ZOODOJOO

Entradas do Maio 2008

57- B.Y.T.T.B. BY CYNDI

Maio 31, 2008 · Deixe um comentário

Sei que prometi meu review das faixas do novo álbum da Cyndi Lauper, mas quem melhor pra falar do novo cd do que a própria?

Salve, salve, Edu!

“B.Y.T.T.B. AT&T Blue Room Radio”

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56- Matriochka

Maio 27, 2008 · 4 Comentários

Minha mais nova ilustração: surpresa russa.

Santo Deus, nunca demorei tanto!

Segue o processo de criação:

Agora é decidir pelo fundo branco ou preto, consertar um monte de erros, definir contorno, criar novas faces para todas as tampas que estão “discostas”, individualizar cada boneca em ilustrações menores e não verticais… Haja Hardware…

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55- Azulejos De Lisboa

Maio 26, 2008 · 1 Comentário

Finalmente consegui dar uma passada na Galeria de Arte do SESI pra prestigiar as coleções do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa.

Pode até parecer programa de português, sair de casa pra contemplar azulejo, mas longe de qualquer piada, a parada não deixa nada à desejar no quesito “beleza artística”.
Confesso que à princípio, eu estava curioso com a possibilidade de encontrar algum estímulo que me remetesse àquela Lisboa que conheci em 2007.
Como bom curioso que sou e como tudo me influencia, não podia resistir aquele enorme convite-panorâmico montando na frente do prédio da FIESP/SESI.

Ao adentrar a exposição, embarquei numa viagem no tempo.
Os azulejos são decoradíssimos. Das influências árabes às holandesas, é possível encontrar painéis, vasos, travessas e balaustres.
Os estilos são muitos: barroco, rococó, neoclássico, art nouveau, art déco…
Motivos geométricos, mosaicos, referências à tapeçaria persa, albarradas (florais), mitologia, brasões da nobreza, cenas do cotidiano, hagiológicos (santos), fauna das colônias…

Tudo é retratado impecavelmente em cada azulejo.
O resultado é uma explosão de quebra-cabeças que contam histórias.
9 toneladas de material exposto.

A nostalgia que eu tanto procurava, eu encontrei no meio da exposição.
Lisbonne Aux Mille Couteurs, Paolo Ferreira, 1937, MNA inv.5928.

Eu simplesmente congelei.
O pintor Paolo Ferreira (1911-1999), havia feito para o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris (1937), o painel de azulejos mais fantástico que até então eu tinha visto.

Aquilo representava tudo o que eu havia conhecido em Lisboa!
O coração saltou à boca e a apreciação levou vários minutos.

Desenhei uma linha imaginária vermelha a partir daquela grande praça.
Havia descido do táxi ali, amedrontado e maravilhado com a histórica cidade que se ampliava ao meu horizonte.
Comecei minha procissão.
Ultrapassei o Arco do Triunfo, percorri a Rua Augusta atrás do cartão-postal e dos bolinhos doces, avistei o Elevador de Santa Justa, contornei a Praça Dom Pedro IV, avistei a próxima parada, me perdi em caminhos encantadores, atingi às alturas de Lisboa, comprei o galo, cheguei ao Castelo.

Desenhei uma linha imaginária azul a partir daquele grande castelo.
Após contemplar o Rio Tejo de lá do alto, precisava regressar até a grande praça.
Segui morro abaixo.
Desci a ladeira me guiando pelos trilhos do bonde, passei por ruas e vielas charmosíssimas, encontrei a magnífica igreja, contemplei o resto de luz do Sol que saturava suas paredes, me banhei com o barulho das pessoas voltando para suas casas, dos bondes seguindo seus cursos
Assim cheguei ao ponto inicial.

Viajei tão longe em pensamento!
Quando voltei, estava parado na frente daquele painel, numa tarde de sábado, em plena Paulista…
Demorou pra cair a ficha. Hehehe…

Pude compreender melhor como essa arte é completa.
Além de ter um propósito arquitetônico, ela tem uma importância histórica e uma relevância intercontinental.

Indicado para aqueles que assim como eu, viajam sem sair do lugar.

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54- Yoko Tokue

Maio 26, 2008 · 1 Comentário

Em turnê comemorativa aos 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil, a pianista Yoko Tokue, em sua primeira passagem pelo Brasil, apresentou peças de compositores brasileiros e japoneses no MASP.

Eu queria tanto ir, que acabei chegando lá na portaria do auditório do MASP com um “DIA” de antecedência.
Nunca fiz tanta confusão com o calendário!
O pessoal da recepção e informação do MASP devem ter me achado doido.

Voltei lá no dia seguinte.
Dessa vez, tava tudo certo.
Acabei fazendo amizade com o pessoal do MASP por causa da minha confusão.

Ainda não tinha entrado no auditório do MASP. É realmente muito bonito e confortável. Fica no subsolo.

Aquele mar de japoneses, que eu aprecio tanto, já estavam todos lá.
Do importante cônsul à obaa-chan na cadeira de rodas.
Esse povo sabe como prestigiar seus conterrâneos.

Apesar da comunidade japonesa estar em peso ali, lógico que tinham alguns gatos pingados, os ratos culturais, assim como eu, que não perdem uma.
Sentei-me ao lado de uma senhora muito idosa, que cheirava roupa de gente rica.
Ela era professora de piano.
Para matar o tempo, ela me contava que havia rodado o mundo em aventuras fantásticas e que o Japão, ainda era o lugar que ela mais sentia falta.
O mais bacana nessa senhora, que parecia ser espanhola pelo sotaque, não eram suas roupas ou seus cabelos impecáveis, mas sim a juventude que ela tinha nos olhos.

O sinal para silêncio soou.
As luzes se apagaram e o foco se voltou para o cônsul, que fez uma breve apresentação da pianista.

Natural de Tokyo, Yoko iniciou seus estudos aos quatro anos. Após o ensino médio, rumou à França, onde se formou pelo Conservatório Nacional Superior de Música de Paris.
Venceu concurso de música da NHK, realizou recitais em Paris, Londres e Tokyo, venceu na categoria piano no concurso de Chester, foi pra Califórnia, China e atualmente, além de professora, participa de concertos beneficentes em prol dos pacientes com AIDS.

Sentei na primeira fileira.
Não pude ver os dedos da pianista, mas tive o privilégio de vê-la chorar.

Ela tocou:

O PolichineloHeitor Villa-Lobos
PerigosoErnesto Nazareth
Grande Valsa de BravuraCarlos Gomes
Kawa no Nagare no YouniAkira Mitake
Kojo no TsukiRentaro Taki
Sakura sakura – Fantastia para Piano – Kozaburo Hirai
Noturno (post.)F. Chopin
Polonaise HeróicaF. Chopin
La CampanellaF. Liszt

O que mais me chamou atenção na pianista, era o estado de concentração em que ela se encontrava antes de tocar a primeira tecla do piano.
Parecia que ela ia começar a tocar, mas não… Ela hesitava…
Era como se ela estivesse pedindo permissão a algum Deus…

Quando seus dedos tocavam as teclas do piano, uma outra dimensão se apresentava.

Ela tocou a música que o Pica Pau tocou com o aquele Panda!!!
Simmmmmm, aquela que o piano vai pegando fogo!
Coisa linda! Pura nostalgia.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! Fiquei muito emocionado!

O pessoal do consulado subiu ao palco e a presenteou com um gigantesco buquê de flores.

Pra minha surpresa máxima, ela tocou algo que ninguém esperava.

Eu não conseguia acreditar! Uma das músicas clássicas que eu mais gosto!
É aquela música que eu nunca consegui descobrir o nome! A que tocava no Show de Truman.

Não resisti. Tive que gravar:

Fiquei arrepiado! Sem palavras!
Esse solo é sem dúvida nenhuma, umas das coisas mais belas do mundo pra se tocar ao piano.
Só me resta saber o nome dessa obra-prima! Alguém sabe?

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53- Fragmentos De Tokyogaqui

Maio 20, 2008 · 1 Comentário

Por João, Lemy & Bernardo.

Ps1: Domo arigatou, Hideki-san;
Ps2: Atenção Taubaté, o Tokyogaqui está chegando por æ!

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52- Bring Ya To The Brink

Maio 18, 2008 · Deixe um comentário

Finalmente!

A questão agora é apenas uma: Madonna com seu Hard Candy ou Cyndi com seu Bring Ya To The Brink?
Tirem suas próprias conclusões: ***Download Torrent Here***
A minha é que saímos ganhando de qualquer jeito. Cada álbum é mais dançante que o outro!

Tracklist:

1. “High & Mighty” (Scumfrog)
2. “Into The Night Life” (Peer Astrom of Murlyn)
3. “Rocking Chair” (Basement Jaxx)
4. “Echo” (Peer Astrom)
5. “Lyfe”
6. “Same Old Story” (Rich Morel)
7. “Raging Storm” (Rich Morel)
8. “Lay Me Down” (Kleerup)
9. “Give It Up” (Digital Dog)
10. “Set Your Heart” (Rich Morel)
11. “Grab A Hold” (Dragonette)
12. “Rain On Me” (Axwell)
13. Bônus
14. Bônus
15. Bônus
16. Bônus
17. Bônus

Logo mais teço meus comentários. Acabei de baixar!

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51- Arte: 6º Encontrão Outerspace

Maio 17, 2008 · Deixe um comentário

Todo o ano, o fórum do qual participo promove um encontro.
Encontrão dos nerds, ajuntamento de gamers, chamem como desejar. A verdade é que se não fosse bacana, não estaríamos na sexta edição!

O pai do encontrão, o Bicho Ed, pediu-me pra eu rabiscar alguma coisa.
Que funcionasse como convite, ao mesmo tempo como arte pra camiseta, adesivo… … …

O foda é que quando estou com a criatividade pulsando no meu cérebro, o Pc fica de chico…
Tá loco!
Depois de formatar 3x, instalar todos os drivers, IE, Nero, Speedy, Photoshop, Corel e conseguir deixar o ambiente estável, comecei a transformar os rabiscos em vetores.

Esse Pc simplesmente não dá mais… Tenho que salvar os trabalhos de minuto em minuto… Trava de 5 em 5.
O pobrezinho foi meu companheiro por anos e anos, mas já não tem forças pra me acompanhar…

Depois de duras semanas de bloqueio mental e chico digital, registrando os passos como num making of, o resultado ficou mais ou menos assim:

A idéia era ilustrar uma loira turbinada pernuda de cabelo pintado. Ela estaria com dois Wiimotes, simulando estar jogando o Nintendo Wii.

Eu até que tava com os pés no chão. A loira tava ficando com a cara da Outerspace, mas perdi o rumo na hora de ilustrar as partes interessantes.
Eu devia estar com alguma tanajura no pensamento ou algum vaga-lume invadiu o momento criativo. Quando dei por mim, tinha criado até uma explosão nuclear na bunda da loira!

Eu vou criando as texturas, os cenários e eles vão ficando tão legais que eu vou criando mil variações!

Logotipo é o meu forte. Eu simplesmente amo criar logotipos.
Æ vou colocando tudo na minha moldura do blog e os enquadramentos vão me mostrando detalhes e eu piro! Não consigo sossegar enquanto não salvo uma cópia desses enquadramentos.
Vou pirando lentamente…

Mas æ volto pra realidade e mostro o todo.

E æ, Bicho? Serve?

Ps: A moldura do blog é boa pra enquadrar, mas o bacana dessa imagem é visualizá-la na integra:

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50- joaoeliasdebrito@gmail.com

Maio 13, 2008 · 1 Comentário

Apaguem joaoeliasdebrito@terra.com.br das suas agendas e anotem joaoeliasdebrito@gmail.com

Ps: Hideki, perdi seu e-mail! Por favor, se puder entre em contato, preciso lhe enviar a resposta!

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49- Ukiyo-ê & Korean Girl

Maio 11, 2008 · 1 Comentário

Fui nesse sábado à Pinacoteca, acompanhado pela Mrs. Sae, “The Korean Girl”.

Estilista, mais pra modelista e também ilustradora, a guria também bebe da fonte que é a ilustração oriental e, indiretamente, é influenciada pelo Ukiyo-ê e todo esse mundo flutuante.

Não dava pra ir lá sem ela.
Apesar do meu interesse estar focado no workshop do pessoal do Japan Ukiyo-E Museum, eu precisava mostrar os kimonos e a exposição “Arte Do Período Edo” pra guria.

Encontrei-a tomando o restinho de sol à borda do Parque da Luz.

Chegamos bem cedo pra garantir a senha. 144 lugares não é um número muito bonito!
Certifiquei-me de estar com a câmera afiada pra registrar alguns detalhes, confirmei permissão para fotografar o workshop e lá fomos nós.

O workshop começou com uma rápida explicação do que é o Ukiyo-ê pelo curador Kunio Sakai.
Ukiyo-ê são gravuras coloridas feitas com técnica de xilogravura à base de água, o que confere fluidez e tons claros à obra. O desenho é talhado e pintado em blocos de madeira, e depois passado para o papel.

Já falei muito sobre o Ukiyo-ê no meu antigo flog, o /JEDB. Esse estilo era parte do meu projeto de pesquisa para o Monbukagakusho.
Eu não fui bem na provas do terrível exame, mas nunca abandonei a idéia do projeto.

Após a explicação do curador, o mestre impressor Shingo Ueda começou o processo xilográfico.
O impressor, super reservado, mas bem simpático, aplicou tinta em determinados lugares na placa de madeira…

Não resisti ficar tirando fotos do lugar onde eu estava.
Avisei a Sae que iria registrar os processos lá na frente e fui.

Enquanto o impressor nos contava curiosidades e conversava com a platéia através do tradutor, também demonstrava sua técnica.
A tradução das explicações, um brasileiro fluentíssimo em japonês realizava na hora. No começo, pensei que este tradutor estava seguindo algum script, pois ele era infalível. Com o passar do workshop, pude ver que o cara era realmente iluminado. Ele dominava o idioma japonês de um jeito meio mágico. E ele nem era japonês!

Para se fazer uma das xilogravuras mais famosas do Ukiyo-ê, aquelas ondas de Katsushika Hokusai “Kanagawa-ooki Nami-ura” (A Grande Onda De Kanagawa), Shingo-san utilizou-se de várias placas, que continham os sulcos entalhados para imprimir as diferentes partes do mesmo trabalho.

Ele deitou delicadamente uma folha úmida de papel japonês em branco na placa de madeira com tinta, aplicou pressão à folha com o auxílio de uma ferramenta confeccionada com bambú e cordas cheias de nós, e assim, obteve a primeira impressão.

A impressão no papel ainda úmido era sutil, incompleta.
Para se alcançar o objetivo final, era preciso repetir esse processo utilizando a mesma folha de papel japonês nas outras placas.

Coisa de louco, coisa de japonês!
Lindo, a mais pura tradição japonesa!

Paciência por ser um trabalho em camadas.
Sutileza pela leveza das cores.
Poder e precisão para aplicar a pressão perfeita.

Captei uma ínfima parte da técnica do mestre.
Detalhes e mais detalhes, técnicas passadas de mestre para discípulo.

A culpa foi dele em perguntar se alguém ali queria ser seu discípulo. Eu não esqueceria disso!

Décadas de experiência e ainda assim, na última impressão, o mestre nos diz que está realmente nervoso.
É na impressão final que se colocam os tons mais negros e é preciso muita concentração, mesmo pra quem domina a técnica. Qualquer deslize aqui, pode significar a ruína de todo o processo.

Como haveria de ser, o resultado final estava impecável. Porém, a impecabilidade era apenas aos nossos olhos.
O mestre disse que infelizmente, sob pressão de uma apresentação, o resultado final não fora feliz. Por isso mesmo, essa xilogravura não poderia ser dada, doada, muito menos comercializada. Ela deveria ser considerada apenas como um exercício.

Ocidentais demoram pra entender atitudes como esta.
A platéia soltou um suspiro inconformado. O mestre sorriu!

Quase três horas depois, estávamos lá, eu e a Sae, trocando idéia com o mestre impressor.
Através do amigo tradutor, eu disse para o Shingo-san que tinha interesse em estudar o Ukiyo-ê no Japão, contei um pouco do meu projeto e em troca recebi seu cartão.

O Kunio-san, o curador, também quis saber um pouco mais do meu projeto, pediu pra eu contatá-lo através do e-mail e me presenteou com uma cópia de um dos trabalhos mais lindos do Ukiyo-ê pelo mestre Hiroshige, a Vista do Monte Fuji a partir de Satta, o “point” na Baía de Suruga. A Sae ganhou uma linda “Bijinga” (retratação da beleza feminina).

Comunicamo-nos em japonês, inglês e português. Aquela mistureba que brasileiro adora fazer.
No final ganhamos até “Shashin Ishoni”. Hehehe…

Saímos do workshop tão animados que quase esquecemos de contemplar a exposição “As 36 Vistas Do Monte Fuji” (Fuji Sanjyuurokkei) do mestre Hiroshige (1797 – 1858). Ele é considerado o último mestre do Ukiyo-ê.
As xilogravuras são obras de arte. Através delas é possível estudar os hábitos e costumes do Japão antigo.
A série retrata o Monte Fuji visto a partir do campo, da cidade e de outros locais que fazem parte do cotidiano japonês, durante as quatro estações do ano.
As obras pertencem ao Museu de Ukiyo-ê do Japão, localizado em Matsumoto (Província de Nagano), reconhecido mundialmente por seu rico acervo.

De lá, contornamos o imenso quarteirão do Parque da Luz e acabamos caindo nas ruas do bairro coreano do Bom Retiro.
Mrs. Sae como boa anfitriã que é, levou-me para um passeio pela rua principal, apinhada de restaurantes típicos, lojinhas de doces e salgados…

Provei doce coreano pela primeira vez: Jong Lo bok tuk ou seja lá como essa gostosura se chama.
É uma espécie de moti. A diferença da versão coreana pra japonesa está na massa que envolve o doce de feijão. O coreano tem a massa mais consistente e é umedecida com o famoso óleo de gergelim árabe, o Tahine!

Ganhei da guria uma bandeja inteirinha desses doces. Quase que não sobra nenhum pra contar história! Arigatou, Sae!

Ainda passamos pelo Parque da Fatec, aquele de frente pra um batalhão da Polícia Militar, ao lado do metrô Tiradentes.
As tiazinhas coreanas iam e vinham em sua caminhada religiosa. O frio parecia não incomodá-las, mas rachava minha pele!
Conversamos um quilômetro de palavras e mais uma vez, notei como essa Korean Girl valia ouro!

Cheguei em casa meio hipotérmico. Hehehe…
Amo frio, mas aquele lá tinha poder demais no ar…
Cheguei, fiz um chá quente, dividi os doces coreanos com meus pais e fui desenhar as influências do dia!

D+++++++++++++++++++++

Ps: Agradecimentos especiais ao Sr. Roberto Palazzi (Gestão Cultural). Sem ele, voltaríamos sem nossas cópias do Ukiyo-ê e sem o convite para o workshop de Sumi-ê. Arigatou, san!

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48- Tigarah, Dia 3: O Último Show

Maio 7, 2008 · 8 Comentários

O último dia de Tokyogaqui estava bem cheio.
Cheguei um pouco cedo demais. Queria aproveitar pra dar uma última passada pelas áreas da exposição, relembrar o primeiro dia que eu havia posto os pés lá com a Luana e a Patris…
Aquelas cores, aqueles painéis, aquele universo iria deixar saudades.

Desci para o térreo e ao sair do elevador, dei de cara com a Yuko-chan e a Bárbara.
Cumprimentei-as.
A japa não conseguia esconder a felicidade de me encontrar pela terceira vez. Definitivamente, ela deveria ter se convencido de que eu era realmente um super fã.

Tava doido pra pegar um ingresso gratuito pra assistir a última apresentação de butô. Cheguei até colocar meu nome na lista de espera, mas depois pensei melhor… O que eu estava fazendo? Com certeza eu não conseguiria ficar nem 2 minutos sentado.
Aquelas horas seriam as últimas ao lado da tigresa e eu não poderia perdê-las!

Já estavam retirando o pessoal do 5º andar para montarem o palco…
Novamente haviam me dado carta branca…

Aquela mesma funkeira famosa do primeiro dia estava lá. Dessa vez eu já sabia o nome dela: Deize Tigrona!
Elas tavam ensaiando um música juntas.
Foi improvisação mesmo. Coisa de 15 minutos.
A Deize cantava o Funk Da Injeção com a base eletrônica da Tigarah. Foi uma piração total!
Toda a galera que estava nos bastidores, povo da produção, monitores, faxineiros… Até eu… Ninguém conseguia ficar parado.
Ia funcionar.

A música é algo que rompe qualquer barreira.
A Tigarah não entendia uma palavra do que a Deize dizia.
A Deize precisava chamar o seu produtor a todo instante pra traduzir a conversa.
Uma não entendia a hora que a outra ia entrar, mas mesmo assim, as duas chegaram numa conclusão.

Antes de se dirigir ao camarim, ela passou por mim e perguntou se a passagem tinha sido boa. Eu confirmei com um sinal positivo!

O público invadiu a área.
Eu já estava no meu lugarzinho estratégico, só esperando o Mr. Ber chegar.

Dessa vez eu tinha que filmar! Eu não podia esquecer!
Tirei a máquina do bolso e fiquei com ela na mão pra não esquecer.

Mr. Ber me apresentou a bela Rhaiane e o Eidi: grande figura!

DJ Yugo abriu o show, eu estava com a câmera na mão. Até avisei para um marinheiro de primeira viagem que a Tigarah iria descer a rampa e…

… quando ela começou a cantar, o DJ Yugo errou o botão e tudo parou!
Bah!!! Não teve nem como disfarçar!
Como uma rainha japonesa, a Tigarah riu, pediu desculpas, subiu a rampa de volta e recomeçou!
Æ a galera foi ao delírio com Japanese Queen! (Detalhe pro Mr. Ber cantando)

Ela estava muito à vontade. Falou bastante, agradeceu o carinho.
A galera estava impossível, cantando todas, dançando todas.
O mais incrível foi ver o número de crianças que tinha nesse dia, assim como obaa-chans também. Tiozões, tiazinhas… Era quase um programa familiar.

Foi o máximo todo mundo gritando o refrão de “Matila” e “Brazilian Girl” em Roppongi-Dori.
Tinha até uns marmanjos barbados gritando “gostosa”, fazendo coro de torcida quando ela se aproximava.
Ela desceu do palco e foi cantando no meio da galera! Surreal!

Ela falou muito, agradeceu o Sesc, os organizadores e cantou a tal inédita.
Delícia dançar isso! Não dá nem pra começar a descrever a sensação! Pancadão! “Hands in the air”…

O Ber já sabia a letra de cór… Hehehe…
O povo gritava, dançava, foi a maior diversão!

O momento mais divertido da noite foi a participação da funkeira brasileira. Eu não tinha dúvidas de que seria explosivo.
Nessa hora o show da japa pegou fogo!
Eu falei que ia ser infalível.
Elas não tinham ensaiado mais do que uma vez.

Era a Deize gritando “Ai, ai, ai”…
Era a Tigarah gritando “Ai, ai, ai”…
Era a platéia, os marmanjões e acho que dá até pra me ouvir gritando o “Ai, ai, ai”…
Ninguém conseguia acertar o tempo certo de gritar esse refrão. Foi uma confusão que deu certo!

Falei pra Deize no final do show, que essa alegria toda se deu pela improvisação das duas.
Se fosse combinado não teria sido tão divertido.

No fim até dancei o tal do créu. Deus me livre…
Só quero ver o que a Globo filmou! E olha que a Globo filmou quase o show inteiro!
Pontos pra Deize Tigrona. Ganhou todo mundo ali.

O show foi o mais demorado dos três.
A tigresa estava feliz demais, DJ Yugo parecia estar bastante aéreo, pois soltou dois repetecos que a japonesa não estava esperando. Hehehe…
Sorte nossa!

A Globo prendeu a tigresa depois do show.
Ficamos esperando ela vir entregar os bottons e nada.
Eu tinha avisado aos novos fãs, os quais não tinham estado nos outros shows, que ela sempre aparecia no meio da galera.
Já tinha se passado quase dez minutos e nada dela aparecer.

O pessoal da produção já estava pedindo para que desocupássemos o espaço, pois os funcionários já estava começando a desmontar o cenário da exposição.

De repente, a mulher me aparece.
Aquele tsunami de fãs a engoliu em questão de segundos.
Os produtores pediram pra ela descer ao térreo.

A cena a seguir foi uma confusão dos diabos.
Aquele bolo de gente acumulada com a tigresa no corredor dos elevadores, a Globo filmando…
A última cena que tive antes de perdê-la de vista: uma dúzia de fãs entrando com ela no elevador e o repórter global se apertando pra entrar com a filmadora.

Aproveitei pra agradecer os produtores, Olívia, Jussara, Natália, Juliana, o fotógrafo, a loira, todos esses anjos que me aturaram, abriram tantas portas e me trataram tão, tão, tão bem!
Um beijo pra cada um! Muito obrigado!

Aproveitei que a graciosa Bárbara (A Amiga) estava dando sopa e pedi uma foto.

Da mesma forma com a caríssima Laís.

Quando descemos ao térreo e vimos que aquela turma estava lá na Paulista, na frente do Sesc, surtamos.
Lá estava a japinha naquele frio cortante dando autógrafos, distribuindo os bottons…
Alguns fãs eram tão fanáticos, que eles ainda escolhiam qual bottom eles queriam.
E a Tigarah com uma paciência budista ainda ficava procurando os bottons repetidos! Ahhhhhhhhhhhh… Que santa!

Ela sorria pra todos, até para o carinha sem graça que se declarava incansavelmente.
Ela recusou o convite para ir ao Mc com uma galerinha, mas os encheu de autógrafos.
Ela fez pose com todos, até aqueles que insistiam em tirar fotos com seus celulares VGA.
Alguns ali, mereciam uma foto melhor. Eram educados e eu me ofereci pra fotografá-los.

Esperamos o tsunami de fãs se dissipar um pouco.

Eu ainda tirei fotos pro grande Eidi.

E pra Camila e sua amiga.

Foi assim que conseguimos falar mais um pouquinho com essa queridíssima artista. Esperando todo mundo ir embora.

Coisas de Bernardo:

Agradecemos a Yuko-chan pela última vez e nos despedimos com uma última foto.

Pela terceira vez, varamos a noite lá no italiano comendo massas.
Dessa vez quase que não chego em casa!

Antes de deitar na cama, peguei minhas revistinhas…

Meus ingressos…

E guardei-os no coração.

Ps: E mais uma pro meu mural da fama. Dessa vez no blog da redação do site Nippo-Jovem (link aqui).

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