85- Skol Beats 2008

Esvaziei minha carteira.
Apanhei a câmera e encapei-a com o couro da dita cuja.
O volume resultante poderia ser mal interpretado. Mesmo assim, eu deveria arriscar.

Guardei os ingressos no bolso interno do agasalho.
Apanhei boné, alguns graúdos, certos documentos, meu protetor labial, algumas balas… Nada pra pesar muito…

Refresquei desodorante pelo corpo todo.
Borrifei perfume nas partes corretas…

Calcei um tênis confortavelmente colorido e deixei minha casa exatamente ao som das doze badaladas.

A balada prometia…

Encontrei um Mr. Ber pontualmente perdido e ansioso.
O guri estava mais elétrico do que eu.

Chegamos minutos depois ao Inferno Eletrônico.

A festa pipocava de longe. Dava pra sentir a vibe.
Os ingressos escorregavam da mão! Davam choque.

Adentrar o Skol Beats 2008 foi uma experiência única.
Todo o trabalho de três meses de Cria estavam ali, transformados, colados, amarrados, encantados…

Nem bem entrei e não pude me conter. Já estava em transe profundo.

Lá estava o palco. As testeiras. Os vetores…

Aquilo que havia começado com um simples puxãozinho de mouse havia se transformado em algo grandioso…

Nem bem entramos e já conhecemos duas japinhas graciosas que nos acompanharam até o outro lado da festa.

As minhas testeiras!
Caixa, bilheteria, bar! Hehehe… Tava tudo ali…

Quantas refações até chegar a esse ponto!
Incrível o poder que isso tem. Não dá pra explicar direito.
É um orgulho grande demais.

Até então eu nem havia percebido a qualidade do som. Tava completamente nas nuvens…

Fui voltando aos poucos à realidade.
Cada vez mais, sentia-me envolvido por aquela atmosfera de batuques e batidas.

Aquele som poderoso parecia sair de dentro da gente. Vibrava cada célula.

Claro que encontrei o querido Shorney e a querida Eli. Figuríssimas da Criacittá.

Foi um barato, pois juntou todo mundo e a gente foi conhecer todos os lugares da festa.

Até então, parecia que eu estava vivendo um sonho e que tudo aquilo lá era coisa da minha cabeça…
Bastou o Shorney me cumprimentar para que eu caisse na real e compreendesse o quanto aquilo tudo seria importante para mim…

A partir daí, nos divertimos demais.

Encontrei os diretores de arte da Cria… Vilkas, Interlandi…

E só então caímos na dança.

As tendas e os espaços estavam perfeitos.

Incrível como a realidade se aproximou da nossa arte final.
Lembro-me bem desse projeto montado em prancha rígida a caminho do cliente.
O trabalho do 3D, a iluminação…

Às vezes, um projeto quando ganha vida, torna-se muito diferente do que ele era no papel.
Esse não.

Dançamos tanto que acabamos nos perdendo do Shorney e da Eli.
As japinhas se despediram e todos partimos para caminhos diferentes.

Fomos entrando em todas as tendas. Dançando um pouquinho em cada uma.
Assistimos o incrível show ao ar livre do Digitalism. Puta merda! Que experiência sonora esmagadora! A qualidade do som no palco estava maravilhosa.

O bacana era que dava pra dançar do jeito que vc quisesse.
Havia muito espaço.
Eu e o Mr. Ber literalmente nos esbaldamos…

O frio ajudou demais.
Não choveu uma gota…
E pensar que o dia estava completamente fechado horas antes…

Dançávamos na pista, dançávamos a caminho de outra tenda…
Dançávamos andando, dançávamos sentados…

Dançamos no meio do sambódromo, no canto do palco…

Só fomos sentir necessidade de forrar o estômago no meio da madrugada.
Aquela pizza caiu muito bem. Aquelas senhoras também… Bernardo fez minha propaganda direitinho… Hahaha…

O frio estava impecável.
Se parássemos de dançar, ele nos abraçava.
O jeito era mexer o corpo…

Assim ficamos por horas.
Quando cansávamos, batíamos algumas fotos, passeávamos pela multidão… A regra era criar lembranças alegres e aproveitar a noite como uma criança…

Tive uma surpresa quando fui tirar água do joelho.
Como pude esquecer os meus pictogramas no espelho e portas do sanitário Axe?
Lá estavam os adesivos das menininhas peitudas escalando uma cordinha pra chegar ao seu macho perfumado… Hahaha…

A manhã já estava batendo a nossa porta.
Trouxe consigo mais magia. A magia que deixa as pessoas em câmera lenta.

Resolvemos dançar até o dia clarear.

Foi absurdamente fantástico.

Cruzamos o sambódromo enquanto o sol nascia e rasgava as nuvens.

As pessoas que passavam por nós eram tão interessantes que resolvemos sentar um pouco e contemplá-las.

Ficamos meio jogados num canto e finalmente a cansaço nos dominou.
Tentamos nos levantar várias vezes, mas estávamos tão grogues que ficamos um pouco mais.

Apoiamo-nos um no outro e percorremos alguns metros até sentir a força voltar.
Fizemos então um registro em vídeo bem interessante – que vai demorar um pouco pra ser editado e divulgado aqui – e seguimos dançando mais um pouco, livres, malucos, desequilibrados e um pouco mortos…

A cada passo que dávamos, mais claro o dia ficava.
Aquela luz agredia a retina.

Como morcegos, procuramos proteção na escuridão.
Não havia escuridão.


Registrei tudo até chegarmos ao pórtico.
O som da batida eletrônica ainda podia ser identificado.

Desmaiamos dentro de um ônibus rodoviário com cadeiras confortáveis.
Uma pena a viagem até o Metrô Tietê ser tão curta.

No fim, Mr. Ber acabou vindo até a Parada Inglesa.

Cheguei em casa meio zumbi, meio surdo, meio cego…
Mas eu ainda estava perfumado. Hehehe…

Afundei na minha cama macia num único mergulho e só acordei às 15hs.

Acordei com voltade de voltar.
Olhei as fotos, compilei os pensamentos e mais uma vez comprovei como sou sortudo.

Ps1: Agradecimento especial para meus chefes e supervisores na Criacittá que permitiram minha participação nesse projeto;
Ps2: Agradecimento mais que especial à menina bonita que eu conheci há pouco tempo e que parece irmã de outras vidas;
Ps3: Agradecimento infinito para o manézinho da ilha de Florianópolis. A simples presença desse guri faz com que qualquer momento seja inesquecível.


_____________________________________

Ps4: Feliz Aniversário, Mr. Ber! Tu és o cara!

Que. Festa.

Mil tendas, milhões de pessoas, bilhões de luzes!
Cada um com seu estilo, seu jeito e sua maneira atuando nas mais variadas formas e se divertindo num espaço enorme preenchido na sua maioria por… outras pessoas!
Incrível. Pegar o final do show do Justice, conhecer Pendulum e curtir o show do Digitalism INTEIRO dançando foi incomparável, descritível por apenas uma palavra: Intensidade.

Mas… Mais do que a balada, mais do que a festa que foi, mais do que a noitada dançando nonstop, o mais incrível foi a companhia. O inseparável quase-irmão que me possibilitou a ida e me garantiu a diversão pela noite inteira. Sem ele, não seria de perto possível ter me divertido tanto, ou mesmo ter agüentado a madrugada e o dia seguinte inteiro. Por mais que pareça bobo, sem ver o ânimo incrível desse adolescente de 32 anos (cof, cof), eu não teria agüentado passar aquele tempo todo sem parar de me mexer. Isso sem dúvida foi o melhor, poder ver que do seu lado tem alguém que sente o mesmo e está se divertindo tanto quanto você!

Obrigado, João! *heart*

Ber

From Fotolog

3 Respostas para “85- Skol Beats 2008

  1. Pois nem preciso comentar, né? Meu comentário nasceu antes mesmo do post sair! hahaha

    Foi incrível, mesmo. Mostrou que até num negócio enorme desses, a gente não se desgruda fácil! hahaha

    E tem um erro aí! Quem fez as testeiras, texturas, faixas de todo o Skol Beats?
    VOCÊ é o cara! ;]

    Obrigado por tudo, mas principalmente pela companhia em todas as vezes desse ano!

    De um dos seus amigos mais legais,
    Bernardo. (XDDD)

  2. Arrasando no Skol Beats hein João!
    Parabéns pelas suas realizações profissionais!! Tenho certeza que o melhor ainda está por vir😉

    Absss
    Diego

  3. Mas q diaxo d testeiras sao essas q nao vejo nada?

    To procurando no lugar errado… creio eu…

    T+

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