir um pouquinho mais alto, em algum lugar um pouco mais elevado, que já fico reparando na curvatura do horizonte.
As alturas me fascinam.

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Subir, subir, subir…
Romper as diferentes atmosferas.
Fazer o azul claro do céu diurno transformar-se no infinito negro do espaço sideral…

Que garoto em sua infância nunca sonhou ir até à Lua?

Que garoto, hoje homem, pode gabar-se em dizer que realizou esse sonho?

É muito mais que ganhar sozinho o maior prêmio da loteria.

A questão é, por mais que sejamos formidáveis, inteligentes, superdotados ou capazes, ser astronauta, e ser um bom astronauta, que vai pro espaço uma vez e volta uma segunda, terceira vez, é ser um pouco divino.

É isso o que faz desse senhor de quase cinquenta anos, ser meu grande ídolo.

Fui nesse domingo gay lá no Imax do Bourbon conferir esse documentário.
Apanhei os óculos 3D, algo pra beber e um pacotinho de pipoca e entrei numa máquina do tempo.

Senti minhas pernas encolherem, de modo que ficaram a balançar na enorme poltrona do cinema.
Havia sofrido mágica.
Deveria estar com uns 5 anos.

A tela de quase 21 metros do Imax se encheu de imagens dos meus sonhos recorrentes.
Que experiência fantástica!

Acompanhei o ídolo da Terra ao espaço.
Mergulhei nas panorâmicas.

Sou uma dessas pessoas que jamais se esquecem o lugar mais distante por onde passaram.
Sou uma dessas pessoas que gastam horas admirando as estrelas do céu.

Era aquela criança que numa viagem de carro, deitava a cabeça pra trás pra ver as luzes dos postes lavarem a escuridão de luz.
Era aquela criança que deixava a alma amarrada nos lugares que nunca mais iria voltar e chorava por eles.

Sempre cheguei antes nos lugares, mesmo sem conhecê-los.

De tanto imaginar o fim do universo, o limite do mundo, já entrei em parafuso.
Consigo enxergar microscopicamente os fragmentos de poeira que estão grudados no meu globo ocular.
Vejo cores quando fecho meus olhos. É como tv fora do ar. Existe um ruído elétrico que preenche todo o meu campo de visão, mesmo quando estou de olhos fechados.

Sinto o ar passar da garganta para dentro do ouvido.
Consigo liberar alguma substância na minha medula com um simples pensamento, e ela percorre o meu corpo como um arrepio. Dever ser adrenalina…

Deveria ter sido astronauta, mas como sou ruim com a Matemática.

Já escrevi crônicas sobre a minha viagem até as alturas.
Sonho estar voando baixo.

Todos esses pensamentos vieram a mente durante o documentário.
A experiência tridimensional mexeu com todos os meus sentidos.

Vi o ídolo irradiante de felicidade, despedir-se dos seus queridos.

Aquela neblina no Cosmódromo de Baikonur era alienígena.
A força da propulsão dos foguetes de lançamento arrepiaram os pêlos do corpo.

O homem é formidável.
Atinge o céu.
Ultrapassa-o.

Ver o planeta lá de cima é um exercício de humildade.

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Não há fronteiras entre os povos.
Dá pra mensurar o tamanho do estrago que a mão do homem faz.

Impressionante a vida lá em cima na Estação Espacial.
Incrível reparar como todos trabalham com um sorriso estampado no rosto.

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Bah, preciso voltar lá no Imax e levar algumas pessoas fundamentais.
Por mais que aqui escreva, não vou conseguir chegar nem aos pés do que foi essa experiência tridimensional.

Ps: Sergei Konstantinovich Krikalev (Сергей Константинович Крикалёв) (Leningrado, hoje São Petersburgo, 27 de agosto de 1958) é um cosmonauta russo e um dos maiores veteranos do espaço, integrante de sete missões espaciais soviéticas, russas e norte-americanas e habitante, por duas vezes, da Estação Espacial Internacional e da estação espacial russa Mir.

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Tem o apelido de ‘último cidadão da União Soviética’, pois na virada de 1991-1992 ele passou 311 dias a bordo da Mir, enquanto a URSS se desintegrava em diversas repúblicas na Terra. Foi ao espaço como soviético e retornou russo. Ele é também o ser humano com mais tempo passado no espaço, num total de 803 dias 9 horas e 39 minutos.

112- Ponyo

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Tá chegando!

***Download Mp3 Theme***

Gake No Ue No Ponyo Theme Song – Hiragana Lyrics

ポニョ、ポニョ、ポニョ、さかなのこ
あおい うみから やってきた
ポニョ、ポニョ、ポニョ、ふくらんだ
まんまる おなかの おんなのこ

ペタペタ、ピョンピョン、
あしって いいな かけちゃお
みぎみぎ、ぶんぶん、
おてては いいな、つないじゃお

あのこと はねると こころも おどるよ
ぱくぱく、ちゅぎゅ、ぱくぱく、ちゅぎゅ、
あのこが だいすき

まっかっかの ポニョ、ポニョ、ポニョ、さかなのこ
あおい うみから やってきた
ポニョ、ポニョ、ポニョ、ふくらんだ
まんまる おなかの おんなのこ

Gake No Ue No Ponyo Theme Song – Romaji Lyrics


Ponyo Ponyo Ponyo sakana no ko
Aoi umi kara yatte kita
Ponyo Ponyo Ponyo fukurannda
Manmaru onaka no onna no ko
Peta-peta pyon-pyon
Asitte iina kakechao
Migi-migi-bun-bun
Otetewa iina tunaijao

Anoko to haneru to kokoro mo odoruyo
Paku-paku chu-gyu, paku-paku chu-gyu
Anoko ga daisuki

Makkakka no Ponyo Ponyo Ponyo sakana no ko
Aoi umi kara yatte kita
Ponyo Ponyo Ponyo fukurannda
Manmaru onaka no onna no ko

Gake no ue no Ponyo Theme Song – English Lyrics (first draft)


Ponyo Ponyo Ponyo, it’s a fish kid
It came from the blue ocean
Ponyo Ponyo Ponyo,
She is a round bellied girl
Peta-peta pyon-pyon
How nice to have feet! I’ll try to run!
Migi-migi-bun-bun
How nice to have hands! I’ll try to hold hands with!

When I jump with her, my heart dances along
Paku-paku chu-gyu, paku-paku chu-gyu
I love her so much!

Ponyo Ponyo Ponyo, it’s a fish kid in red
It came from the blue ocean
Ponyo Ponyo Ponyo,
She is a round bellied girl

Vocabulary
Peta-peta: moving bare feet
Pyon-pyon: jumping
Migi-migi: right-right (maybe right hand).
Bun-bun: ?
Paku-paku: a breathing gold fish with open mouth
Chu-gyu—-chu: kissing
Gyu: hugging

92- Life Onboard

Isso muito me lembra uma determinada rotina em minha vida… Hehehe…

82- 誰も知らない – Dare Mo Shiranai – Ninguém Pode Saber

Ahhhhhhhhhh, que filme perfeito!
Que poesia visual, Meu Deus!
Nem ousem ignorar essa minha indicação.

Não vou nem colocar review aqui. É belo demais pra se falar dele.

NÃO PESQUISEM SOBRE ESTE FILME. ASSISTAM-NO SEM SABER DO QUE SE TRATA.
CONFIEM EM MIM!

Assistam e emocionem-se:

***Donwload Filme (Torrent) + Legenda em Português***
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Elenco

Yuya Yagira (Akira)
Ayu Kitaura (Kyoko)
Hiei Kimura (Shigeru)
Momoko Shimizu (Yuki)
Hanae Kan (Saki)
You (Mãe)
Kazumi Kushida
Yukiko Okamoto
Sei Hiraizumi
Ryo Kase

Ficha Técnica

Título Original: Dare Mo Shiranai
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 141 minutos
Ano de Lançamento (Japão): 2004
Site Oficial: http://www.daremoshiranai.com/
Estúdio: Bandai Visual Co. Ltd. / c-style / Engine Film Inc. / TV Man Union / Cine Qua Non Films
Distribuição: IFC Films / Imovision
Direção: Hirokazu Koreeda
Roteiro: Hirokazu Koreeda
Produção: Hirokazu Koreeda
Música: Gontiti
Fotografia: Yutaka Yamasaki
Desenho de Produção: Toshihiro Isomi e Keiko Mitsumatsu
Edição: Hirokazu Koreeda

Qualidade: DVDRip
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Ps: Se conhecerem outros filme com essa poesia, por favor, indiquem-me!

71- Guira In Sampa, Rong He, Happy Griffirthday & AF2008

Fim de semana fantástico com meu amigo aniversariante Griffith e o pequeno gigante Jun, com direito a almoço no Rong He e participação mais que especial do Guira, o famoso Guilherme Pereira… Sim, sim, aquele mesmo que subiu na bananeira…

O Guira como sempre voando por São Paulo, sempre muito programado, sempre muito apressado.
Dessa vez, ele nos apresentou a sua amiga carioca, a que ele conheceu no intercâmbio cultural. Gente finíssima, super culta.

Ele reservou uma boa parte da sua agenda pra nós.
Deu pra botar o papo em dia, filar uma bóia tipicamente chinesa e acompanhá-lo até aqui a Parada Inglesa, conversando sobre nossas experiências no exterior e fuçando naquele brinquedinho magnífico que é o I-Phone. (D+ aquele sistema para escolher os álbuns de mp3!)

Deu pra botar o papo em dia, mas não deu pra matar a saudade.
Ele perguntou sobre o Juninho e mandou lembranças até pra Aninha.
Disse que volta em época de Bienal ainda esse ano. Talvez ele participe do Encontrão. O Griff disse que ia agitar uma balada… Eu me ofereci para levá-lo à Sala SP…

Acabei tendo que voltar mais cedo. Pelo menos mais cedo do que eu eu esperava.
Celular morreu, não consegui me comunicar com meus amigos tripulantes que iam se encontrar nesse domingão. (Camilinha, a gente ainda vai se ver!)

Griffith tá mais velho!
O guri fez aniversário e eu que ganhei os presentes! Ele me trouxe alguns gorrinhos de Buenos Aires e AQUELES alfajores! (Obrigadoooooooo, Griffo.)

Nos divertimos até cansar lá na AF.

Encontramos Berr & Nadete lá nos galpões do Mart Center.
As duas gurias me assediaram:

Não consegui ir no Festival do Japão lá no Jabaquara, mas consegui pegar uma sessão do novo Batman.
Ótimo filme, mas um pouco cansativo.
O Coringa é o personagem mais fodástico desses novos filmes do Batman. Adorei as gargalhadas, os trejeitos, as manias. Figuraça.

Fim de semana cheio de momentos maravilhosos, como a sessão introspectiva lá no Itiriki antes de encontramos o Guira, o passeio de carro ao som de Utada…

Felicidades, Griffo! Tu sabes o quanto és querido.
Obrigado, Jun! Pelo convite, pelas lágrimas, pela terapia…
Maluquetes Berr & Nadete! Seus malucos de pedra! Mandem abraços pro Eidi, o único “normal” do grupo! Hehehe…
Boa viagem, Guira! Bacana demais te rever.
Prazer em conhecê-la, Paty!

Ps: Sae, te liguei, te liguei, te procurei, te procurei e nada…

63- Wall-E

Sabem o que é sair de uma sessão de cinema com a alma lavada e o coração inchado?

É algo cada vez mais raro de acontecer, mas acontece.

Ontem, sai da sessão de Wall-E assim.
Um orgulho bobo, como se aquele filme fosse produzido por mim ou para mim.

Sei que fazia tempo que eu não me sentia desse jeito, com vontade de assistir o filme mais uma vez, assim que os créditos começaram a deslizar na tela.

Wall-E é perfeito, impecável.
Acho que desde Vida de Inseto eu não me emocionava assim.
Fazia tempo que eu não ficava tão deslumbrado, tão apaixonado por um universo.

Junin e Tio que o digam.
Eu me segurei, mas claro que deixei escapar uns pedacinhos fugitivos de emoção…

Talvez seja a vida seca do planeta, aquelas panorâmicas solitárias…
Talvez seja a diretriz conciliada ao hobby de colecionar tesouros…
Talvez seja um olhar para o universo…

O ator coadjuvante não poderia ser mais original: una la cucaracha.

Talvez a estatura, os olhos, o simples fato do pequenino segurar a todo instante uma planta contra o peito, o constante fato dele subir e descer rampas…
Talvez ele tenha me lembrando o ET…

A verdade é que esse pequenino superou todas as minhas expectativas.

O amor platônico.
A prioridade do coração versus a diretriz.

O registro no modo stand by.
Os ícones e signos.
O minimalismo das imagens…

A poesia e os sentimentos explodiam a cada minuto. Uma chuva de gentilezas.

Quando alguém que a gente ama, por algum motivo descobre a invisibilidade dos gestos, da preocupação, da admiração e do coração, a fórmula para o amor é infalível.

Cada vez comprovamos que não existem mais seres tão puros assim.
Da mesma forma, seguimos a vida inteira procurando por eles.

A influência.
Um pequeno robô, tão pequenino e indefeso, com uma função tão comum, rasgou os céus e modificou a vida de tantos indivíduos.
Qual a ferramenta para isso? Atenção, importância, ajuda!

Amei a população obesa e seus hábitos.
Amei a quebra disso.

Amei a viagem.
Amei o vilão.

A trilha sonora apagava e acendia na hora certa. O tema do Peter Gabriel quase me confundiu por um instante. Não consigo parar de ouví-lo.

O uso da realidade para definir o tempo. Acho que é a primeira vez que a Pixar faz essa mistura.

A esperança numa planta!

O amor, a admiração, a amizade, a cooperação, a lembrança…

Sabe quando uma coisa é tão boa que vc não consegue acreditar que ela vai ser boa até o fim?
Vc fica esperando um erro, um deslize, um descuido…

Não houve um único momento gratuito.
Não houve nada para se criticar.

Personagens inteligentes!
Palavra não disperdiçada.

Alguém aqui já dançou apaixonado?
Todos deveriam bailar assim pelo menos uma vez na vida.

Para o designer, os ícones.
Para as crianças, o otimismo.
Para os apaixonados, os gestos.
Para aqueles que ainda acreditam que animação é coisa pra criança, meus sentimentos.

Preciso assistir mais uma vez.
Dessa vez totalmente ciente de que desde o primeiro momento do filme até o último, a experiência vai ser perfeita.