32- Patris-sama & Luana-chan In A Violently Happy Day

Dia 27 de março foi dia de conhecer amigos com algo em comum: Björk.
Quando a “islandeusa” é desculpa suficiente pra marcar encontrinho pela Paulista, por mais que o tempo se zangue, a garoa se transforme em chuva torrencial, a reunião é sempre um programa inesquecível.

O que dizer, se a pessoa a se conhecer então vem de Bê-Agá?
Não há como esse dia ser um dia comum!

Os amigos björkianos são em sua maioria, amigos internautas, aqueles que habitam os avatares do messenger ou ilustram as comunidades do orkut.
Alguns deles, a gente acaba conhecendo pessoalmente: Wandson, Érico Björk, Fafá Mc Mullan, Kyle Blinder, Mr Grosso, Sabbag
Cada um, de uma maneira ou de outra acaba modificando um pouquinho da minha vida…

Quando o motivo do encontro é Björk, a certeza de passar um dia inesquecível é absoluta.
A fórmula é sempre infalível. A islandesa com sua música sempre consegue tocar e reunir as pessoas mais brilhantes.

Amanda Patris, uai, trem!
Depois de conhecer o goiano-prodígio, foi a vez de conhecer a mineirinha-experimental.
Esse povo björkiano é cheio de talento e atitude!

A Patris já chega chegando com aquele sorriso grandão, aquele sotaque simpático, que só os mineiros dominam. Impossível não se derreter com o charme da mulher de Minas…
Compositora, produtora, cantora, designer…
A moleca vive fazendo suas pinturas sonoras.
O seu projeto m-ut é arte em forma de experimentalismo musical.

Amigona do Sabbag, do J. Lucas… Moderadora da comunidade Björk no Orkut, amiga do pernambucano Rômulo, do carioca Pedro Modesto, cujo curta-metragem teve três remixes meus…

A Patris esteve sempre muito próxima, mesmo sem saber… Foi apenas uma questão de tempo conhecê-la pessoalmente…

Encontrei a mineirinha abrigada da chuva lá no Itaú Cultural.
Não foi nada difícil reconhecer-me, já que eu estava com o Post Book e aquela discreta flor de lótus me anunciando…

Há tempos a guria me disse que viria à Sampa para alguns dias de trabalho e tentaria conciliar o nosso encontrinho na Paulicéia Desvairada.

Em pouco tempo, outra convidada mais que especial se juntou a nós: Luana; outra moderadora da comunidade.
Até então, eu nunca havia reparado no tanto de moderadores que tem a comunidade: Patris, Davi, Victor, Luana, J. Lucas. Falta pouco pra conhecer todos pessoalmente!

Como se não bastasse ter me encontrado com a famosa mineirinha, estava de quebra conhecendo a famosa Luana como bônus.

A Luana chegou com seu jeitinho tímido, sua pastinha de desenhos e projetos no colo e constatamos de repente, que todos os três sabiam desenhar.

Não deu outra.

Após mostrar pras duas os documentos, autógrafos e fotos do encontro com a Björk em 1996, sentamo-nos confortavelmente no chão do instituto cultural e preenchemos uma folha A3 com um pouco de arte.

Ficamos horas viajando na maionese.
Quem passava, reparava.

O céu caia lá fora num mar de pesadas gotas d’água.
Nem demos muita bola.
O papo estava bom demais. Porém, o relógio era inimigo e nos bombardeava sem piedade. Era preciso mostrar muita coisa pra amiga, mas pelo menos eu teria a ajuda da Luana.

Assim que a chuva parou, não hesitei em mostrar a Casa das Rosas.

Esse local é tiro certeiro quando o assunto se relaciona a turismo pela Paulista.

Incrível a coincidência que aconteceu lá. A Patris me pediu pra fotografá-la deitada no chão, da mesma forma que o Sabbag, em passagem pela mesma casa, pediu.

Basta alguém dançar a minha música e embarcar nos meus cliques, para eu transformar a simples visitação à Casa das Rosas num ensaio fotográfico indiscreto.

Passamos algumas boas horinhas ali brincando de fotografar.

As meninas se descontraíram.

Mal sabíamos que esse seria apenas o aquecimento para a próxima etapa: Sesc Paulista.

Vi uma reportagem na Tv divulgando o Festival Tokyogaqui no Sesc Paulista. Exposições, instalações, palestras, workshops e tudo mais sobre a cultura popular de Tokyo…
Claro que eu daria um jeito da mineirinha tirar uma casquinha dessa situação.

Não tenho vergonha em dizer que acertei em cheio.

Adentramos as instalações do prédio do Sesc Paulista, que mais parecia um Zôo do Japôon.

O espaço “Tradição Pop” apresentava paredes peludas cor-de-rosa nos corredores dos elevadores, enormes cubos de origami, karaokês, bandeirinhas e bandeirolas em kanjis, luzes negras, projeções em quimonos, videogames, mangás, todo aquele universo Shibuya-kei que tanto admiro…
O espaço “Ohno 101 + Kusuno”, ambiente oposto à explosão colorida: um salão fúnebre, escuro e negro, com cheiro de morte, chão irregular, bilhões de imagens do butô japonês e com um nível de bizarrice que eu jamais poderia imaginar: perfeito, absolutamente perfeito!

A passagem do goianinho Sabbag pela Paulista resultou uma sessão à la Big Time Sensuality; a passagem da mineirinha Patris gerou um ensaio bem Violently Happy!

Simplesmente não dava pra assimilar tudo. Tive certeza de que precisaria voltar lá mais vezes.

Ampliamos nossa sessão fotográfica a níveis surreais.

Aquelas luzes, aquelas texturas, aquela atmosfera… Tudo contribuiu para nossa máxima diversão.

Demos até canja no karaokê na esquina da instalação.

Eu queria mostrar a Paulista vista de cima para a mineirinha, mas eu sabia que isso seria difícil, pelo simples fato de não conhecer um único ponto para apreciação panorâmica lá na região.
Pois é, esse Festival era tão bacana que trouxe até uma “Beer Garden” na cobertura do instituto. Pela primeira vez pude ver e mostrar a Paulista lá de cima.

Tá certo que a mineirinha vem da cidade que tem o horizonte mais belo do Brasil, mas ver aquela selva de pedra paulistana iluminada ao cair da noite, sob aquele ângulo é emocionante até pra paulistano!

Decidimos continuar o Festival Japonês do nosso jeito, esticando o passeio até o singular bairro da Liberdade.
Fomos jantar um suculento lamen no Asuka.

Era a primeira vez das meninas, a julgar pelos elastiquinhos no hashi.
Em instantes, as duas dominaram a arte de comer com os pauzinhos e devoraram a santa sopinha japonesa como manda a tradição.

A noite nos engoliu.
Quando percebi, já estávamos nos despedindo.

A incerteza de uma data exata para um próximo encontro pesou na hora do adeus.

Fico realmente tocado ao saber que existem pessoas iluminadas, distantes da gente, vivendo suas vidas em suas cidades, longe de qualquer influência ou reflexo… Vidas independentes, perfis irresistíveis, estrelas de luz…
E num dia qualquer, as engrenagens do destino dão um jeito e unem esses universos, essas vidas por algumas horas…
Isso não tem preço.

Se tem algo que eu não me canso de fazer nessa minha humilde vida é conhecer pessoas notáveis.

2 Respostas para “32- Patris-sama & Luana-chan In A Violently Happy Day

  1. Ohhh god, rodeada de imagens e palavras tão bem costuradas , acolchoadas e carinhosas, cá me encontro eu debruçada sobre essas doces lembranças!

    E mesmo com a distância dos ares, do tempo que não desacelera, bom saber que eu posso reviver em uma agradável leitura todo o carinho que senti ao seu lado e ao lado de Luana naquela tarde!

    Vocês escreveram um dia na minha vida que deverá ser lembrado para sempre, porque dias tão memoráveis como este nos alimentam de esperanças quando as responsabilidades e desafios pesam feito bigorna!

    Eu sou uma cordilheira de alegria e gratidão!!! Obrigada pela amizade, cumplicidade e pelas descobertas João e Luana! Meu coração é casa suas . Vocês são para sempre.

    Patris

  2. Esses encontros são por demais gratificantes!
    Muita gente não acredita que podem existir amizades reais no mundo virtual mas, muitas esquecem que o mundo virtual é uma veículo como outro qualquer antigamente usado: as cartas, o rádio-amadorismo…
    Eu acredito nessas amizades e tive o prazer de conhecer várias pessoas que inicialmente fiz amizades via net…
    Acho que conhecer só reforça o que já é muitas vezes óbvio: que vc tem amigos maravilhosos dentro e fora da telinha!
    =)

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