ZOODOJOO

Entradas do Novembro 2007

10- Xmas Cat Cards 2007

Novembro 21, 2007 · 7 Comentários

Mesmo com os dias atribulados, arranjei um tempinho pra fazer os cartões de Natal para 2007.

Já vou adiantando, esse ano só deu para fazer dois modelos: Nintendo vs Sega. Mas acho que vai agradar aos gregos e aos troianos.
Apesarem de serem edições e não criações, eles tem o mesmo esquema dos cartões de 2005, são em altíssima resolução, são coloridíssimos, fotográficos e com o miolo do cartão em assinatura da marca do papel fotográfico.

Journey of Nights

Para todos aqueles que vivem no mundo dos sonhos…

Mario Galaxy

Para todos aqueles que fizeram pedido às estrelas…

Como tô indo embora quinta-feira, vou deixar as encomendas com a minha velha. Ela vai produzir e esquematizar a entrega.

Pedidos: joaoeliasdebrito@terra.com.br

Ps: Ah, também mudei a assinatura do gato! Vejam como ficou:

Ps2: Junin, seus dois cartões já estão sendo produzidos. Minha mãe vai entrar em contato contigo. E Mu, deixei com a minha mãe os cartões antigos, vc só precisa escolher qual das versões prefere. Vou deixar um catálogo no meu orkut!

Categorias: Art
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9- Harry Potter E As Relíquias Da Morte

Novembro 16, 2007 · 3 Comentários

Não há nada mais gostoso do que ler um HP no final do ano! Só ler o HP final no final do ano! Isso sem falar da sorte na pré-venda em ser o último que faturou o brinde.

Desculpem a ausência, mas é impossível ter vida social com um livro desses nas mãos…

O problema é ter que dividir com a mãe e a irmã. Cada um lê dez páginas e passa pro outro…

Todo livro de Harry sempre começa com a cena na casa dos tios. O que foi essa última cena na casa dos tios? Eu me arrepiei! Só esse começo já valeu o livro todo! Ainda estou no segundo capítulo, mas economizando cada frase do livro pra ele durar muito tempo.

Ps: Thanks, Thais!

Categorias: Books
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8- É Pá Cumê? Intão É Cum Nóis Mês…

Novembro 16, 2007 · 4 Comentários

Se é pra comer, a gente faz bonito!

Ps: Despedida Parte 2 num restaurantezinho xexelento da Liberdade!

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7- Despedida Americana

Novembro 11, 2007 · 11 Comentários

Encontrei uma parte da turminha na frente do America Alamedas.
Estava um pouco nervoso, não tenho o hábito de promover despedidas, ainda mais quando se trata da minha despedida.

Ao entrarmos no America, identifiquei-me na recepção. Estava tudo reservado. Atendimento nota dez.
Fomos levados até o salão principal e para meu desespero, uma mesa initerrupta se ampliou na minha frente. Os caras do restaurante haviam reservado o melhor lugar da casa, de frente para a fonte da Fnac na Alameda Santos. A sensação era de que na mesa havia umas 50 cadeiras…
Pensei comigo: “Puxa! Nem fudendo que a gente vai ocupar todas essas cadeiras!”… Comecei a surtar em silêncio: “Caraca, acho que vou pedir pra tirar umas duas ou três mesas, vai sobrar muitos lugares, os garçons irão me matar”…

Foi só o tempo de ir ao toilet jogar uma água no rosto e quando eu voltei, a maior parte da turma já havia chegado.

Rapidamente aquela mesona silenciosa se encheu de amigos, de cores e de barulhinho bom.
Por mais que todos estivessem por lá, ainda chegavam convidados.
Sentei-me estrategicamente na cadeira do centro da mesa, fiquei exatamente no meio do bate-papo. Acho que consegui dar atenção a todos…

Obentou, Edum, Junin, Tio, Leone, Fera, Griffo, Jun, Fumiko, Fran, Cau, Madá, Geladeira, Kurenaida, Chaos, Aqua, Aninha, Schmerz, Paloma, Ed Bichoooooooooo e até mesmo um Mu de Áries que caiu de pára-quedas e ficou com a gente até o fim!

Que noite mais agradável!
A conversa não parava um segundo. Era papo pra lá, papo pra cá.

Não dava pra acreditar que eu havia conseguido reunir tanta gente querida naquele lugar especial.

Eu sou caipira de restaurante chique… Conseguir marcar uma parada dessas foi mais um grande desbloqueio.
Claro que grande parte do mérito desse desbloqueio se deve à Thais, que foi comigo fazer a reserva. Sem ela, nada disso teria acontecido, pelo menos não ali no America.

A lembrança dessa noite, a cara de cada amigo, os papos, as risadas, o lugar, tudo vai estar gravado no fundo do meu coração. Essa noite vai ser muito útil nos momentos de solidão lá no navio. Quando a saudades bater, quando o desespero invadir, basta apenas me lembrar daquela mesa vazia e de como ela se encheu rapidamente.

Juntar Obentou com Griffo, Fumiko com Tio, Madá com Fera, Jun com Paloma, Cau com Edum, Kurenaida com Geladeira, Aninha com Aqua… Eu acho que essa é uma das melhores formas de manter acesa a chama da amizade. É compartilhar amigos de uma determinada dimensão com amigos de outra. A beleza das coisas está nos seus extremos, na variedade. E eu adoro juntar meus amigos nerds com os amigos da facul, os amigos da Outerspace com os amigos da rua, os quietinhos com os bagunceiros, os mais novos com os mais velhos…

Tudo estava muito bom, tudo estava muito bem, mas saco de batatas não fica em pé vazio. Os cardápios chegaram e então o povo se perdeu com a variedade de delícias. Eu não consegui fugir do convencional, fui de Texas novamente…

Grandes pratos, hambúrgueres de picanha que derretem na boca, saladas delicadas e o melhor aperitivo do mundo: onion rings (que todo mundo aprovou).
O povo se surpreendeu com o cardápio exclusivo de sobremesas, mas eu já os havia alertado para esse crime gastronômico… Hehehehe…

Acabamos esticando o papo até ás altas horas da noite. O povo queria saber da vida a bordo, dos assuntos discutidos no treinamento da marinha, da companhia… E esse papo é sempre muito interessante, ou seja, o tempo voou.
Não deixei ninguém ir embora sem antes assinar meu caderno e deixar seus endereços para que eu possa enviar postais das cidades por onde passar. Prometi que, como os amigos são muitos e as cidades por onde passarei também são, mandarei os postais numa ordem de revezamento. Æ, cabe aos amigos marcarem um encontro pra compartilharem seus diferentes postais uns com os outros.

Faltando pouco para meia-noite, tiramos a saídera (fotograficamente falando – nada de alcoolismos) e corremos para pegar o último metrô.

Sem palavras para expressar o quanto essa despedida foi especial e importante.
Fala sério! João Elias de Brito sem palavras?
Tenho algumas exclusivas:

Ps01: Obentou, sei que já estava de pé desde cedo, e sei também que ficaria acordado até a madrugada para me prestigiar! Até quinta!
Ps02: Edum, pontualidade britânica! Em tão pouco tempo, tanta demonstração de amizade. Por favor, continue encontrando esses meus camaradas.
Ps03: Junin, sempre presente! É isso que eu admiro demais em vc! Quando estiver lá no navio, vou me basear muito nessa sua virtude.
Ps04: Tio, vai ser duro ficar longe de vc! Aprendi muito apenas te observando, guri! Vc vai junto comigo no meu coração!
Ps05: Leone, eu nem prestigiei seu artigo e muito menos folheei como deveria o Guia do Galaxy. Vc sabe que eu fico todo perdido nesses encontros, né? Por favor, compenso no feriado!
Ps06: Fera, sem vc não tem graça. Vc é o sorriso dos encontros!
Ps07: Griffo, vc ficou um tempão! Eu quase não acreditei! Vc sabe o quanto é querido! Saudades desde já…
Ps08: Jun, pegueno gigante! Vc estava impossivelmente divertido. É esse Jun que eu descobri lá no AF e que me encantou e encanta a todos! Espero que tenha curtido o “Procissâo”, ele é presente do Griffo para vc!
Ps09: Fumiko, sei o quanto foi difícil vc estar ali, mas não há preço que pague ter sua companhia nessa noite tão importante.
Ps10: Fran, cuida da mãe e estuda bastante!
Ps11: Cau, a minha fada madrinha! – Foi a Cau que me indicou o trampo no navio! – Nos encontramos na Noruega!
Ps12: Madá, vc é aquela figurinha premiada, parte integrante do meu álbum da vida. Passa ano, sai ano e vc está sempre me apoiando em tudo o que eu faça! Te amo!
Ps13: Geladeira, sua presença ali, mesmo que no cantinho da mesa é de uma importância tamanha. É bom demais compartilhá-lo com meus outros amigos. Vc é um cara famoso! Hehehehe…
Ps14: Kurenaida, nem preciso falar muito, senão vou ser injusto com os outros. Não pensei que vc estaria em Sampa, foi bom demais tê-lo lá. Nos encontramos em Recife, Ilhéus, Salvador, Rio de Janeiro ou Imbituba, ok?
Ps15: Chaos, grande honra ter sua presença na minha despedida. Te encontro lá pela Europa no seu mochilão?
Ps16: Aqua, outra ilustríssima presença. Uma pena a Carlinha não ter podido te acompanhar, mas recebo os cumprimentos dela e retribuo-os. Vai juntando uma graninha que eu vou ver o desconto lá pra os cruzeiros…
Ps17: Aninha, não resisti sua beleza e a coloquei em evidência vertical. Sabia que vc não perderia essa por nada, mas é tão mais legal saber por vc. Vai ser duro ficar sem nossas tardes de sábado. Mantenha o rosa do Ds sempre rosa!
Ps18: Schmerz, o cara que mais me conhece! Te amo, guri!
Ps19: Paloma, cuida direitinho do meu amigão, tá? E quando eu voltar a gente faz aquele jantarzinho, sim!!! Felicidades em Abril, guria!
Ps20: Ed, vc veioooooooooooooooo… O Anjim tinha encontrado vc no fórum e me disse que provavelmente vc não iria. Tinha perdido as esperanças… mandei e-mail, torpedo e nada… Fiquei muuuuuuuuuito feliz de ver vc lá… Fica com Deus, Bicho. E quando eu voltar, quero ver como ficou o “apartamentoso”!
Ps21: Mu “Hemodiálise”, meu amigo com problema nos rins, amei sua passadinha definitiva! Ficou com a gente até o final! Pode deixar, vou aproveitar, vou estudar e me divertir como nunca! E torce pra eu encontrar a minha islandeusa perdida lá na Europa! Hehehe…

A todos os meus amigos, o meu mais verdadeiro obrigado.

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6- Beautiful Katamari OST

Novembro 10, 2007 · 1 Comentário

Finalmente saiu a trilha sonora mais f… bonita de Katamari.

Tracklist:

01 Bless My Stars
02 BOYFRIEND A GO GO
03 Colorful Heart
04 Cosmic Lounge
05 DANKETSU
06 Epilogue
07 Everyone’s Mambo
08 Guru Guru Gravity
09 Harvest of Love
10 Into the sky
11 Katamari Dancing
12 Katamari Planet
13 Katamarity
14 La Campanella
15 Prince Lounge
16 Prologue
17 Sayonara Rolling Star
18 STAR! STAR! STAR!

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5- Fnac + America + Thais + HP

Novembro 9, 2007 · 8 Comentários

Depois de passar ao banco, voei até o laboratório fotográfico para retirar uma encomenda.
Precisava ir até a Paulista me encontrar com a Thais para entregar um pôster, passar na Claro pra desbloquear o celular e me informar about Roaming International, encontrar algum restaurante legal para fazer a despedida, namorar as caixas lacradas do novo livro do HP na Fnac Paulista…
Só não contava com a tempestade no meio do meu caminho. O céu se tingiu de negro e a chuva lavou a alma da cidade.

Cheguei lá na Trianon com atraso. Na escadaria da estação de metrô, todo mundo amontoado esperando a chuva acalmar. A Thais já estava por lá.

Lógico que intimei a guria a me acompanhar, não antes de entregar-lhe a encomenda e explicar todo o processo criativo.

Passamos no America Alamedas e, como bom caipira que sou, estava com vergonha de entrar lá sozinho pra perguntar sobre preços, se haveria disponibilidade de reunir uma galera lá no sabadão, prato + barato, preço de refri, porcentagem de serviço…
Pra começar que me deparo com uma porta giratória… Hehehehe… Preciso me acostumar com isso, senão tô fudido lá fora, só vou comer em Mc Donald´s…
Mas resisti bravamente a minha caipirisse e com ajuda da Thais entramos e fomos conversar com a recepcionista, que já queria nos encaminhar pra uma mesa…

Após muito conversar, decidi fazer a despedida lá.
O America tem um dos menus mais variados e deliciosos de São Paulo.
Um sanduba com hamburguer de 150 gramas custa aproximadamente uns R$13.
Há uma infinidade de pratos com todos os tipos de carnes e peixes, batatas no estilo baked potato, um dos melhores hambúrgueres de picanha, carpaccio, saladas caprichadas, pastas com os mais coloridos molhos, beirute, hot dog na baguete, churrasquinho na baguete… Além de milk shakes destruidores, refrigerantes, sucos, cervejas e vinhos.
As sobremesas não ficam atrás, Apple Pie, Devil´s Food Cake, panquecas, Strawberry Dip, Cheese Cake, Baby Sundae e o incomparável Gateau America… Além dos farofinos e frozen yogurts. Uma taça de sorvete simples custa aproximadamente uns R$7.
Vale lembrar que no America se paga a porcentagem do serviço (mas essa taxa é constante em todos os restaurantes).

O America não é muito famoso pelo seu preço e sim pelos seus pratos impecáveis e irresistíveis. Os pratos mais caros por exemplo, variam entre R$24 e R$34 aproximadamente.
Porém, o sanduba mais simples que eles tem, é grande o suficiente para matar a fome.
Um refrigerante custa aproximadamente R$3,50, alguns sorvetes custam menos de R$10…
Dá pra controlar o bolso e a recepcionista me disse que faz o controle individual de cada pessoa.

Eu acho que vou de Texas, definitivamente o meu prato preferido do America. O prato consiste num hamburguer grelhado de 200 gramas acompanhado de relishes de milho e pepino, batatas fritas e onion rings.
Toda vez que vou lá eu tento variar, mas a verdade é que até hoje eu nunca consegui deixar de pedir o Texas. E depois de um Texas, vc não consegue comer mais nada.

Depois dessa aula gastronômica, saímos de lá com fome (estávamos apenas pesquisando) e encantados com o cardápio. Peguei o cartão e o e-mail do restaurante e fiquei de mandar uma nota sobre quantas pessoas participarão da despedida, para o fato de juntar mesas, reservar, pois 20hs é um dos horários de mais pico no sábado.

Cortamos caminho por dentro da Fnac (o America fica exatamente atrás da Fnac Paulista), e foi lá que eu vi caixas e mais caixas de HP e as Relíquias da Morte, uma em cima da outra, lacradíssimas. Ao lado, um enorme cartaz anunciando a abertura das caixas na madrugada do dia 09 de Novembro.
A Fnac vai fazer um monte de eventos, mas todos começarão às 00:00hs do dia 09, ou seja, nem pensar em estar ali.
Folheei a versão americana e foi então que a Thais me surpreendeu. Sim, sim, ganhei da guria o novissimo livro!!!

Putz! Ela disse que estava tentando encontrar alguma coisa pra me dar de despedida, mas não sabia muito bem o que era. Eu tava meio pirado demais essa hora, então nem sei bem como explicar como foi tudo. Sei que na hora de fechar a Pré-Venda, pois a livraria fechou contrato mesmo, só abre os livros no lançamento nacional… Eu sei que os caras do atendimento disseram que eu era o último cara a pegar o brinde personalizado. Hehehehe lucky bastard…

Thais, quero deixar registrado aqui meu agradecimento. Vc ainda duvida de que esse foi um dos melhores presentes ever? Livro já é um presente perfeito, livro do HP então, é coisa para nunca mais se esquecer! Obrigadoooooooooooooooooooo!!!

Ps1: Galera interessada em ir na minha despedida, confirmem presença: joaoeliasdebrito@terra.com.br
Ps2: Ponto de encontro em frente ao America, 20hs do dia 10/11/07.
__________________

America Alamedas

Alameda Santos, 957
tel. 3283-4424
-cartões de crédito: Visa, Amex, Credicard e Dinners
-cartões de débito: Visa Electron e Redeshop
-tickets: vale refeição, ticket restaurante, cheque cardápio
-tickets eletrônicos: ticket restaurante, sodexo, vr smart, visa vr
-estacionamento com manobrista no local R$9 (3hs)

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4- Björk

Novembro 7, 2007 · 3 Comentários

O post do Tim Festival não expressou com fidelidade tudo o que eu vivi.
Estava com o teclado zoado, então tive que copiar e colar algumas letras pra escrever aquele texto. Foi uma tarefa árdua.
Agora, desapegado do Flog (foi difícil dar adeus ao /jedb e ao /imagensludicas), posso voltar a escrever e dar continuidade ao meu novo Blog, já que não sei como será a sazonalidade de atualizações aqui devido ao atribulado futuro que me aguarda.
De qualquer forma, amo escrever e sei que sempre que puder, virei aqui atualizá-los de minhas aventuras, minhas indicações, meus sonhos, desesperos e pesadelos.

O Tim foi fantástico.
Combinei com a Madá e o Kurenaida lá na catraca do metrô Tietê.
Esperei, esperei. A Madá ligou dizendo que iria se atrasar. Do Kurenaida nem sinal.

Decidi ir embora.
Do metrô até o Anhembi é uma boa caminhada.
Infiltrei-me num grupinho e aproveitei a companhia.

Chegamos em 15min.
A fila nas portas do Anhembi estava andando.
A variedade de moderninhos era a marca do evento.
Dava pra saber quem era fã de quem.

Levei uma nécessaire transparente. Lá, coloquei minha câmera embrulhada em plástico, celular, carteira…
O tiozinho que me revistou, perguntou o que tinha na nécessaire, olhou pro plástico embrulhado… Eu adiantei que era capa de chuva…

Passei ileso com a minha câmera!!! Entrei e me surpreendi com o tamanho do lugar. Fiz um breve reconhecimento da área e encontrei o lugar ideal.
Não era na cara da grade, mas a visão era perfeita.

Encontrei a Madalena e seus amigos rapidamente.
A amiga estava irradiante.

11 anos de espera não é brincadeira.
Poder assistir um show da Björk ao lado da Madá é algo muito especial.

E o primeiro show se deu com a luz do final da tarde.
Os caras do Spank Rock fizeram um som excelente! A gente dançou tribal, pulou, riu e se divertiu.
Foi um pulinho para o céu escurecer e a tarde dar lugar a uma noite agradável.

O maior medo era chover. A semana inteira chuva atrás de chuva.
Para nossa alegria, não caiu um pingo do céu e a noite estava tão fresca, que não dava pra ser mais perfeito. Bom, talvez se eu estivesse na área Vip… Hehehe…

Avistamos os guris Junin, Kurenaida e Schmerz. Bah, eles estavam longe da gente, de lado. Eu pensei comigo “daqui não saio, daqui ninguém me tira”.
Nos cumprimentamos a distância, tentamos comunicação, mas então começou o segundo show, Hot Chips, e nós pulamos tanto que esquecemos de tudo.

O momento tão esperado se iniciou. O povo começou a montar o palco pro show da Björk.
Sem noção poder ver os caras erguendo aquelas flâmulas e bandeirolas tibetana-islandesas, os técnicos testando as aparelhagens de som, instalando o reactable…

Vc viram aquilo? O Reactable é o clímax da inovação tecnológica de instrumentos musicais eletrônicos. Por mais que eu tente explicar o que é, é mais fácil visualizar o passo a passo:

Enquanto os técnicos montavam o palco, musiquinhas nipo-tibetanas rasgava nossos ouvidos. Coisas de Björk! Eu amei!!!

Os pés já falhavam, as costas já nos entregavam.
De repente, a Björk surge como uma santa, vestida de água-viva, com Katamaris na cabeça, tentáculos no vestido.

Ela foi ovacionada!

Earth Intruders foi uma marcha. A Björk ainda equilibrava sua voz. O instrumental ainda estava muito alto.
A pista ferveu. Era um mar de mãos, de cliques, de emoção.
Nem bem terminou a marcha e já começou outra (Hunter), a Björk abriu a roupa de água-viva, tirou o Katamari da cabeça e revelou um vestidinho à la Emilia do Sítio do Pica-pau Amarelo e soltou, literalmente, teias de aranha da palma de suas mãos: momento Spiderwoman.

Hunter e seus beeps e blops incansáveis evidenciou o toque de Midas de Mark Bell, o fantástico programador. Tava toda trupe da turnê Volta: Chris Corsano na batera, a banda de sopro com as garotas islandesas de bandeirinha na cabeça…

…Pagan Poetry trouxe uma batida destruidora, Desired “chata” Costellation, The Pleasure Is All Mine (música de trem fantasma), Jóga e Anchor Song numa roupagem metal inclassificável, Army of Me com direito a sintetizadores virtuais vetorizados na telão do palco, a explosão chamada Innocence (Storm!, Innocence foi espetacular, uma porrada na orelha – ela errou a letra – kawaii)…

Então ela me encantou com 5 Years. Que surpresa máxima!
As batidonas fodônicas de Innocence se transformaram em 5 Years.
A Björk estava uma menininha nessa hora. Ela levantava o dedinho e balançava, como se estivéssemos fazendo algo de errado e ela estivesse nos desafiando. Ela fazia carinha de moleca safada!!! I dare you…
Eu pirei!
Eu olhava pra Madá e não acreditava. A Madá olhava pra mim e não acreditava.

Aquele show de laser cortando os céus do Anhembi, a Björk dominando o microfone, o povo saindo do chão…
Aquilo tava pegando fogo, mas tinha aquela brisa maravilhosa pra refrescar…

E o show foi voando…
…Vökuro acompanhado com cravo trouxe um clima para relaxar e tomar fôlego para embarcar no momento seguinte.
Wanderlust veio para me lavar de sorte, já que essa palavra tem um significado todo especial para o meu atual momento…
Hyperballad começou linda com o sopro das islandesas, no final, a música que começara lenta ganhou batidas eletrônicas e o festival se transformou numa rave.

A rave se alastrou em Pluto.
Tudo o que era feito no reactable, era mostrado nas LCDs… Iniciativa nota dez da Björk!

Declare Independence foi algo inexplicável. Foi energia pura.
Foi o momento mais energético que eu já vi na vida. Dava choque!
Faltando poucos segundos para acabar o show, uma chuva de papéis picados criou uma das cenas mais chocantes e maravilhosas do festival.

Não adiantou nem a Björk agradecer em português. Bastou ela sair do palco e a tristeza bateu. Sabe-se lá quando a veremos por aqui novamente.
Ainda haveria show do The Killers, do Artic Monkeys e da Juliette, mas assim que acabou o show da islandesa, todo mundo se dissipou e muitos vazaram.

Tentamos encontrar os garotos, mas não havia mais ninguém por ali.

Com o coração cheio de realizações, fomos embora.

Cheguei em casa praticamente cedo, corpo cansado, sede fenomenal… Queria me desligar do 220v, mas havia recebido energia demais…
Fui me desligar lá pelas 4 da manhã.

Definitivamente Björk é show pra acontecer por si só. Infelizmente a islandeusa está cada vez mais participante em festivais. Acredito que é mais prático e economicamente interessante pra ela.
Para nós fãs é cansativo. Esperar dois shows desconhecidos antes do esperado é dose.
Não dá pra se concentrar em nada. Em dia de show da Björk, tudo o que a gente quer é assistir o show da Björk. Qualquer coisa no caminho, por melhor que seja, é obstáculo…
Só não fui de Vip por causa das outras bandas. Não pago R$400 pra assistir Björk e as outras bandas. Pagaria se fosse só Björk, mas com outras bandas e outros fãs ao lado realmente não é um bom negócio.
É certo que preciso considerar isso da próxima vez que for ao Tim Festival.

Por mais maravilhoso que tenha sido esse show da Björk no Tim Festival 2007, ele nem chega aos pés do que foi o show da Björk no Free Jazz Festival 1996!

Ps: Não, não. Dessa vez não encontrei a Björk no hotel, muito menos consegui entregar o encantado desenho de 1998.

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