Arquivo da categoria: Books

Livros e leituras

151- Gracias, ‘Liva!

titifreak

Em meu caminho diário para a antiga Criacittá, dentro do busão, entrando pelo bairro da Liberdade, eu era atingido por imagens que me impactavam:

66
51
49

Por vários meses essas imagens ilustraram o meu inconsciente.
Elas me perturbavam ao mesmo tempo que me eram necessárias.

Eu ficava posicionado na janela, esperando o ônibus virar uma esquina, avançar o cruzamento e lá estavam elas.

Aquelas faces cadavéricas já não saiam mais dos meus pensamentos.
Elas estavam me influenciando, mesmo que ainda inconscientemente.

Pegava-me rabiscando entre um trabalho e outro, aqueles traços que havia encontrado nos muros da Liberdade.
Foi quando os rabiscos cairam aos olhos dos amigos.

Foi um pulo para descobrir que aquela arte era do talentoso Titi Freak, amigo da Leika.

Já não vejo mais aquelas faces tão familiares.
Já não tomo mais o velho busão elétrico que cortava o bairro da Liberdade.
Já não trampo mais na velha Cria.

Agora estou trampando na nova Cria, que fica na Vila Leopoldina.
O busão elétrico deu lugar ao trem.
E o caminho que o trem faz até a minha estação é meio mágico, passa por espaços inacreditáveis, ao redor de fábricas e indústrias…
Foi numa dessas que encontrei uma participação especial:

26

Acho que gosto tanto, pq uma das coisas que mais desenho são faces!

Nessa sexta-feira de tanto trampo, fiquei completamente surpreso ao ser abordado pelo garoto Oliva, o diretor de arte mais louco e querido da Criacittá.
Ele veio segurando um pacotão pesado, embrulhado num papel bem colorido com algumas dobraduras e uma etiqueta da Livraria Cultura e disse:
“-Tó, pra vc!”…………….

Ahhhhhhhhhhhhh…
Eu fiquei vermelho! Hahaha…

Nem era aniversário, nem nada!

Comecei a tentar abrir o pacote sem estragar o papel, mas fui ficando mais vermelho… Hahaha…
Os amigos ao lado, curiosos, também se juntaram ao acontecimento e eu ficando mais e mais vermelho até desistir de tentar abrir comportadamente e já rasgando o papel…

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh…

Oliva maluco!
Aquele dia, todos tinham ido almoçar no Shopping Villa Lobos e numa passagem rápida pela livraria, o guri olhou o livro e lembrou daquela minha admiração pelo trabalho do Freak.
Fazia tanto tempo que eu tinha comentado isso com ele!

Puta presente especial!
Não esperava.
Fiquei bobo de vergonha e alegria… Hehehe…

Corri pra mesa dele, levando o livro e uma caneta e pedi dedicatória:

“João Elias! Pra te inspirar nos trabalhos futuros… Um grande abraço, Oliva”.

Que querido!
Ele fez até uma caricatura dele!

Valeu, ‘Liva!
Não consigo parar de folhear as páginas desse livro. Presente perfeito!
Vão me inspirar totalmente.
Obrigado! Muito obrigado!

Ps: Impossível não se lembrar de um outro queridão ao ver o trampo do Freak! Crow, sempre vou me lembrar de vc quando ver os grafites do Titi Freak! Abração!

Anúncios

99- Dia-Mês-Ano_HorasMinutos

Fotos Perdidas

Alguns cliques tirados casualmente com a impotente câmera do meu celular.

– Minha rua às 0 horas;
– Olhando para o céu na noite chuvosa de Natal;
– Baldeações de trem até a Estação Vila Olímpia para comprar o ingresso do show da Cyndi Lauper;
– Níver da Dona Tunica;
– Caçando livros com Bernardo na Fnac Paulista;
– Meu lugar preferido da Plataforma do trem na Estação Barra Funda – A grande ligação;
– Chegada da caixa dos sonhos na minha casa.

Havia outros cliques que poderia postar, mas estes aqui tem um significado bem especial.
No fim das contas é bacana registrar certas imagens, certos momentos… Mesmo que em VGA.

Esse ano descobri uma nova São Paulo. Uma São Paulo de trilhos e novos horizontes.
Esse Natal descobri uma outra conexão, uma conexão espiritual, que liga pontos, que faz feedback pelos céus.

Ano que vem espero ter mais imagens VGA pra colecionar.

Ps: O título Dia-Mês-Ano_HorasMinutos refere-se à forma como as fotos foram nomeadas pelo celular. Ex: 17-02-08_1756 = 17 de Fevereiro de 2008, 17:56hs.

9- Harry Potter E As Relíquias Da Morte

Não há nada mais gostoso do que ler um HP no final do ano! Só ler o HP final no final do ano! Isso sem falar da sorte na pré-venda em ser o último que faturou o brinde.

Desculpem a ausência, mas é impossível ter vida social com um livro desses nas mãos…

O problema é ter que dividir com a mãe e a irmã. Cada um lê dez páginas e passa pro outro…

Todo livro de Harry sempre começa com a cena na casa dos tios. O que foi essa última cena na casa dos tios? Eu me arrepiei! Só esse começo já valeu o livro todo! Ainda estou no segundo capítulo, mas economizando cada frase do livro pra ele durar muito tempo.

Ps: Thanks, Thais!

5- Fnac + America + Thais + HP

Depois de passar ao banco, voei até o laboratório fotográfico para retirar uma encomenda.
Precisava ir até a Paulista me encontrar com a Thais para entregar um pôster, passar na Claro pra desbloquear o celular e me informar about Roaming International, encontrar algum restaurante legal para fazer a despedida, namorar as caixas lacradas do novo livro do HP na Fnac Paulista…
Só não contava com a tempestade no meio do meu caminho. O céu se tingiu de negro e a chuva lavou a alma da cidade.

Cheguei lá na Trianon com atraso. Na escadaria da estação de metrô, todo mundo amontoado esperando a chuva acalmar. A Thais já estava por lá.

Lógico que intimei a guria a me acompanhar, não antes de entregar-lhe a encomenda e explicar todo o processo criativo.

Passamos no America Alamedas e, como bom caipira que sou, estava com vergonha de entrar lá sozinho pra perguntar sobre preços, se haveria disponibilidade de reunir uma galera lá no sabadão, prato + barato, preço de refri, porcentagem de serviço…
Pra começar que me deparo com uma porta giratória… Hehehehe… Preciso me acostumar com isso, senão tô fudido lá fora, só vou comer em Mc Donald´s…
Mas resisti bravamente a minha caipirisse e com ajuda da Thais entramos e fomos conversar com a recepcionista, que já queria nos encaminhar pra uma mesa…

Após muito conversar, decidi fazer a despedida lá.
O America tem um dos menus mais variados e deliciosos de São Paulo.
Um sanduba com hamburguer de 150 gramas custa aproximadamente uns R$13.
Há uma infinidade de pratos com todos os tipos de carnes e peixes, batatas no estilo baked potato, um dos melhores hambúrgueres de picanha, carpaccio, saladas caprichadas, pastas com os mais coloridos molhos, beirute, hot dog na baguete, churrasquinho na baguete… Além de milk shakes destruidores, refrigerantes, sucos, cervejas e vinhos.
As sobremesas não ficam atrás, Apple Pie, Devil´s Food Cake, panquecas, Strawberry Dip, Cheese Cake, Baby Sundae e o incomparável Gateau America… Além dos farofinos e frozen yogurts. Uma taça de sorvete simples custa aproximadamente uns R$7.
Vale lembrar que no America se paga a porcentagem do serviço (mas essa taxa é constante em todos os restaurantes).

O America não é muito famoso pelo seu preço e sim pelos seus pratos impecáveis e irresistíveis. Os pratos mais caros por exemplo, variam entre R$24 e R$34 aproximadamente.
Porém, o sanduba mais simples que eles tem, é grande o suficiente para matar a fome.
Um refrigerante custa aproximadamente R$3,50, alguns sorvetes custam menos de R$10…
Dá pra controlar o bolso e a recepcionista me disse que faz o controle individual de cada pessoa.

Eu acho que vou de Texas, definitivamente o meu prato preferido do America. O prato consiste num hamburguer grelhado de 200 gramas acompanhado de relishes de milho e pepino, batatas fritas e onion rings.
Toda vez que vou lá eu tento variar, mas a verdade é que até hoje eu nunca consegui deixar de pedir o Texas. E depois de um Texas, vc não consegue comer mais nada.

Depois dessa aula gastronômica, saímos de lá com fome (estávamos apenas pesquisando) e encantados com o cardápio. Peguei o cartão e o e-mail do restaurante e fiquei de mandar uma nota sobre quantas pessoas participarão da despedida, para o fato de juntar mesas, reservar, pois 20hs é um dos horários de mais pico no sábado.

Cortamos caminho por dentro da Fnac (o America fica exatamente atrás da Fnac Paulista), e foi lá que eu vi caixas e mais caixas de HP e as Relíquias da Morte, uma em cima da outra, lacradíssimas. Ao lado, um enorme cartaz anunciando a abertura das caixas na madrugada do dia 09 de Novembro.
A Fnac vai fazer um monte de eventos, mas todos começarão às 00:00hs do dia 09, ou seja, nem pensar em estar ali.
Folheei a versão americana e foi então que a Thais me surpreendeu. Sim, sim, ganhei da guria o novissimo livro!!!

Putz! Ela disse que estava tentando encontrar alguma coisa pra me dar de despedida, mas não sabia muito bem o que era. Eu tava meio pirado demais essa hora, então nem sei bem como explicar como foi tudo. Sei que na hora de fechar a Pré-Venda, pois a livraria fechou contrato mesmo, só abre os livros no lançamento nacional… Eu sei que os caras do atendimento disseram que eu era o último cara a pegar o brinde personalizado. Hehehehe lucky bastard…

Thais, quero deixar registrado aqui meu agradecimento. Vc ainda duvida de que esse foi um dos melhores presentes ever? Livro já é um presente perfeito, livro do HP então, é coisa para nunca mais se esquecer! Obrigadoooooooooooooooooooo!!!

Ps1: Galera interessada em ir na minha despedida, confirmem presença: joaoeliasdebrito@terra.com.br
Ps2: Ponto de encontro em frente ao America, 20hs do dia 10/11/07.
__________________

America Alamedas

Alameda Santos, 957
tel. 3283-4424
-cartões de crédito: Visa, Amex, Credicard e Dinners
-cartões de débito: Visa Electron e Redeshop
-tickets: vale refeição, ticket restaurante, cheque cardápio
-tickets eletrônicos: ticket restaurante, sodexo, vr smart, visa vr
-estacionamento com manobrista no local R$9 (3hs)

4- Björk

O post do Tim Festival não expressou com fidelidade tudo o que eu vivi.
Estava com o teclado zoado, então tive que copiar e colar algumas letras pra escrever aquele texto. Foi uma tarefa árdua.
Agora, desapegado do Flog (foi difícil dar adeus ao /jedb e ao /imagensludicas), posso voltar a escrever e dar continuidade ao meu novo Blog, já que não sei como será a sazonalidade de atualizações aqui devido ao atribulado futuro que me aguarda.
De qualquer forma, amo escrever e sei que sempre que puder, virei aqui atualizá-los de minhas aventuras, minhas indicações, meus sonhos, desesperos e pesadelos.

O Tim foi fantástico.
Combinei com a Madá e o Kurenaida lá na catraca do metrô Tietê.
Esperei, esperei. A Madá ligou dizendo que iria se atrasar. Do Kurenaida nem sinal.

Decidi ir embora.
Do metrô até o Anhembi é uma boa caminhada.
Infiltrei-me num grupinho e aproveitei a companhia.

Chegamos em 15min.
A fila nas portas do Anhembi estava andando.
A variedade de moderninhos era a marca do evento.
Dava pra saber quem era fã de quem.

Levei uma nécessaire transparente. Lá, coloquei minha câmera embrulhada em plástico, celular, carteira…
O tiozinho que me revistou, perguntou o que tinha na nécessaire, olhou pro plástico embrulhado… Eu adiantei que era capa de chuva…

Passei ileso com a minha câmera!!! Entrei e me surpreendi com o tamanho do lugar. Fiz um breve reconhecimento da área e encontrei o lugar ideal.
Não era na cara da grade, mas a visão era perfeita.

Encontrei a Madalena e seus amigos rapidamente.
A amiga estava irradiante.

11 anos de espera não é brincadeira.
Poder assistir um show da Björk ao lado da Madá é algo muito especial.

E o primeiro show se deu com a luz do final da tarde.
Os caras do Spank Rock fizeram um som excelente! A gente dançou tribal, pulou, riu e se divertiu.
Foi um pulinho para o céu escurecer e a tarde dar lugar a uma noite agradável.

O maior medo era chover. A semana inteira chuva atrás de chuva.
Para nossa alegria, não caiu um pingo do céu e a noite estava tão fresca, que não dava pra ser mais perfeito. Bom, talvez se eu estivesse na área Vip… Hehehe…

Avistamos os guris Junin, Kurenaida e Schmerz. Bah, eles estavam longe da gente, de lado. Eu pensei comigo “daqui não saio, daqui ninguém me tira”.
Nos cumprimentamos a distância, tentamos comunicação, mas então começou o segundo show, Hot Chips, e nós pulamos tanto que esquecemos de tudo.

O momento tão esperado se iniciou. O povo começou a montar o palco pro show da Björk.
Sem noção poder ver os caras erguendo aquelas flâmulas e bandeirolas tibetana-islandesas, os técnicos testando as aparelhagens de som, instalando o reactable…

Vc viram aquilo? O Reactable é o clímax da inovação tecnológica de instrumentos musicais eletrônicos. Por mais que eu tente explicar o que é, é mais fácil visualizar o passo a passo:

Enquanto os técnicos montavam o palco, musiquinhas nipo-tibetanas rasgava nossos ouvidos. Coisas de Björk! Eu amei!!!

Os pés já falhavam, as costas já nos entregavam.
De repente, a Björk surge como uma santa, vestida de água-viva, com Katamaris na cabeça, tentáculos no vestido.

Ela foi ovacionada!

Earth Intruders foi uma marcha. A Björk ainda equilibrava sua voz. O instrumental ainda estava muito alto.
A pista ferveu. Era um mar de mãos, de cliques, de emoção.
Nem bem terminou a marcha e já começou outra (Hunter), a Björk abriu a roupa de água-viva, tirou o Katamari da cabeça e revelou um vestidinho à la Emilia do Sítio do Pica-pau Amarelo e soltou, literalmente, teias de aranha da palma de suas mãos: momento Spiderwoman.

Hunter e seus beeps e blops incansáveis evidenciou o toque de Midas de Mark Bell, o fantástico programador. Tava toda trupe da turnê Volta: Chris Corsano na batera, a banda de sopro com as garotas islandesas de bandeirinha na cabeça…

…Pagan Poetry trouxe uma batida destruidora, Desired “chata” Costellation, The Pleasure Is All Mine (música de trem fantasma), Jóga e Anchor Song numa roupagem metal inclassificável, Army of Me com direito a sintetizadores virtuais vetorizados na telão do palco, a explosão chamada Innocence (Storm!, Innocence foi espetacular, uma porrada na orelha – ela errou a letra – kawaii)…

Então ela me encantou com 5 Years. Que surpresa máxima!
As batidonas fodônicas de Innocence se transformaram em 5 Years.
A Björk estava uma menininha nessa hora. Ela levantava o dedinho e balançava, como se estivéssemos fazendo algo de errado e ela estivesse nos desafiando. Ela fazia carinha de moleca safada!!! I dare you…
Eu pirei!
Eu olhava pra Madá e não acreditava. A Madá olhava pra mim e não acreditava.

Aquele show de laser cortando os céus do Anhembi, a Björk dominando o microfone, o povo saindo do chão…
Aquilo tava pegando fogo, mas tinha aquela brisa maravilhosa pra refrescar…

E o show foi voando…
…Vökuro acompanhado com cravo trouxe um clima para relaxar e tomar fôlego para embarcar no momento seguinte.
Wanderlust veio para me lavar de sorte, já que essa palavra tem um significado todo especial para o meu atual momento…
Hyperballad começou linda com o sopro das islandesas, no final, a música que começara lenta ganhou batidas eletrônicas e o festival se transformou numa rave.

A rave se alastrou em Pluto.
Tudo o que era feito no reactable, era mostrado nas LCDs… Iniciativa nota dez da Björk!

Declare Independence foi algo inexplicável. Foi energia pura.
Foi o momento mais energético que eu já vi na vida. Dava choque!
Faltando poucos segundos para acabar o show, uma chuva de papéis picados criou uma das cenas mais chocantes e maravilhosas do festival.

Não adiantou nem a Björk agradecer em português. Bastou ela sair do palco e a tristeza bateu. Sabe-se lá quando a veremos por aqui novamente.
Ainda haveria show do The Killers, do Artic Monkeys e da Juliette, mas assim que acabou o show da islandesa, todo mundo se dissipou e muitos vazaram.

Tentamos encontrar os garotos, mas não havia mais ninguém por ali.

Com o coração cheio de realizações, fomos embora.

Cheguei em casa praticamente cedo, corpo cansado, sede fenomenal… Queria me desligar do 220v, mas havia recebido energia demais…
Fui me desligar lá pelas 4 da manhã.

Definitivamente Björk é show pra acontecer por si só. Infelizmente a islandeusa está cada vez mais participante em festivais. Acredito que é mais prático e economicamente interessante pra ela.
Para nós fãs é cansativo. Esperar dois shows desconhecidos antes do esperado é dose.
Não dá pra se concentrar em nada. Em dia de show da Björk, tudo o que a gente quer é assistir o show da Björk. Qualquer coisa no caminho, por melhor que seja, é obstáculo…
Só não fui de Vip por causa das outras bandas. Não pago R$400 pra assistir Björk e as outras bandas. Pagaria se fosse só Björk, mas com outras bandas e outros fãs ao lado realmente não é um bom negócio.
É certo que preciso considerar isso da próxima vez que for ao Tim Festival.

Por mais maravilhoso que tenha sido esse show da Björk no Tim Festival 2007, ele nem chega aos pés do que foi o show da Björk no Free Jazz Festival 1996!

Ps: Não, não. Dessa vez não encontrei a Björk no hotel, muito menos consegui entregar o encantado desenho de 1998.