97- Madonna – Stick & Sweet Tour São Paulo 2008

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Enfrentar o trânsito de São Paulo no último dia 20 do ano de 2008 foi uma tarefa agradável.
A cidade estava doce, com um ar cor-de-rosa: Madonna estava por aqui.

No carro, sem som, cruzar a cidade de um ponto a outro foi especial.
Eu, minha irmã e a amiga Bia, maluquinha de primeira grandeza.

Chegamos naquele campo de batalha.
A primeira impressão não era muito boa: um exército de pessoas.

Acabamos indo até a frente do estádio com o carro! Um erro que mesmo sendo erro, não deixou de ser também agradável.

A primeira impressão não imperou.
O exército de pessoas era da paz: casais de namorados, amigos, gays, idosos, pais com seus filhos, filhos com seus pais…
A mulher tem o poder de reunir todas as tribos.

E lá fomos nós.
Após fazer o retorno e encontrar um posto de gasolina para estacionar o carro, marchamos em direção àquela nave espacial que é o estádio do Morumbi.

Santo Deus!
A sensação em se caminhar no meio de tanta gente diferente, numa noite que se esfriava para anunciar uma chuva torrencial era mágico demais.
O ar estava doce. Isso não se perdeu em momento algum.

Marchávamos com os olhos arreganhados.
A explosão de excitação estava ao nosso redor. Todos as pessoas na rua estavam muito felizes.

Encontrar a entrada da arquibancada vermelha não foi tarefa fácil, mas foi novamente agradável.

Na verdade nem vou mais usar essa qualidade, pois até a garoa de 5 minutos que se precipitou sobre nós foi agradável.

Contornamos o estádio, seguindo sempre para a direita.
Subimos uma rua de belos casarões e encontramos a nossa entrada.

Adentrar aquela nave mágica foi marcante.

Com a câmera bem guardada, munido de binóculos, capa de chuva e uma barra de chocolates, cheguei ao centro do estádio:

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A cena foi amedrontadora.
Gelei.
Havia muito mais gente lá dentro do que lá fora e olha que lá fora já parecia um mundo de gente.

Não dava pra acreditar. Era muita gente.
Na hora, a primeira coisa que veio à cabeça foi: “Graças a Deus que não fui de pista”.

Fomos rapidamente passando pela imensa arquibancada, pisando em todas as cadeirinhas vermelhas até chegarmos num canto estratégico.

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Não estávamos bem na arquibancada. Estávamos dentro de uma área, onde os policiais ficam quando tem jogo de futebol.
O lugar era mais VIP que a Pista VIP.
Estávamos protegidos do empurra empurra. Haviam barras de ferro que nos circulavam.
De lá, não sairíamos por nada.
Encontramos um espaço mais que perfeito!
Apelidei esse lugar de Área Helicóptera, pois a visão que tínhamos de tudo era muito privilegiada.

Não dava pra acreditar como tudo tinha sido tão perfeito.
Até a chuva, invejosa, que parecia estar se preparando para dar seu show, acabou transformando-se numa garoa de 5 minutos, que salpicou de gotas a capa de chuva da Bia.
Não deu nem tempo de colocar a minha.
Aquele mundarél de gente se divertindo lá embaixo chamou nossa atenção.
Era descomunal o tamanho da Pista VIP.
Os caras que estavam grudados ao palco e à passarela deveriam ter chegado muito cedo.

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A noite se abriu como uma flor.

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O doce ainda estava no ar, a tempestade havia passado.

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De repente, as luzes brancas do estádio se apagaram.
Luzes roxas e rosas dançaram sob nossas cabeças.
O som foi ensurdecedor.
Era de arrepiar.

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Um box gigantesco se acendeu.
Fatiaram-se imagens, abriu-se uma caixa mágica de sonhos.
O show começou. Não dava pra acreditar…

Tudo muito rosa, tudo muito tecnológico.

Lá estava ela.
Linda. Leve. Doce.
Candy Shop.

Ela foi ovacionada.

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Ela cantou.

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Dançou.

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Quase nem descansou entre uma música e outra…

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Nos encantou…

Music pra minha mãe…
Heartbeat pro Ber…
Miles Away pro Storm!…
Vogue, Hung Up, Like a Prayer pro guri paraense…
4 Minutes pro Savior…

Cada música me fazia lembrar das pessoas que poderiam ter ido comigo…

A mulher arrasou!
Foi progressivo. Cada performance era melhor que a anterior!

Não dá pra negar. O show é um teatro gigantesco, tecnologia, som fodástico…
Ela nem é uma das melhores cantoras do mundo, mas puta merda, convenhamos, a mulher é simplesmente fenomenal ao vivo.
É sem dúvida nenhuma a artista que tem o show mais delicioso de se assistir.

E ela estava muito animada.
Foi muito polida com a platéia.
Trocou os convencionais “Fuck You” e o dedo do meio por acenos, beijos e declarações de amor por São Paulo.
Conversou bastante com a gente, cantou à capella, deu o microfone na mão das pessoas, tocou guitarra…

É essa imagem de uma Madonna feliz, que levo comigo pra sempre.

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O melhor momento pra mim foi quando ela cantou Ray Of Light.
Eu pulei que nem pipoca no meu quadradinho VIP.
Sério, eu dava pulos tão grandes, pois eu me apoiava nas duas barras de ferro e quase voava de tanto impulso que eu dava.
Aquele estádio inteiro gritando todas as frases da música. Celulares e câmeras tremeluzindo suas luzes como um mar de estrelas… Puta cena linda!
Foi insano, agressivo, ecoa até hoje no meu coração.

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Fizemos muitos amigos.

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Chegamos, em parte, até a compartilhar um pouco da nossa área VIP.

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E tão rápido o show começou, tão rápido ele terminou.

As pessoas não conseguiam voltar à realidade.
Aquela mensagem de Game Over nos telões não foi fácil de aceitar.

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As formiguinhas começaram e se dispersar.

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As luzes principais começaram a iluminar novamente, aos poucos, a dura realidade.
Era hora de ir embora.
Aquela sensação de que tudo havia sido perfeito era o prêmio máximo.

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E assim cada um de nós quis registrar tanta realização.

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As pessoas se dirigiam à saída, enquanto nós subíamos até os níveis superiores.
Ainda não havíamos nos desligado daquela experiência.
Agradecíamos pela perfeição do show, pelo lugar maravilhoso que ficamos, pela segurança, pela noite fresca e sem chuva…

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E ao sairmos à rua, marchamos na procissão até o posto de gasolina.
Durante todo o percurso, fragmentos de magia deixados pela rainha do pop podiam ser vistos em pleno ar.

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É impressionante, mas a vontade que eu tinha era de enfrentar tudo aquilo de novo!

A Stick & Sweet Tour não é nem sombra do que foi The Confessions Tour, pelo menos pra mim, que ainda assim só assisti em Dvd.
Mesmo assim, Stick & Sweet Tour é deliciosa, voa aos olhos, passa na velocidade da luz.
Não é tão ousada, não é tão polêmica, é como o próprio nome diz: doce.

Ela disse que volta.
Será?

2 Respostas para “97- Madonna – Stick & Sweet Tour São Paulo 2008

  1. Cara , como queria ter ido a este show …
    Depois de ler seu texto fiquei com a nítida impressão de ter perdido uma oportunidade única na vida .
    Pelo menos tenho este texto para imaginar e viajar pelo show …
    Mais uma vez , vc escreve e faz o leitor sentir cada sensação que vc teve e ainda nos faz sentir o mesmo .
    Que poder é este ??
    Já disse e repito , se vc nao escrever um livro será um erro …
    Grande abraço , paulista e obrigado pelas músicas !
    Não irei esquecer isso !

  2. Eu estava no show do dia 21…tive alguns problemas de locomoçao as mais de duas horas de atraso, mas o show é lindooo!!!
    Foi pra fechar meu ano…
    Algumas fotos de onde eu fikei estao aki…
    http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13816895214518492060&rl=t
    Abs

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