ZOODOJOO

Entradas do Junho 2008

63- Wall-E

Junho 29, 2008 · 3 Comentários

Sabem o que é sair de uma sessão de cinema com a alma lavada e o coração inchado?

É algo cada vez mais raro de acontecer, mas acontece.

Ontem, sai da sessão de Wall-E assim.
Um orgulho bobo, como se aquele filme fosse produzido por mim ou para mim.

Sei que fazia tempo que eu não me sentia desse jeito, com vontade de assistir o filme mais uma vez, assim que os créditos começaram a deslizar na tela.

Wall-E é perfeito, impecável.
Acho que desde Vida de Inseto eu não me emocionava assim.
Fazia tempo que eu não ficava tão deslumbrado, tão apaixonado por um universo.

Junin e Tio que o digam.
Eu me segurei, mas claro que deixei escapar uns pedacinhos fugitivos de emoção…

Talvez seja a vida seca do planeta, aquelas panorâmicas solitárias…
Talvez seja a diretriz conciliada ao hobby de colecionar tesouros…
Talvez seja um olhar para o universo…

O ator coadjuvante não poderia ser mais original: una la cucaracha.

Talvez a estatura, os olhos, o simples fato do pequenino segurar a todo instante uma planta contra o peito, o constante fato dele subir e descer rampas…
Talvez ele tenha me lembrando o ET…

A verdade é que esse pequenino superou todas as minhas expectativas.

O amor platônico.
A prioridade do coração versus a diretriz.

O registro no modo stand by.
Os ícones e signos.
O minimalismo das imagens…

A poesia e os sentimentos explodiam a cada minuto. Uma chuva de gentilezas.

Quando alguém que a gente ama, por algum motivo descobre a invisibilidade dos gestos, da preocupação, da admiração e do coração, a fórmula para o amor é infalível.

Cada vez comprovamos que não existem mais seres tão puros assim.
Da mesma forma, seguimos a vida inteira procurando por eles.

A influência.
Um pequeno robô, tão pequenino e indefeso, com uma função tão comum, rasgou os céus e modificou a vida de tantos indivíduos.
Qual a ferramenta para isso? Atenção, importância, ajuda!

Amei a população obesa e seus hábitos.
Amei a quebra disso.

Amei a viagem.
Amei o vilão.

A trilha sonora apagava e acendia na hora certa. O tema do Peter Gabriel quase me confundiu por um instante. Não consigo parar de ouví-lo.

O uso da realidade para definir o tempo. Acho que é a primeira vez que a Pixar faz essa mistura.

A esperança numa planta!

O amor, a admiração, a amizade, a cooperação, a lembrança…

Sabe quando uma coisa é tão boa que vc não consegue acreditar que ela vai ser boa até o fim?
Vc fica esperando um erro, um deslize, um descuido…

Não houve um único momento gratuito.
Não houve nada para se criticar.

Personagens inteligentes!
Palavra não disperdiçada.

Alguém aqui já dançou apaixonado?
Todos deveriam bailar assim pelo menos uma vez na vida.

Para o designer, os ícones.
Para as crianças, o otimismo.
Para os apaixonados, os gestos.
Para aqueles que ainda acreditam que animação é coisa pra criança, meus sentimentos.

Preciso assistir mais uma vez.
Dessa vez totalmente ciente de que desde o primeiro momento do filme até o último, a experiência vai ser perfeita.

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62- 100 Anos Da Imigração Japonesa

Junho 18, 2008 · 4 Comentários

Parte 1: Do Tietê Para O Anhembi

14 de Junho de 2008. E lá fomos nós para o primeiro dia de comemorações dos 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil no Anhembi.
Fomos à pé desde o Metrô Tietê. Ninguém sabia dizer se havia ou não condução gratuita.

A caminhada até o Anhembi não é muito minha praia, mas pra não perder o pique, resolvemos não perder tempo.
Chegamos aos portões de entrada e encontramos uma carência de multidão.

Será que eu havia errado o dia?

O porteiro pediu para atravessarmos a ponte principal.
Contornamos aquele hotel amarelo e caímos diretamente no lounge oriental.

De cara, percebi que aquele lugar iria ser perfeito para um futuro cochilo.
Mal sabíamos que aquele lounge seria palco para futuras acrobacias e pirações sonoras…

Bernardo é loco! Definitivamente é o cara mais divertido pra se levar a qualquer canto. A presença dele por si só, já é garantia de gargalhadas infinitas.
Ele nem chegou a sentar no puff… Ele já foi virando cambalhota!

As criancinhas não acreditavam naquele tio! Era bom demais pra ser verdade.
Em pouco tempo, a molecada começou a imitar a brincadeira e as coisas fugiram do controle.

Eu falei pra ele que ainda tínhamos um evento inteiro pra descobrir. Voltaríamos ali mais tarde, com menos luz! Hehehe…

Foi então que descobrimos o salão principal.
Aquilo tinha dedo do Hideki Matsuka! A arquitetura impecável daquele lugar, aquela decoração, aquelas cores e espaços vazios…

Por mais que eu tenha fotografado, ainda assim, deixei de fotografar tantas coisas bacanas!
Pensei que voltaria mais alguns dias, mas uma gripe do tamanho do mundo me pegou e realmente vou ter que me contentar com os três dias de visitação.
Mas acho que dá para passar o que eu senti nesses três dias.

Parte 2: Papero

Nem bem entramos no salão principal e já estávamos na fila pra conhecer o robô da NEC, o Papero.
O inventor japonês, o pai do robô, estava pessoalmente lá. Não dava pra perder essa!
A Globo mais uma vez entrou no meio da apresentação, atrapalhando toda a evolução… (E pensar que ainda falta eu aparecer na entrevista dos Yamadas)
Eu e o Bernardo estávamos de olho na camisa estampada que o japonês usava. Safado duma figa de um japonês mesquinho. Não deu a camisa pra gente nem com pedido polido em nihongô.

A apresentação só serviu pra gente aparecer na Globo mais uma vez e pra eu ter certeza de que eu quero um Papero.

Parte 3: Voluntária

Encontramos nos corredores alienígenas do pavilhão, pois os corredores estavam impecavelmente encapsulados de tecido branco, um salão cor-de-rosíssima de Pump It Up.
Lá conheci a Voluntária, uma amiga do Ber que nos acompanhou pra cima e pra baixo.
Conferimos as sakurás de papel, vimos ikebanás…

Ela nos conseguiu a programação e nos acompanhou à exposição de bonecos do Sr. Atae.

Parte 4: Yuki Atae

Meu, os bonecos de pano do Sr. Atae são impressionantes.
O olhar, a fisionomia, o corpo, as mãos e os pés…
As roupinhas, a humildade, a ingenuidade…

São tão lindos, tão lindos que dá uma nostalgia inexplicável.
Eu fiquei imóvel de tanta emoção.

Os detalhes eram preciosos, mas nada se comparava aos seus olhares. Eles enchiam os bonecos de humanidade, de vida. Nunca vou me esquecer.

Parte 5: Nós Gatos…

Até a gatinha mais famosa do Japão a gente encontrou por ali. Com direito a muita bala e sorvete mole.

Parte 6: Look At The Bright Side

E caminhando sem rumo, encontrei uma salinha oscilando rosas cítricos.
Não resisti aquele jogo de luzes. Rapidamente dei um jeito de fazer alguns cliques ali.
Foi dessa maneira que acabei descobrindo que ali aconteceria um visagismo.

Parte 7: Hibiki Family

Como disse, acabei sabendo do Visagismo da Hibiki Family por acaso.
Não podia perder. Não depois de ter contemplado o Visagismo da montagem da noiva japonesa em Amai Michi.

Sentei no chão, fiquei de frente para Akito-san.

A transformação é pura arte. Ela começa com força e decisão.
Akito-san se despe e vai para trás de um grande kasá vermelho se maquiar.

Lá, ele se esfrega.
Em uma massagem firme com as mãos, ele esfrega orelhas, nariz, olhos, pescoço, bochechas.
É como se ele estivesse se libertando de qualquer suor.

Rapidamente ele salpica aquele pompom cheio de talco branco pelo rosto, pescoço e peito.

Ele se despe com muita diversão.
Na hora de tirar seu jeans, ele brinca. O público ri.
Ele começa a passar o pompom na mão e começo do braço e ao pintar os pés, leva o pompom até o nariz e faz cara de chulé!

Seu corpo está enrolado por tiras, como numa múmia.

Ele volta para trás do kasá.
Ele se tinge de um branco mais puro. Traça linhas tênues de um vermelho que exalta a forma oval do rosto.
Ele modifica seus olhos. O caminho para a androgenia se dá.
Nos encara pela primeira vez com sensualidade.

Pinta os lábios com um vermelho explícito.
Nos encara novamente. É como se ele estivesse iniciando um ritual hipnótico.

Ele prende o cabelo com uma faixa.
Em poucos minutos, não há mais cabelos.

Com ajuda de seus irmãos, ele começa a vestir a primeira camada do kimono.
E assim ele vai até a última.

Do tamanco de 30cm à colocação da peruca que é quase um tesouro, todas as fases são de uma poesia visual.

Akito se vira em sua plenitude.
Seus movimentos são graciosos.
Ele arrasta os seus tamancos desenhando um caminho no chão.
Ele levanta o pé, congela o movimento, prende o impulso e solta em poesia. É inexplicável.

O mais próximo de explicar isso sem palavras, remete-se àquela apresentação do filme “Memórias de uma Gueisha”.
É simplesmente o máximo!

No final da apresentação, a família foi ovacionada.

Akito-san, simpático pra caramba, desceu da plataforma e explicou um pouco várias curiosidades.
O povo foi ao delírio.

Não resisti e fui pedir uma foto com ele.
Porém, a cena mais engraçada ficou na hora do agradecimento.
Ah, se as imagens falassem! Hahaha…

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61- Hunting Haunted Houses (HHH)

Junho 15, 2008 · Deixe um comentário

Havia uma passagem secreta para um lugar perdido no tempo e no espaço.
Para se chegar até esse lugar, era preciso enxergar além do reflexo das coisas comuns.

Essa era a diferença daqueles que podiam perceber esse lugar.
Essa era a chave para atravessar este portal.

A primeira confirmação de que a outra dimensão estava caindo como chuva sob nossas cabeças se dava pela saturação, pela percepção granulada da luz.

A gravidade ali não existia.
Podia-se andar nas nuvens, dormir no teto, cair do chão…

Os fantasmas flutuavam nas sombras profundas e mortais.
Bastava apenas passar por eles para nunca mais voltar.

A escuridão era por demais interessante para ignorá-la.
Assim nos afastamos da luz gradativamente.

Uma vez que se tenha desviado da luz, é difícil reencontrá-la.
Porém, basta estar bem acompanhado para conseguir enxergar no escuro e encontrar um caminho alternativo de volta.

Nem sempre terminamos onde começamos.
Mas uma vez conquistado o direito de merecer a chave, conquista-se também o direito de trancar os fantasmas.

É preciso prática para regressar ao mundo real.
Trancafiar ectoplasmas não é uma tarefa fácil. Não é algo a se fazer só.

Os lugares são mais assombrados do que podemos imaginar.
É preciso encarar os fantasmas de frente e jamais dar nossas costas para eles.

Esse é o segredo do porteiro dimensional.
Ele vai e vem num piscar de olhos, num filete de pensamento, num único suspiro.
Esse é o poder daquele que tem a terceira visão.

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60- Media Luna

Junho 11, 2008 · Deixe um comentário

Vcs repararam ontem no tamanho da Lua?

Não dava pra não reparar. Ela estava muito próxima à Terra, quase na linha do horizonte.
Gigantesca, alva, brilhante…

Eu tinha acabado de sair do Metrô Parada Inglesa, tava subindo pra minha casa…

Lá estava ela!
Estava exatamente como nesta imagem, com a base totalmente reta e perfeita.
Nunca a vi desse jeito!
Já era quase media notte…

Como bom lobisomem que sou, fiquei bastante hipnotizado.
Namorei-a em silêncio. Troquei alguns pedidos.

Lua de Junho é sempre mágica, mas a de ontem era mais que isso.
Com certeza, dia 12 de Junho vai ser mais que especial.

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59- Baião De Dois Figurantes Com Água Na Boca

Junho 6, 2008 · 2 Comentários

Tenho vários sonhos malucos numa lista de possibilidades quase impossíveis: gravar um álbum, pular de pára-quedas, reger uma orquestra…
Ser figurante de uma novela com certeza encabeçava essa lista!

Hihihi…

Comecei o dia pendurando varal no apto novo da minha irmã…
Finalizei o dia fazendo figuração pra novela nova da BAND, Água Na Boca…

Bernardo é louco, só pode!
Mas o que ele tem de louco, ele tem de gente boa.
- Vc tem que conhecer a Simone! Vc tem que conhecer a Simone! – ele não parava de repetir essa frase nos últimos dias.
Só não pensei que fosse conhecer a tal produtora tão cedo.

O guri me ligou, disse pra eu largar tudo o que eu estava fazendo, que eles estavam de carro a caminho da cidade cenográfica.

Terminei de instalar o varal, estendi as roupas ainda úmidas e puxei o carro.
Nem deu tempo de passar no laboratório fotográfico. Tive que deixar até as ampliações com os testes da ilustra da minha bonequinha russa para escanteio…

É, o guri tinha razão, eu realmente precisava conhecer a Simone!
Eles me pegaram de carro lá no centro e fomos todos pra tal cidade cenográfica… Claro, fazendo muita bagunça dentro do carro…

A cidade ficava numa fábrica desativada no coração da região industrial do Brás.
Aqueles galpões em tijolinho à vista, aquelas chaminés… Parecia uma cidade fantasma…

Vou deixar pra falar da Simone num futuro post. Ela merece um post especial.

Vida de figurante é divertida. Povo de tv e teatro é tudo doido!
Eu e o Ber estávamos perdidos, boiando… Babando com a atmosfera da cidade cenográfica… Já estávamos planejando, de antemão, uma sessão fotográfica pelas mediações da cidade fantasma…
A Simone, super social, nos apresentava á todas as pessoas que chegavam.
Em pouco tempo já estávamos todos familiarizados.

Fomos pro camarim trocar de roupa.
A figurinista vai olhando pra cada um e distribuindo roupas bacanas segundo seus critérios.
Eu vesti uma linda camisa xadrez e o Ber foi escolhido pra ficar no balcão do bar com uniforme de garçon.
Sortudo safado! Fazia parte do figurino dele um lindo boné amarelinho.
Tive que me contentar com a minha recente carequinha descoberta. Hahaha…

Tava tão preocupado em estar sem o meu boné, que até esqueci que eu tava bonitinho.
Só me toquei que eu tava bem, quando fui ao banheiro jogar uma água no rosto e me vi no espelho.
Também pq uma guria lá me disse que eu tinha ficado charmoso… E que essa nóia com a minha careca era coisa da minha cabeça! Literalmente!

Um carinha da produção nos acompanhou do camarim pro set de filmagem.
Até então, eu tinha visto o set apenas de longe.
Ultrapassamos os trilhos da grua, os cabos e os fios e nos posicionamos em nossos devidos lugares.

A cena a se gravar, o Baião De Dois, o núcleo nordestino da novela Água Na Boca era perfeito! Colorido, vibrante, cheio de detalhes.
Nosso trabalho era ficar sentado lá nas mesinhas do bar, batendo papo, tomando suco e comendo quitutes.
Disseram antes da gente entrar, que iríamos ter que dançar forró. Eu gelei!
Era trote. A única preocupação era manter a postura pra não ficar muito curvado e não olhar pra câmera. Além de estar feliz, sorrindo, descontraído…

Bah, é muito cômico vc inventar conversa com quem vc nunca viu na vida.
Comecei a contar do meu dia pra guria que tava do meu lado, já que a outra guria estava de mãos dadas com o carinha.

Eu olhava pro Bernardo lá no balcão e me mijava de rir. Ele tava muito engraçado arrumando os talheres, cuidando das coxinhas, dos salgadinhos…
Foi um barato! Em determinada hora lá eu tive um ataque de riso…

Bacana vc participar de uma gravação.
Bacana vivenciar essa rotina televisiva maluca.
O diretor que entra em cena a todo instante, os artistas principais se concentrando, os outros brincando com o cenário…
É avião passando e atrasando a gravação do som, é trem saindo da estação do Brás e interrompendo as filmagens…

Eu adorei tudo!
Adorei até o trampo do carinha que ficava mandando cortar, gravar!
Tudo gente novinha. Provavelmente estudantes de tv ou cinema… Show de bola!

Nos divertimos pra caramba e ainda ganhamos uma boa grana!
No final da gravação, eles nos deram um monte de coisas gostosas (hambúrgueres, sandubas de frios, maçãs, sonhos de valsa, confetti, refrigerantes)… Eu tava tão excitado que não consegui nem mordiscar o primeiro lanche…

Destrocamos o figurino por nossas roupas rapidamente e fomos conhecer o resto da cidade cenográfica.
Mas isso é assunto pra outro post…

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58- Gaúchos, Tchê!

Junho 1, 2008 · 4 Comentários

Conheci a Drª Mônica “Eguitinha” através do meu antigo e saudoso Fotolog Imagens Lúdicas.
Isso faz muiiiiiito tempo!

A estudante de medicina era, assim como eu, viciada em séries televisivas.
O simples fato de sermos absolutamente fanáticos por La Femme Nikita foi desculpa para começarmos uma amizade virtual interestadual. Ela é do Rio Grande do Sul, tchê.

Passamos anos nos comunicando…
A viciei em Naruto, em Azumanga, indiquei outras tantas séries e até consegui fazê-la ouvir Pizzicato Five e Halcali…
O mais bacana era que ela se encantava com tudo o que eu mostrava e se havia algo que realmente a deslumbrava, eram as fotos que eu tirava com os amigos pelo centro de Sampa e em particular, pelo bairro da Liberdade.
Ela sempre me dizia que um dia ela viria à Sampa para fazer tudo isso.

Ontem, isso finalmente aconteceu.
Drª OftalMô e Mr. Rô (seu namorado) me encontraram lá no famoso bairro japonês.

É realmente incrível esse lance de conhecer fisicamente alguém tão presente na sua vida virtual.
O abraço tem mais sentimento, a conversa é mais familiar…
Pena o tempo passar tão rápido.

Apresentei ao casal o bairro da Liberdade como ele deve ser mostrado.
Fizemos turismo explicativo pela Marukai com direito a explicação dos diferentes pacotes de balas, iniciação aos salgadinhos de peixe doce, diferenciação dos tipos de furikakes, obentôs…
Apreciamos as pontes, o jardim japonês, o templo budista, ultrapassamos o portal…
Os levei para provar Namagashi com chá quente e finalizamos no Rong He, para a apresentação do chinês macarrônico e sua massa dançarina de fios de yakissoba.

Eles eram muito interessados em tudo. Imagino o que teria sido deles em dia de Tanabata Matsuri!

Saímos da Liba em direção à Pinacoteca, mas paramos muitas vezes pelo caminho.

Os gaúchos nem se incomodaram com o frio de rachar que estava fazendo na cidade.
Deu gosto de percorrer a cidade com eles.

A medida que íamos descendo o centro em direção a Luz, íamos entrando nos centros culturais e catedrais.
E assim eles conheceram o Centro Velho com muita calma e sossego.

Da Catedral da Sé ao Mosteiro de São Bento, do Pátio do Colégio à 25 de Março…
Acabamos no Mercado Municipal. Eles precisavam provar o famoso bolinho de bacalhau e o sanduba matador de mortadela!
Aprovadíssimos!

De lá, com a noite chegando ao nosso encalço, chegamos finalmente à Pinacoteca, que já tinha seus portões cerrados.
Conseguimos ver uma micro exposição japonesa no Museu da Língua Portuguesa logo em frente.
Levei-os também para apreciar o interior da magnífica Estação da Luz. Vimos a torre da Estação Júlio Prestes se acender como uma nave espacial.
O Rô disse que provavelmente voltaria lá amanhã, para pesquisar o preço do seu Nintendo Wii pela Pagé. A Mô disse que precisaria fazer umas compras na Liba e na 25.

Descemos ao mundo subterrâneo que é a Estação da Luz e expliquei pra eles um pouco das maravilhas que eles poderiam encontrar pela região da Paulista e Jardins. Eles definitivamente não iriam dormir essa madrugada!
Após explicar as baldeações (e o que era fazer uma), despedimo-nos.

E claro que como sempre, sozinho a caminho da minha estação, vim matutando sobre o excelente dia.

Como o Brasil está cheio de pessoas formidáveis, cativantes, inteligentes, queridas!
O aperto no coração é sempre certo nessas horas, mas o convite dos guris para conhecer Canela e Gramado definitivamente não vai ser esquecido.

Adorei conhecê-los!
Se ficasse mais algumas horas com vcs, já iria falar em gauchês!

Um bom regresso ao Rio Grande do Sul.
Desculpe a procissão que os fiz passar! Hehehe… Mas acho que vcs terão muitas histórias e lembranças pra contar!

Até a próxima!

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