Depois de Tenerife, minha máquina simplesmente entrou em greve.
Só consegui tirar algumas fotos de Mindelo, na hora da partida. Já estávamos a uma boa distância da ilha.
Voltar aos decks superiores e trabalhar até o sol se por, era realmente compreender um pouco a força da natureza.
Era o meu momento “Shadow of the Colossus”. A grandiosidade das paisagens panorâmicas tinha esse poder. Uma beleza colossal se aquietava a nossa traseira:
Eu sempre adorei viajar de ônibus pelas estradas… Poder contemplar as paisagens passando através da janelinha do ônibus era um poder que eu não entendia muito bem. Adorava olhar para trás e saber que aquele lugar que se perdia de vista, de alguma forma estaria lá, esperando meu regresso.
Desvaneios infantis de lado, aqui, essa sensação era multiplicada por mil.
Deixar aquelas silhuetas de ilhas, com o sol como borrão de luz explodindo numa espécie de falso vulcão, aquele mar desenhando o adeus solar em sua superfície… era épico, era mágico, jurássico, aventureiro…
A Mindelo que eu guardo na mente é essa Mindelo de luz e sombra, não o passeio que eu fiz de Shuttle Bus:
Claro que eu sacrifiquei meu almoço!
Desci voando para o Shuttle Bus, mas a equipe de animação era mais numerosa. Faltava um animador, o Bus saiu com atraso.
Eles iam para uma das praias mais paradisíacas da ilha… As 6hs de folga deles contra a minha 1h me esmagaram. Foi o tempo de chegar e voltar imediatamente no mesmo Bus.











